Um Adversário Inusitado para o Gigante
Torcedor vascaíno, a gente já viu de tudo nessa vida, não é mesmo? Mas a história do nosso próximo adversalista na Copa Sul-Americana é daquelas que parecem roteiro de filme. Nesta quinta-feira, o Vascão tem pela frente o Olimpia, do Paraguai, e no elenco deles tem uma figura que você provavelmente já ouviu falar: Tim Payne.
Lembra da Copa do Mundo? Aquele lateral da Nova Zelândia que era o jogador com menos seguidores no Instagram e, do dia para a noite, virou uma celebridade da internet? Pois é, ele mesmo. O cara saiu de um anônimo no Wellington Phoenix para o Olimpia, e agora vai cruzar o caminho do Gigante da Colina. É cada uma que aparece…
O Fenômeno das Redes Sociais: Mais de 5 Milhões de Seguidores
A história é maluca. Tim Payne era um zé-ninguém digital. Durante a Copa, uma campanha online fez seus seguidores explodirem para 4 milhões. Hoje, o homem ostenta mais de 5,3 milhões de seguidores no Instagram. Para ter uma ideia, o próprio Olimpia ganhou cerca de 250 mil seguidores em 24 horas só por anunciar a contratação dele.
Com a fama, veio o dinheiro. O defensor, que antes era só mais um, agora tem contrato de patrocínio com a Asics, virou embaixador de uma campanha de saúde mental e, claro, conseguiu um salário bem mais gordo no Paraguai. No jogo de ida, em São Januário, ele nem saiu do banco, mas foi mais procurado que muito titular. Todo mundo queria uma foto, uma palavra… que ele não deu, pois foi escoltado para longe pela equipe do clube.
Tá, Mas e o Futebol? Joga Alguma Coisa?
Essa é a pergunta que não quer calar. Beleza, o cara é famoso no Instagram, mas e com a bola no pé? A verdade é que, no Olimpia, Tim Payne ainda é reserva. O lateral de 32 anos fez apenas dois jogos até agora desde que chegou após a Copa.
Na sua estreia, contra o Rubio Ñú pelo campeonato local, ele até marcou um golaço. Depois, foi titular pela primeira vez contra o Sportivo Ameliano. É muito pouco para dizer se ele vai dar trabalho. Por enquanto, parece mais uma grande jogada de marketing do que um reforço de peso para eles. Mas, como vascaíno sofrido, a gente sabe que todo cuidado é pouco.
Uma Carreira de Altos e (Muitos) Baixos
A trajetória de Payne é a prova de que o futebol dá voltas. Ele chamou a atenção na Copa do Mundo Sub-17 de 2011 e foi parar no Blackburn Rovers, da Inglaterra. Parecia o início de uma carreira brilhante, mas não foi bem assim.
Um problema com o visto de trabalho o impediu de jogar na Inglaterra. Com apenas 18 anos e poucas convocações para sua seleção, ele não cumpria os requisitos. Depois de assinar por dois anos e meio e passar mais da metade de 2012 só treinando, o sonho europeu acabou. De lá, ele rodou: voltou pro Auckland City, se aventurou no Portland Timbers dos EUA e só foi se firmar de vez na sua terra natal em 2017, jogando por Eastern Suburbs e depois Wellington Phoenix, onde ficou por sete temporadas até a Copa do Mundo mudar sua vida.
O Vascão Não Respeita Seguidor, Respeita Camisa!
Curiosamente, a escolha pelo Paraguai não foi só pelo dinheiro. A esposa de Payne, Michelle Peters, tem raízes costarriquenhas, e o casal quer que o filho de um ano e meio, Brooklyn, cresça num ambiente latino. Uma história de família bonita, não dá pra negar.
Mas que nada disso nos engane. Dentro de campo, não tem campanha de internet, não tem patrocínio e não tem história de vida que resolva. É o Almirante contra eles. É a nossa camisa pesada, a nossa torcida que nunca abandona e a nossa vontade de vencer. Que Tim Payne aproveite sua fama, mas que na quinta-feira ele descubra que enfrentar o Vasco é coisa séria. Pra cima deles, Gigante!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.