SANTO LÉO JARDIM! Goleiro salva o Vasco, mas Rique e Cuiabano DECEPCIONAM em empate amargo

Nosso paredão segurou tudo, mas a atuação de alguns jogadores foi de doer os olhos. Uma análise sem dó dos piores do Vascão no clássico da Copa do Brasil.

Léo Jardim e Jair em Vasco x Fluminense — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Um Gosto Amargo de Alívio no Clássico

Tem empates e empates, nação cruzmaltina. E o 0 a 0 contra o Fluminense, pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2026, foi um daqueles que deixam a gente com o coração na mão e a cabeça cheia de perguntas. Por um lado, um alívio imenso por não sair de campo derrotado, e esse alívio tem nome e sobrenome: Léo Jardim. Por outro, uma frustração profunda com uma atuação que, em vários momentos, foi de doer os olhos. O Gigante da Colina mostrou que tem um santo no gol, mas também expôs feridas que precisam ser curadas para o jogo de volta.

A verdade é uma só: se não fosse nosso paredão, a história poderia ter sido muito mais triste. Saímos vivos, mas com a certeza de que apenas a raça vascaína não será suficiente. É preciso mais futebol, muito mais.

Léo Jardim: O Salvador da Pátria Cruzmaltina

Vamos começar por quem merece todos os aplausos. Léo Jardim! É verdade que ele deu um susto no começo, saindo um pouco atrasado em um lance que quase virou gol do Canobbio. Mas foi só o aquecimento do monstro. Depois disso, o que vimos foi um espetáculo particular do nosso goleiro.

Foram, no mínimo, duas defesas milagrosas, daquelas que mudam o destino de um confronto. Duas bolas que tinham endereço certo e que ele, com a tranquilidade de um veterano, foi lá e buscou. Enquanto o resto do time batia cabeça, ele se agigantou e manteve o placar zerado. Se hoje ainda sonhamos com a classificação, devemos acender uma vela para o nosso camisa 1.

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Uma Defesa que Fez Água e Deixou a Torcida de Cabelo em Pé

Agora, vamos respirar fundo. Falar da nossa defesa nesse jogo é um exercício de paciência. Paulo Henrique até tentou algo no ataque, subindo em alguns momentos e criando perigo com cruzamentos para Tchê Tchê e Andrés Gómez, mas a prioridade era marcar. E que sufoco!

Robert Renan, que deveria ser o xerife, foi batido no pivô por John Kennedy em pelo menos duas jogadas que geraram perigo claro. A ânsia de sair da linha para desarmar mais à frente abriu crateras na nossa zaga. Ao seu lado, o outro zagueiro ficou exposto, tentando cobrir os buracos. Não comprometeu diretamente, mas foi uma noite de sofrimento.

E o que dizer de Cuiabano? Uma atuação para esquecer. Jogo ruim, muito ruim. Viu o Canobbio passar nas suas costas com liberdade por duas vezes e só não choramos porque o uruguaio estava com o pé descalibrado. Além de deixar espaços, errou cruzamentos básicos. Foi uma noite desastrosa na lateral esquerda.

Meio-Campo: Entre a Lucidez de Jair e o Apagão de Rique

No meio, vivemos uma montanha-russa de emoções. A melhor notícia foi a atuação de Jair. Voltando de uma lesão grave no joelho, ele foi o jogador mais lúcido do Vasco no primeiro tempo. Mostrou qualidade no passe, driblou para sair da pressão e provou que tem que ser titular. O cansaço no segundo tempo era esperado, mas seus minutos em campo foram de esperança.

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Tchê Tchê, por sua vez, foi o retrato da afobação. Recuperava a bola e, na ânsia de acelerar, entregava de presente para o adversário. Reforçou a marcação, mas com a bola no pé, foi nulo na construção. Ainda perdeu uma chance de cabeça no começo da segunda etapa.

Mas o prêmio de pior em campo tem um dono claro: Ramon Rique. Que desastre! A surpresa na escalação do mister se provou um erro fatal. O garoto sentiu o peso do clássico de uma forma assustadora. Errou TUDO o que tentou. Passes, domínios, decisões… um apagão completo. A substituição no intervalo não foi apenas justa, foi um ato de misericórdia. O substituto, que entrou no seu lugar, também não conseguiu mudar o cenário, errando passes em sequência e não dando a dinâmica que o time precisava.

Um Ataque Inofensivo e a Eterna Busca pelo Camisa 9

Lá na frente, a história não foi diferente. O jogador que foi surpresa na escalação como centroavante até se esforçou em alguns pivôs, mas com a bola no chão, foi uma negação. Errou passes e domínios simples, mostrando que a camisa 9 do Vascão segue mais pesada do que nunca. Continuamos órfãos de um finalizador.

Pelo lado direito, o ponta tentou resolver sozinho, mas sem sucesso. O setor só produziu algo quando Paulo Henrique aparecia por ali. O outro atacante, que entrou no segundo tempo, também não causou impacto algum, entrando na pilha de erros do time. E o nosso jogador mais incisivo, que sempre se apresenta para o jogo, teve uma tarde apagada, perdendo quase todas as disputas para o zagueiro Ignácio. Lutou, correu, mas não conseguiu criar uma chance real.

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As Escolhas do Mister e o Banco que Não Ajuda

Sobrou para o técnico português. A aposta em Rique foi um tiro no pé que quase nos custou caro. A defesa, com erros claros de posicionamento, foi salva por Léo Jardim, não pelo sistema tático. No segundo tempo, o que se viu foi a prova da nossa carência de elenco. As peças que vieram do banco não só não ajudaram, como pioraram a equipe.

O Vascão precisa de mais. Mais futebol, mais opções, mais coragem. O empate fora de casa é, em teoria, um bom resultado. Mas a atuação deixa um alerta gigante piscando em São Januário. E aí, torcedor fiel? Com esse futebol, dá pra acreditar na classificação no nosso Caldeirão?

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.