LEMBRA DELE? Onde anda Yan, o craque do tri do Vascão que hoje brilha fora de campo!

Ele foi o cérebro do Gigante no tri histórico de 92/93/94. Saiba por onde anda Yan, o meia canhoto que saiu de São Januário para conquistar o mundo.

Yan em campo: o ex-meia canhoto brilhou no Vasco e no Fluminense e hoje utiliza sua vasta experiência para gerir carreiras nos bastidores do esporte. (Foto: Divulgação)

Um Canhoto Mágico Nascido na Colina

Tem épocas que ficam marcadas na alma do torcedor vascaíno. A década de 1990 foi uma delas. Enquanto o Gigante da Colina empilhava taças e se reafirmava como uma potência nacional, das nossas categorias de base, de São Januário, brotava um talento raro. Um meia canhoto, clássico, que tratava a bola com um carinho que parecia de outra época. O nome dele? Yan Cleiton de Lima Razera, ou simplesmente Yan, para o povo cruzmaltino.

Quem viveu aqueles tempos sabe do que estou falando. Ver Yan em campo era um alento. Em um futebol que já se tornava cada vez mais físico, ele era a personificação da inteligência, da técnica refinada. Com a cabeça sempre erguida, sua visão de jogo era algo assustador para um garoto. Não era só uma promessa, era uma certeza de que o Vascão tinha em mãos um verdadeiro tesouro.

O Maestro do Tri-Campeonato Histórico

A ascensão de Yan não foi coincidência. Ela veio junto com um dos períodos mais gloriosos da nossa história recente. O tricampeonato estadual de 1992, 1993 e 1994 tem a assinatura daquele time inesquecível, e Yan era uma peça fundamental naquela engrenagem. Ele não era só um coadjuvante de luxo; ele ditava o ritmo, quebrava as linhas com passes milimétricos e aparecia como elemento surpresa no ataque.

O talento era tanto que extrapolou as fronteiras do Rio. Em 1993, enquanto brilhava com a Cruz de Malta no peito, ele foi o cérebro da Seleção Brasileira na conquista do Campeonato Mundial Sub-20. Era o nosso garoto mostrando ao planeta a força da base do Gigante! O reconhecimento era unânime, e em 1995, ele foi eleito o melhor jogador do nosso elenco. Um prêmio justo para quem era o parceiro ideal de qualquer atacante.

Publicidade

É um orgulho que não cabe no peito. Saber que um jogador com essa classe e inteligência foi forjado dentro da nossa casa, no Caldeirão de São Januário, é a prova da nossa vocação para formar craques. Yan era a raça vascaína misturada com uma elegância que poucos tinham.

A Dor e o Respeito: A Passagem Pelos Rivais

A vida de jogador de futebol tem caminhos tortuosos. E para a nossa tristeza, o destino levou Yan a vestir as cores de rivais. Sim, ele jogou no Fluminense e até no Flamengo. Dói? Claro que dói. Ver um cria da Colina, que nos deu tantas alegrias, defendendo o outro lado é um golpe no coração de qualquer vascaíno.

No Fluminense, ele teve um papel de liderança. Foi peça-chave na campanha do título da Série C em 1999, ajudando o rival a sair do fundo do poço. Em 2002, no ano do centenário deles, foi campeão carioca de novo. A passagem pelo Flamengo foi mais curta, mas aconteceu. É a prova de que o seu talento era inquestionável, reconhecido até por quem a gente não gosta de admitir.

Essa dualidade mostra a força mental de Yan. Não é para qualquer um carregar o peso de ter defendido camisas com tanta rivalidade. Mas, acima da dor de torcedor, fica o respeito por um profissional que sempre honrou o jogo e demonstrou sua qualidade onde quer que tenha passado, como no Coritiba, onde também foi campeão paranaense em 1999.

Publicidade

O que Faz Yan Hoje? O Jogo Continua Fora dos Gramados

Depois de rodar o Brasil como um dos “andarilhos” mais qualificados do nosso futebol, levando sua canhotinha para diversos clubes, Yan pendurou as chuteiras. Mas quem pensa que a história dele com o esporte acabou, se engana redondamente. A inteligência que ele mostrava em campo não se aposentou.

Hoje, a visão de jogo apurada de Yan é usada nos bastidores. Ele fez uma transição calculada e bem-sucedida para a gestão. Atualmente, o nosso ex-craque atua na gestão de carreiras e como consultor esportivo. Ou seja, ele continua sendo um elo vital entre o que acontece dentro das quatro linhas e as decisões tomadas nos escritórios.

É a prova de que a inteligência tática, a capacidade de ler o jogo e de tomar a decisão certa no momento exato, são ferramentas que ele levou para a vida. O campo de jogo mudou, mas o craque continua o mesmo. Yan segue sendo uma mente brilhante, agora ajudando a construir o futuro de outros atletas e clubes.

Publicidade

Olhar para a trajetória de Yan é sentir um misto de saudade e orgulho. Saudade daquele futebol mágico dos anos 90 e orgulho de saber que um dos maiores expoentes daquela geração nasceu em São Januário. Que a história dele sirva de inspiração. O Vasco é gigante, e nossa fábrica de talentos nunca pode parar.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.