Aquele grito de gol que ficou entalado na garganta de todo vascaíno. Em um São Januário que pulsava forte, o Vasco da Gama amassou, pressionou, mas não conseguiu furar a retranca do Olimpia e ficou num amargo 0 a 0, nesta quinta-feira (13), pelo jogo de ida das oitavas de final da CONMEBOL Sul-Americana.
O sentimento é de frustração, não tem como negar. Jogando em casa, no nosso Caldeirão, a obrigação era construir uma vantagem. Agora, a decisão ficou para o território inimigo, em Assunção, no Paraguai. A vaga nas quartas de final será decidida na raça, na luta, como manda a história do Gigante da Colina.
O Filme do Jogo: Domínio sem Gol
Quem viu o primeiro tempo, imaginou uma goleada. O Vascão se impôs, encurralou o Olimpia no campo de defesa e criou chance atrás de chance. A bola rondava a área paraguaia, mas o destino parecia selado: hoje ela não entrava.
O técnico Pedro Emanuel viu seu time ter as melhores oportunidades. Pumita Rodríguez arriscou, Rojas tentou, David chegou perto e até Nuno Moreira teve sua chance. Mas do outro lado havia um paredão chamado Olveira. O goleiro do Olimpia estava em uma noite inspirada e parou tudo que foi em sua direção.
Os números do primeiro tempo são a prova da nossa superioridade e da nossa ineficácia: foram oito finalizações do Cruzmaltino, com quatro delas no alvo. E o Olimpia? Nenhuma. Zero. Ainda assim, o placar insistiu em ficar no 0 a 0. É o futebol, na sua forma mais cruel.
Um Segundo Tempo para Esquecer
Se a primeira etapa foi de um ataque contra defesa, o segundo tempo foi, para ser sincero, bem mais morno. Os paraguaios conseguiram o que queriam: esfriaram o jogo, fecharam os espaços e neutralizaram a pressão do Almirante.
A torcida vascaína, que nunca abandona, continuou cantando e empurrando, mas o time não conseguiu reencontrar o ritmo avassalador do início. O Olimpia se sentiu confortável com o empate e gastou o tempo, cozinhando o jogo até o apito final. Um antijogo que, infelizmente, deu resultado para eles.
A Conta Chegou: Como Fica a Briga Pela Vaga?
A matemática agora é simples e direta. Para avançar às quartas de final da Sul-Americana, o Vascão precisa de uma vitória simples no Paraguai. Não tem outro caminho. Um novo empate, por qualquer placar, leva a decisão para a marca da cal, os temidos pênaltis.
A batalha final será na próxima quinta-feira, dia 20 de agosto, às 19h (horário de Brasília). O palco será o Defensores del Chaco, em Assunção, onde a pressão será toda contra nós. É hora de mostrar a força do time do povo longe de casa.
Memória Curta? O Retrospecto Contra Eles
Vale lembrar que esse confronto não é novidade. Enfrentamos o Olimpia na fase de grupos deste mesmo torneio. O histórico recente traz um misto de esperança e alerta. Em São Januário, vencemos por um belo 3 a 0. Contudo, quando fomos a Assunção, perdemos por 3 a 1.
Essa derrota no Paraguai, inclusive, foi o que nos custou a primeira posição do Grupo G, nos obrigando a passar pelos playoffs contra o Independiente Medellín, da Colômbia, para chegar até aqui. O Olimpia, que passou em primeiro, vem descansado. A missão é difícil, mas não impossível para quem carrega a Cruz de Malta no peito.
Foco, Vascão! O que vem pela frente
Antes da decisão na Sul-Americana, o Gigante tem um compromisso importante pelo Campeonato Brasileiro. A sequência é pesada e vai exigir muito do nosso elenco. É hora de virar a chave e depois focar todas as energias na classificação.
- Santos (Casa): 16/08, às 16h (de Brasília) – Campeonato Brasileiro
- Olimpia (Fora): 20/08, às 19h (de Brasília) – CONMEBOL Sul-Americana
- Palmeiras (Fora): 23/08, às 16h (de Brasília) – Campeonato Brasileiro
Foi um balde de água fria, torcedor? Foi. Mas desistir não faz parte do nosso vocabulário. Quinta-feira que vem é guerra. É dia de honrar a camisa, de lutar por cada bola e de buscar essa classificação no coração do Paraguai. Vasco é coisa séria, e nós vamos lutar até o fim. Acreditamos em vocês!
Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.