PEDRO EMANUEL FAZ MILAGRE! Vasco joga como GIGANTE, cala críticos e mostra que sair do Z4 é questão de tempo!

O placar não mudou, mas o time sim! Com Pedro Emanuel, o Vascão mostra organização, raça e uma defesa sólida. A esperança do povo cruzmaltino está de volta!

Adson em Bahia x Vasco — Foto: Márcio José/AGIF

Um Empate com Sabor de Vitória Moral

Torcedor vascaíno, eu sei o que você sentiu quando o apito final soou em Salvador. Olhar para a tabela e ver o nosso Vasco da Gama ainda na 18ª posição, dentro da maldita zona de rebaixamento, é de cortar o coração. O empate em 0 a 0 com o Bahia, no papel, não foi o resultado dos sonhos. Mas quem vestiu a camisa, sentou na frente da TV e sofreu por 90 minutos sabe: algo mudou. E mudou para melhor.

Esqueça o placar por um instante. O que vimos em campo foi um time com organização, com alma, com a cara de Pedro Emanuel. Um time que foi até a Fonte Nova, um estádio onde historicamente sofremos (nossa última vitória lá foi há longos 14 anos!), e não só jogou de igual para igual, como criou as melhores chances e merecia ter voltado com os três pontos na bagagem. Isso, meu amigo, é evolução.

A Defesa que Ninguém Passa: O Dedo do Mister

Vamos aos fatos que enchem o nosso peito de orgulho. Este foi o sétimo jogo sob o comando do português. Depois daquela derrota na estreia, que já parece ter acontecido em outra vida, o Vascão simplesmente não perdeu mais. São seis jogos de invencibilidade! E o mais impressionante: nas últimas quatro partidas, nossa defesa não foi vazada em três delas. Acabou a mamata, acabou o time que era uma peneira!

Pedro Emanuel deu um basta na loucura de linhas altas e zaga exposta que tanto nos prejudicou. Agora temos um 4-3-3 equilibrado, coeso, que sabe se defender. A dupla de zaga com Cuesta e Robert Renan fez mais uma partida segura, mostrando que a confiança voltou. Até o Saldivia, que vinha sendo questionado, entrou e não comprometeu. Isso é trabalho, é consistência. É a mão do treinador transformando um grupo em uma equipe competitiva.

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E a prova da força desse novo Vasco veio no susto. Já não tínhamos Nuno Moreira. No aquecimento, perdemos Gómez. No intervalo, o time voltou sem Cuesta e Brenner. Quatro desfalques pesadíssimos! E mesmo assim, o time não se desmontou. Mostrou maturidade, organização e continuou lutando. Isso é raça vascaína!

O Coração do Time Pulsa Forte, Mas o Ataque Precisa de Ajustes

Se a defesa é o nosso novo porto seguro, o meio de campo é o motor que faz o Gigante andar. O que estão jogando Jair, Thiago Mendes e Tchê Tchê é brincadeira! O trio dominou as ações contra o Bahia, especialmente o nosso camisa 8. Ver o Jair voando em campo, com a vontade de quem ficou muito tempo fora por lesão, é um alento. Ele está cada vez mais à vontade, chamando a responsabilidade.

O problema, e precisamos ser honestos, foi lá na frente. Faltou aquela inspiração, aquele detalhe para a bola entrar. E quando entrou, não valeu. Por questão de centímetros, o VAR anulou um gol de Adson por impedimento de David na origem da jogada. No segundo tempo, o próprio David balançou as redes, mas vacilou no posicionamento e estava impedido de novo. É frustrante, mas mostra que estamos chegando lá.

Sem Brenner e com as ausências, o ataque no segundo tempo era todo reserva. Hinestroza não entrou bem, e o pobre do Spinelli mal tocou na bola. A impressão que fica é clara: com um pouco mais de qualidade e opções ofensivas, teríamos quebrado o tabu em Salvador. A urgência por reforços na janela de transferências é gritante.

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O Caminho é Longo, Mas Agora Temos um Mapa

Apesar do gosto amargo do empate, a sensação geral é de esperança. Pela primeira vez em muito tempo, o povo cruzmaltino consegue ver um trabalho sendo feito, uma ideia de jogo, uma correção de rumos. O time que antes era frágil e desesperado, agora é consistente e difícil de ser batido.

A urgência de antes, que era dentro de campo, está sendo corrigida. Agora, a urgência é fora dele: na busca por peças que possam qualificar nosso ataque e na consciência de que cada jogo é uma final. O caminho para sair do buraco está traçado. Precisamos fazer do Caldeirão de São Januário nossa fortaleza, começando pela vitória obrigatória contra o Santos na próxima rodada, e continuar pontuando fora de casa, como fizemos contra o Bahia.

A desconfiança diminuiu, torcedor. A fé foi renovada. Esse time voltou a nos representar. A luta será dura, mas com essa raça e organização, vamos subir. Vasco é coisa séria, e o Gigante está mais vivo do que nunca.

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.