Um domingo de pesadelo em São Januário
A vida do torcedor do Vasco não é para amadores. E o domingo (16) foi mais uma prova de fogo para os fiéis do Gigante. Ver o placar de 3 a 0 para o Santos, dentro do nosso Caldeirão, pela 23ª rodada do Brasileirão, foi um golpe duro. Uma derrota que, nas palavras do nosso técnico Pedro Emanuel, foi simplesmente ‘cruel’.
Mas em meio ao caos e à frustração de mais um resultado adverso, os olhos do povo cruzmaltino estavam voltados para o campo por um motivo especial: a estreia dos novos reforços. O atacante Facundo Colidio e o volante Santiago Sosa vestiram pela primeira vez o manto sagrado. E a avaliação da torcida foi como a noite e o dia.
Um raio de esperança chamado Colidio
Em meio a uma partida para se esquecer, um jogador pareceu entender o que significa vestir a camisa do Vascão. Facundo Colidio, mesmo com a derrota acachapante, mostrou raça, participação e vontade de vencer. O atacante foi a peça mais ativa do nosso setor ofensivo, buscando o jogo e tentando criar algo diferente.
A postura aguerrida não passou despercebida pela torcida, que, mesmo na bronca com o time, soube reconhecer o esforço do argentino. Nas redes sociais, os comentários eram de aprovação. “Estreia interessante do Colidio, é um jogador útil pra krl”, disse um torcedor. Outro foi além: “Colidio melhor em campo nesse primeiro tempo”. É esse tipo de entrega que a gente espera. Um lampejo de esperança em meio à escuridão.
A estreia de pesadelo de Santiago Sosa
Se Colidio foi a luz, Santiago Sosa, infelizmente, foi a sombra. O volante, que chegou com a expectativa de qualificar nosso meio-campo, teve uma primeira impressão desastrosa. A torcida não perdoou, e as críticas foram pesadas e diretas.
Sosa pareceu perdido, errando passes e tomando decisões equivocadas. “A estreia do Sosa, que tem obrigação total de agregar, é um terror. Erra tudo que tenta”, desabafou um vascaíno. A situação ficou ainda pior com um erro crasso que quase resultou em gol do Santos, numa falha que deixou até o atacante adversário, Gabigol, constrangido ao finalizar para fora. “Rapaz o Santiago Sosa mal chegou no Vasco da Gama e já virou bagre absoluto!”, cravou outro torcedor. A comparação com a saída de Jair do meio-campo, que segundo um comentário, tirou a “dominância” do time, só piorou a avaliação do estreante.
Um jogo que resume nosso sofrimento
A partida em si foi um roteiro que já conhecemos bem. O Vasco teve mais a bola no primeiro tempo, tentou tomar a iniciativa, mas esbarrou na própria dificuldade de criar chances claras de gol. A posse de bola era nossa, mas o perigo era deles.
O Santos, mais recuado e jogando no nosso erro, criou as melhores oportunidades. Aos 14 minutos, Gabigol ficou cara a cara com Léo Jardim, mas, para nosso alívio momentâneo, chutou para fora. Depois, foi a vez de Caballero acertar nosso travessão em uma cabeçada. Eram avisos do que estava por vir. No fim, o placar de 3 a 0 refletiu a maior eficiência do adversário e a nossa total falta dela.
E agora, Gigante?
Sair de São Januário com uma derrota de 3 a 0 é sempre amargo. As estreias com sentimentos opostos mostram que o caminho ainda é longo e cheio de desafios. Colidio mostrou que pode ser uma peça importante, com a raça que a torcida tanto cobra. Já Sosa tem a obrigação de dar a volta por cima e provar que a primeira impressão foi apenas um acidente de percurso.
A nós, fiéis do Gigante, resta respirar fundo, apoiar quem mostra comprometimento e cobrar quem ainda não entendeu o peso dessa camisa. Porque ser Vasco é isso: sofrer, lutar e nunca, jamais, abandonar. Vamos subir, Vascão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.