ALARME NO VASCÃO! Números provam o desastre sem Thiago Mendes; e agora, Gigante?

Nosso capitão está fora do clássico e os números são de arrepiar. O Vasco sobrevive sem Thiago Mendes? A estatística diz que não. Veja a prova!

Thiago Mendes comemora gol do Vasco sobre o Independiente Medellín — Foto: André Durão

Más notícias para o povo cruzmaltino: nosso capitão está fora do clássico contra o Fluminense pela Copa do Brasil. Uma expulsão contra o Paysandu, na fase anterior, nos custou a presença do nosso xerife no duelo de ida das oitavas, neste sábado, no Maracanã. E a pergunta que não quer calar é: o quanto isso vai nos prejudicar?

Fomos atrás dos números, torcedor. E, para ser bem sincero, o cenário é preocupante. Desde que o volante assumiu a titularidade, lá no Brasileirão do ano passado, existe um Vasco com Thiago Mendes e outro, muito mais frágil, sem ele.

Um Vasco com e outro sem o Capitão

Vamos voltar um pouco no tempo. Lembra da 36ª rodada do Brasileirão do ano passado, contra o Internacional? Foi ali que Fernando Diniz, de forma surpreendente, efetivou Thiago Mendes no time titular. De lá para cá, contando os 46 jogos que o Vascão fez, a diferença de rendimento com e sem ele em campo é gritante.

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Com o nosso camisa 23 organizando o meio-campo, o Gigante da Colina conquistou 13 vitórias, 9 empates e sofreu 13 derrotas. Isso nos dá um aproveitamento de 45,7%. Não são números de encher os olhos, mas é um desempenho competitivo.

Agora, segure-se na cadeira. Nos 11 jogos em que Thiago Mendes não esteve em campo, o aproveitamento despenca para míseros 33,3%. Foram apenas duas vitórias, cinco empates e quatro derrotas. A queda é brusca e mostra uma dependência que assusta qualquer vascaíno.

E tem mais um detalhe que torna tudo pior: as duas únicas vitórias sem ele aconteceram na Copa Sul-Americana, quando o então técnico Renato Gaúcho poupou o time titular inteiro. Ou seja, em jogos de maior exigência, com o time principal, o Vasco ainda não sabe o que é vencer sem seu capitão. Preocupante é pouco.

O Ataque Sente, a Defesa Sofre

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O impacto da ausência do nosso volante não se reflete apenas nos resultados, mas no funcionamento do time como um todo. A produção ofensiva, por exemplo, sente um baque considerável. Com Thiago Mendes, nossa média de gols marcados é de 1,3 por partida.

Sem ele, essa média cai para 1,0 gol por jogo. Parece pouco, mas em um futebol tão equilibrado, essa diferença pode significar uma vitória ou um empate. Ele não é apenas um destruidor de jogadas, ele é o homem que inicia a nossa transição, que dá qualidade na saída de bola.

Mas é na defesa que o alarme soa mais alto. Com o capitão em campo, sofremos uma média de 1,1 gol por partida. Sem ele, a porteira abre de vez: a média de gols sofridos sobe para 1,8. É um aumento de mais de 60%! Fica claro que, sem o xerife para botar ordem na casa, nossa zaga fica muito mais exposta. Enfrentar o ataque do Fluminense com essa vulnerabilidade é um risco enorme.

Quem assume a bronca no Maracanã?

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Agora, a dor de cabeça passa para o nosso técnico Pedro Emanuel. Como montar esse meio-campo para um clássico decisivo sem sua principal peça? As opções no elenco, segundo as informações, são Jair, Ramon Rique e Tchê Tchê. Nenhuma delas, convenhamos, substitui à altura o que Thiago Mendes representa.

Jair tem a pegada, a força na marcação, mas não possui a mesma qualidade técnica na saída de bola. Tchê Tchê é um jogador mais versátil, que pode cumprir várias funções, mas será que ele tem a imposição física para ser o primeiro homem de contenção? E temos o jovem Ramon Rique, cria da nossa base, que pede passagem. Seria o momento de lançá-lo em uma fogueira desse tamanho? É uma decisão complicadíssima para o treinador.

Mais que um Volante, um Artilheiro Inesperado

Para completar o cenário, não podemos esquecer de um fato impressionante: Thiago Mendes é o artilheiro do Vasco em 2026, com seis gols marcados. Sim, você leu direito. Nosso volante é quem mais balançou as redes pelo Gigante no ano. Isso diz muito sobre a fase dos nossos atacantes, é verdade, mas exalta ainda mais a importância do nosso capitão.

Ele não é apenas o líder, o protetor da zaga. Ele se tornou uma referência técnica, um jogador que pisa na área, que finaliza e que decide jogos. Sua ausência é sentida em todos os setores do campo. Enquanto quebramos a cabeça com esse desfalque, vale notar que a diretoria se mexe nos bastidores. Segundo a apuração, a negociação com o atacante Colidio, do River Plate, está avançada. Que venha para somar, pois a necessidade é clara.

Enfim, o desafio está posto. Os números não mentem e a ausência do nosso capitão é um golpe duro. Mas se tem uma coisa que aprendemos é que Vasco é Vasco. É na adversidade que a raça vascaína aparece. Cabe a Pedro Emanuel e aos onze guerreiros que entrarem em campo superarem as estatísticas e honrarem a nossa camisa. Vamos, Vascão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.