A HORA DA VIRADA, GIGANTE!
É isso, nação cruzmaltina. Mal respiramos aliviados com a volta ao Brasileirão e já temos outra batalha pela frente. Uma daquelas que mexe com o nosso orgulho. O Vascão volta a campo pela Copa Sul-Americana em 2026, e não é só mais um jogo. É uma missão. A missão de quebrar uma sequência amarga, um fantasma que assombra nossas noites de Libertadores… digo, de Sul-Americana.
Chega de cair cedo. Chega de ver nosso nome, o nome do Gigante da Colina, sendo eliminado nas primeiras fases de uma competição continental. A ferida ainda está aberta e a torcida, que nunca abandona, clama por uma campanha digna da nossa história. É hora de mostrar a raça vascaína para a América do Sul inteira!
UM RETROSPECTO QUE DÓI NA ALMA
Olhar para trás, às vezes, é preciso para não cometer os mesmos erros. E o nosso histórico recente na Sul-Americana é um manual do que não fazer. A última vez que sentimos o gosto de uma campanha longa e vitoriosa foi lá em 2011, quando aquele time guerreiro chegou até as semifinais e só parou na temida Universidad de Chile. De lá para cá, colecionamos tropeços dolorosos.
Quem não se lembra de 2025? Priorizamos a competição, sonhamos com o título… e acordamos com um pesadelo. Uma goleada de 4 a 0 para o Independiente del Valle no Equador, com um tal de Spinelli nos castigando. O empate por 1 a 1 em São Januário só serviu para aumentar a frustração. Foi um baque.
Mas a via-crúcis não começou ali. Em 2020, caímos nas oitavas de final para o Defensa y Justicia, da Argentina, com uma derrota doída dentro do nosso Caldeirão. Dois anos antes, em 2018, a queda foi ainda mais precoce. Entramos na segunda fase e fomos despachados pela LDU: perdemos por 3 a 1 no Equador e a nossa vitória por 1 a 0 em casa não foi suficiente. É um roteiro que se repete e que precisa de um ponto final.
PEDRO EMANUEL E SEU PRIMEIRO GRANDE TESTE
Se há um momento para um novo comandante mostrar a que veio, é este. O português Pedro Emanuel fará apenas sua segunda partida no comando do Almirante. A estreia não foi como queríamos, com aquela derrota para o Vitória em Salvador pelo Brasileirão. É normal, o homem ainda está conhecendo o elenco, entendendo as peças que tem na mão.
Mas a paciência do povo cruzmaltino tem limite. Este confronto contra o Independiente Medellín, da Colômbia, é a prova de fogo. É a chance de ouro para Pedro Emanuel conquistar sua primeira vitória, impor seu estilo e, principalmente, começar a ganhar a confiança da torcida. A boa notícia é que o Vasco relacionou força máxima. Não é hora de poupar ninguém. É guerra!
PORTÕES FECHADOS PARA ELES, VANTAGEM PARA NÓS?
O destino, às vezes, nos dá uma piscadela. O primeiro jogo contra o Independiente Medellín, lá na Colômbia, será com portões fechados. O motivo? Uma punição da Conmebol por conta de uma confusão da torcida deles em um jogo contra o nosso maior rival na Libertadores. Parece que a indisciplina deles pode nos ajudar a ter um ambiente menos hostil para buscar um bom resultado fora.
E o mais importante: a vaga será decidida aqui, no nosso Caldeirão, em São Januário. Com a nossa gente empurrando, gritando e fazendo a diferença. É o cenário perfeito para avançar às oitavas de final e começar a escrever uma nova história.
CONTRASTE E ESPERANÇA
O que mais intriga o torcedor é saber que o time tem potencial. Nas últimas duas edições da Copa do Brasil, mostramos força no mata-mata. Chegamos na semifinal em 2024 e batemos na trave na grande final de 2025. Ou seja, sabemos jogar jogos eliminatórios! Por que na Sul-Americana tem sido diferente?
É a pergunta de um milhão de dólares. Talvez seja o peso da camisa em competições continentais, talvez uma questão de foco. O que importa é que agora, sob novo comando e com a faca entre os dentes, temos a chance de mudar esse paradigma. Que o espírito guerreiro que nos levou longe na Copa do Brasil finalmente apareça na Sul-Americana. Vamos subir, Vascão! Acreditamos em vocês!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.