A conta chegou, e veio salgada!
Aquele sentimento de que o sistema joga contra nós ganhou mais um capítulo revoltante. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não aliviou para o Vascão e meteu a caneta com força após a confusão na partida contra o Vitória, pela Copa do Brasil, em São Januário. O resultado? Quatro dos nossos com suspensão e uma multa para o clube pagar.
Parece que lutar pelo que é certo dentro de campo vira crime nos tribunais. A indignação com a arbitragem desastrosa daquele jogo resultou em uma punição que dói no bolso e no planejamento do Gigante da Colina.
Quem paga o pato? Nossos ídolos e profissionais
A mão pesada do STJD atingiu em cheio figuras importantes do nosso dia a dia. A decisão suspendeu por 15 dias quatro integrantes da nossa delegação. São eles:
- Felipe Loureiro: Nosso ídolo e peça fundamental no clube.
- Admar Lopes: O homem forte do nosso futebol.
- Daniel Félix: Membro da comissão técnica.
- Nelcírio Franchin: Outro profissional do nosso staff.
Além das suspensões, que desfalcam o clube nos bastidores, o Vasco foi multado em R$ 20 mil. O motivo alegado foi o lançamento de copos no gramado, uma reação da torcida que via em campo um show de horrores da arbitragem. O clube foi enquadrado no artigo 213, inciso III, do CBJD.
Defesa do Vasco DETONA arbitragem no tribunal
No julgamento, o Vascão não ficou calado. Nosso advogado, Pedro Henrique Moreira, foi para cima e contestou ponto por ponto o que estava na súmula do árbitro. Ele não teve medo de expor a verdade e criticou duramente a atuação da equipe de arbitragem de Matheus Delgado Candançan.
A defesa do Gigante classificou a expulsão do nosso garoto Cauan Barros como um “erro crasso”. E com toda razão! Tanto que o próprio STJD sequer denunciou o volante pela jogada. Ou seja, admitem o erro do juiz, mas a punição para o clube vem mesmo assim. É inacreditável!
O advogado ainda lembrou de outro lance capital que foi simplesmente ignorado: um possível pênalti claríssimo em Spinelli, ainda no primeiro tempo. Mas para o árbitro, nada aconteceu. Para o Vascão, a conta sempre chega.
O histórico da injustiça
A denúncia inicial do STJD mirava cinco integrantes do clube: Cauan Barros, Felipe Loureiro, Daniel Félix, Nelcírio Franchin e Admar Lopes. A confusão, segundo a súmula, começou no intervalo, logo após a expulsão absurda de Cauan Barros. Quem estava em São Januário viu o clima de revolta.
Nelcírio Franchin, inclusive, respondia por uma acusação mais grave, de agressão à arbitragem (artigo 254-A, § 3º), mas o tribunal, por maioria, o absolveu dessa acusação. Uma pequena vitória que mostra como as narrativas são construídas contra nós. Mesmo absolvido da agressão, a suspensão de 15 dias pela infração disciplinar foi mantida. Já Felipe, Admar e Daniel foram punidos pelo artigo 258, por conduta contrária à disciplina.
No fim, fica a sensação de sempre. O Vasco luta, a torcida se inflama, a arbitragem erra de forma decisiva e, no apagar das luzes, quem leva a punição é o Gigante. Mas nós somos o time da virada, e essa é só mais uma batalha. Vamos seguir em frente, porque ser vascaíno é nunca desistir. A resposta virá dentro de campo, como sempre foi na nossa história gloriosa.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.