ZIDANILTON ABRE O JOGO: A ESPOSA QUE PEDIU BANCO E O VOO PERDIDO NO VASCÃO!

Ex-volante Nilton revela bastidores surreais: o dia em que a esposa pediu para ele ir pro banco e a multa de 10% por perder um voo. Histórias do Vascão!

Ex-Corinthians, Cruzeiro e Vasco, Nilton trabalha no ramo de construção civil — Foto: Reprodução

O Golaço, o Presente e o Voo Perdido em Salvador

Ah, nação cruzmaltina! Tem histórias que só o Vasco da Gama proporciona. Enquanto o time de hoje se prepara para mais uma batalha contra o Vitória pela Copa do Brasil, a memória nos leva de volta a 2009, um ano de raça e episódios inacreditáveis. E quem melhor para lembrar disso do que o nosso ex-volante Nilton, o “Zidanilton”?

Naquele confronto, o Gigante da Colina meteu um 4 a 0 impiedoso em São Januário, com direito a um golaço de falta do nosso pitbull. No jogo de volta, no Barradão, seguramos o empate em 1 a 1 e garantimos a classificação. Mas a verdadeira resenha aconteceu depois do apito final.

Feliz da vida com a vaga, Nilton resolveu ser um bom marido e foi comprar um presente para a esposa, Karin, no aeroporto de Salvador. O problema? Ele se empolgou tanto na missão que não viu o tempo passar e, quando se deu conta, o avião do Vascão já estava partindo. Imagina a cena!

“De repente, só ouço o anúncio: ‘Nilton Ferreira Junior, última chamada para o embarque’. Quando eu cheguei já tinha desacoplado. Eu falei: ‘Moço, abre a porta que eu pulo'”, contou o próprio Nilton, aos risos. A diretoria, claro, não achou tanta graça. Rodrigo Caetano, então diretor de futebol, ligou na hora. “Eu falei para ele que estava no banheiro, que deu dor de barriga. Ele só disse: ‘Nilton, no Rio a gente conversa'”. A desculpa não colou e a brincadeira custou 10% do salário do nosso guerreiro.

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“Dona Onça” no Comando: Quando a Esposa Pediu o Banco de Reservas!

Se você acha que a história do voo é o auge, espere para ouvir essa. A esposa de Nilton, Karin, não era uma mera espectadora. Ela participava ativamente da carreira do marido, e isso incluía dar uns puxões de orelha quando necessário. E ela fez isso da forma mais vascaína possível: indo direto no técnico.

Em um momento em que sentiu que Nilton estava “com o rei na barriga”, Karin não teve dúvidas. Foi conversar com Dorival Júnior, o comandante da época. “Eu cheguei no Dorival e falei: ‘O Nilton precisa pegar banco. Ele está com o rei na barriga. Eu chego em casa e ele não me respeita'”, revelou Karin. Ela tinha intimidade com o treinador e pediu a lição: “Deixa no banco para ele sentir que não era o cara. Se ele ver que tem disputa, ele vai se ligar”.

Dito e feito. Na partida seguinte, contra o Atlético-GO, Nilton amargou o banco de reservas. A fúria foi grande. “O Dorival me falou: ‘Nilton, você vai começar no banco porque a ‘a Dona Onça’ falou que você tem que ir para o banco. E eu acho também’. Eu nem liguei para ela porque estava com raiva. Ela me botou no banco, não foi nem o Dorival!”

Mas como tudo no Vasco, a raiva virou combustível. Quando o time não ia bem, Dorival chamou o pitbull. “‘Vai jogar hoje?’. Falei com ele que poderia me colocar que ele ia ver a raiva que eu ia entrar. Fiz um baita jogo e ele disse: ‘Esse é o Nilton'”. É essa a fibra que a gente ama!

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A Tática Secreta que Veio da Sala de Casa

A participação de Karin não parava na disciplina. Ela era uma verdadeira analista tática! Ela estudava os adversários do Vascão e dava pitacos certeiros para o marido. Um deles mudou a forma como Nilton atacava a bola na área.

A orientação de Dorival era para Nilton atacar a segunda trave nos cruzamentos. Mas Karin notou um padrão e sugeriu uma mudança. “Ela perguntou porque eu sempre ia para trás. Eu dizia que era o combinado. Na frente já tinha Alecsandro… ‘Mas vai mesmo assim'”, contou Nilton. A semente da dúvida estava plantada.

Num jogo contra o Palmeiras, em São Januário, ele decidiu seguir o conselho da esposa. “Eu olhei e consegui visualizar. Vou fazer isso aí, vou puxar no primeiro pau”. O resultado? Gol do Vascão! Karin narra como se estivesse no estádio: “Eu ficava ‘Vai, Nilton. Pelo amor de Deus’. Ele fez que ia para o segundo, foi para o primeiro, deu a casquinha e fez o gol. Foram três gols assim seguidos. Até que descobriram a minha técnica”.

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Essas são as histórias que constroem a mística do nosso clube. Não é só sobre futebol, é sobre paixão, família e uma dose de loucura que só quem é vascaíno entende. Que o espírito guerreiro e surpreendente de “Zidanilton” e da estrategista Karin inspire nosso time hoje e sempre. Vasco é coisa séria, mas também é essa resenha inesquecível!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.