O Gigante tem um desfalque de peso para o clássico
É dia de guerra, torcedor cruzmaltino! Neste sábado (1), o Vascão entra em campo para o primeiro duelo das quartas de final da Copa do Brasil contra o Fluminense, e a palavra de ordem é superação. Mas, como nem tudo são flores na vida do vascaíno, o técnico Pedro Emanuel tem uma verdadeira dor de cabeça para escalar o time. Nosso capitão, o motor do meio-campo, Thiago Mendes, está fora da batalha.
O camisa 23 foi expulso na fase anterior, contra o Paysandu, e agora cumpre suspensão no jogo mais importante do semestre até aqui. É uma ausência que dói na alma, não só pela liderança, mas pelo encaixe tático que o time finalmente parecia ter encontrado. A torcida vascaína, que nunca abandona, já está roendo as unhas para saber como o Gigante da Colina vai se virar sem sua peça fundamental.
A engrenagem que fazia o time jogar
Para entender o tamanho do problema, basta lembrar da nossa classificação heroica na Copa Sul-Americana contra o Independiente Medellín. Foi naquela partida que o professor Pedro Emanuel achou uma fórmula que fez o time respirar. Com a entrada de Jair no segundo tempo, Thiago Mendes foi adiantado, virando um elemento surpresa na construção das jogadas e chegando com perigo na área adversária.
Aquela mudança deu a fluidez que tanto faltava ao nosso ataque e foi o caminho para a primeira e suada vitória do treinador no comando do Almirante. Agora, sem o capitão, o desafio é encontrar um novo equilíbrio, uma nova forma de fazer o meio-campo funcionar com a mesma intensidade, tanto na marcação quanto na criação. Não será tarefa fácil, e a escolha do técnico pode definir o destino do Vasco no clássico.
As cartas na mesa de Pedro Emanuel: as opções para o meio-campo
O comandante português está quebrando a cabeça e, segundo as informações, trabalha com pelo menos três cenários diferentes para suprir a ausência de Thiago Mendes. Cada um com suas características, riscos e possíveis recompensas. Vamos analisar o que pode vir por aí no Caldeirão de São Januário.
Opção 1: O retorno do cão de guarda e a força da marcação
A primeira alternativa, e talvez a mais natural, é o retorno de Barros. O volante, que também cumpriu suspensão na última partida, está novamente à disposição e pode assumir a cabeça de área, protegendo a nossa zaga com a raça que já conhecemos.
Nesse esquema, a provável formação do nosso miolo seria:
- Primeiro volante: Barros
- Segundo volante: Jair (que vem crescendo muito desde o retorno da lesão)
- Terceiro homem: A vaga ficaria em uma disputa acirrada entre Ramon Rique e Tchê Tchê.
Essa formação privilegiaria a solidez defensiva, algo crucial em um jogo de mata-mata, especialmente no primeiro confronto em casa, onde não sofrer gols é fundamental.
Opção 2: Jair como ‘camisa 5’ e um time mais leve
Outra possibilidade que Pedro Emanuel estuda é usar a polivalência de Jair. Fortalecido pelas boas atuações recentes, ele poderia ser recuado para atuar como o homem mais marcador do setor. É uma aposta na sua qualidade técnica na saída de bola, mas que pode expor um pouco mais a defesa.
Com Jair de primeiro volante, o time ganharia em qualidade no passe inicial e permitiria que tanto Tchê Tchê quanto Ramon Rique jogassem mais soltos, encostando nos atacantes e ajudando na criação. Seria uma formação mais dinâmica, que buscaria controlar o jogo através da posse de bola, mas que exigiria atenção redobrada na recomposição.
Opção 3: Ousadia e Alegria? Um meia de ofício na vaga
Se a ideia for surpreender o rival e ir para cima, o treinador pode optar por uma escalação bem mais ofensiva. Ao invés de preencher a vaga com outro volante, ele poderia escalar um meia de criação de origem, mudando a característica do time.
Neste cenário, alguns nomes surgem como favoritos para a função:
- Rojas: É o meia mais clássico do elenco, o especialista na função. Sua entrada daria mais cérebro e capacidade de passe final ao time.
- Nuno Moreira: Embora não seja sua posição de origem, o jogador já atuou centralizado em outras partidas e poderia ser uma surpresa.
- Adson: Outro jogador de características ofensivas que também pode ser adaptado para exercer esse papel de armador.
Essa seria a escolha mais corajosa. Um recado claro de que o Vasco não vai esperar o Fluminense e buscará impor seu ritmo desde o início. O risco é perder o poder de marcação no setor mais importante do campo, mas em clássico, quem não arrisca, não petisca.
Decisão de mestre para uma noite de Gigante
A escolha de Pedro Emanuel será o termômetro do que podemos esperar do Vasco neste sábado. Será um time mais cauteloso, focado em não sofrer gols, ou um time agressivo, que vai para o tudo ou nada em busca de uma boa vantagem para o jogo de volta? Uma coisa é certa: seja com Barros, com Jair recuado ou com um meia ofensivo, quem entrar em campo terá que vestir a camisa com a raça vascaína que a história exige. É hora de mostrar a força do Gigante da Colina. Vamos subir, Vascão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.