O CALDEIRÃO FERVEU, MAS DE RAIVA!
Ah, meu amigo vascaíno… Tem noite que parece que o roteiro já está escrito contra nós. Nesta quarta-feira (29), o que era pra ser uma festa em São Januário, empurrando o Gigante da Colina rumo às oitavas da Sul-Americana, virou um show de horrores protagonizado pelo apito. O adversário era o Independiente Medellín, mas o verdadeiro inimigo vestia outra camisa: a da arbitragem, comandada por um tal de Nicolas Ramirez que conseguiu a proeza de transformar um lance claro em uma piada de mau gosto.
O placar marcava um teimoso 0 a 0. O tempo corria, a angústia crescia e o Vascão, mesmo com mais volume, não conseguia furar o bloqueio colombiano. A gente sabe como é, a bola queima, o passe não sai perfeito. Mas a raça vascaína estava lá, como sempre esteve. E foi na base da insistência que o lance capital do jogo aconteceu.
A JOGADA QUE VIROU PIADA NACIONAL
Vamos desenhar para que não reste dúvida. Aos 31 minutos do segundo tempo, o Caldeirão quase veio abaixo. Adson, nosso guerreiro, recebe dentro da área e finaliza. A bola, caprichosa, desvia na barriga do zagueiro adversário e, na sequência, explode no braço aberto do sujeito. Pênalti? Em qualquer lugar do mundo, sim. Em São Januário, aparentemente, as regras são outras.
A gritaria foi geral. Jogadores em campo, a torcida nas arquibancadas, todo mundo viu. A pressão foi tanta que o árbitro Nicolas Ramirez foi chamado pelo VAR. ‘Agora vai!’, pensou o mais otimista dos cruzmaltinos. Ledo engano. O que vimos a seguir foi um dos usos mais bizarros e revoltantes da tecnologia no futebol.
O juiz foi ao monitor e, em vez de analisar o braço escandalosamente aberto do jogador do Medellín, ele decidiu rebobinar a fita. E não foi pouco. Ele voltou a jogada quase um minuto, para o momento em que Jair recupera a bola lá no nosso campo de defesa, e marcou um toque de mão do nosso volante. Um lance que ninguém viu, ninguém reclamou e que, segundo muitos, nem falta foi. Resultado: pênalti pro Vasco? Não. Escanteio? Também não. Falta de ataque para eles. É ou não é para arrancar os cabelos?
ANÁLISE DO JOGO: NERVOSISMO E LUTA ATÉ O FIM
Deixando a roubalheira de lado por um instante, o que se viu em campo foi um Vasco com a faca nos dentes, mas nervoso. O time do povo teve mais a bola, tentou sufocar os colombianos, mas pecou na hora de transformar a superioridade em chances claras. Como diz a fonte, a maior parte das nossas ações se concentrou pelo lado esquerdo, com a dupla Lucas Piton e Nuno Moreira, mas os lances de maior perigo surgiram pela direita, com Andrés Gómez e Paulo Henrique.
O excesso de erros de passe e a tomada de decisão apressada foram a tônica, e o Independiente Medellín, malandro, se aproveitava disso para tentar a sorte nos contra-ataques. Na segunda etapa, o Almirante se ajustou, sofreu menos lá atrás e, mesmo com os erros técnicos persistindo, conseguiu criar as melhores oportunidades.
A própria jogada do pênalti não marcado nasceu de uma demonstração de pura raça vascaína. Jair roubou a bola perto da bandeirinha de escanteio, ainda no nosso campo, e ligou um contra-ataque fulminante. Depois de uma boa troca de passes, a bola chegou em Adson para o desfecho que já conhecemos. Lutamos, criamos, mas fomos parados no apito.
A REVOLTA DO POVO CRUZMALTINO NAS REDES
Como não poderia deixar de ser, a torcida que nunca abandona explodiu nas redes sociais. As opiniões, coletadas pelo portal Lance!, resumem o sentimento de todos nós. Um torcedor foi cirúrgico: ‘Na verdade não foi nem pênalti e muito menos falta no lance do Jair. Era escanteio pro Vasco e o VAR não tinha que ter se metido. Uso abominável da ferramenta’.
Outro usou a ironia para descrever o absurdo: ‘O árbitro não deu um pênalti por causa de um lance anterior que havia acontecido na semana passada. Só com o Vasco essas coisas kkkkkkk’. A sensação de que ‘só acontece com o Vasco’ é real e dolorida. ‘O VAR voltar num lance de quase 1minuto atrás do lance do penalti do Vasco é PIADA de mal gosto’, desabafou mais um cruzmaltino.
A pergunta que fica é a que outro torcedor fez: ‘Como não foi pênalti com o bração aberto dentro da área?’. Não tem explicação. É a materialização do ‘contra tudo e contra todos’. Mais uma vez, o Gigante da Colina precisa ser mais forte que o adversário e também que os homens do apito. Seguiremos lutando, porque ser Vasco é isso. É nunca desistir, mesmo quando tentam nos derrubar na covardia.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.