PEDRO EMANUEL DESABAFA APÓS SHOW DO VASCÃO: ‘NOSSO CORAÇÃO ESTÁ CHEIO!’

O Vascão está VIVO! Após goleada histórica por 4 a 1, técnico Pedro Emanuel desabafa e revela o sentimento do grupo: 'Nosso coração está cheio'.

Pedro Emanuel em Olimpia x Vasco — Foto: AFP

Uma noite para lavar a alma do vascaíno

Quem é Vasco, sabe. Sabe o que é sofrer. Sabe o que é levar uma pancada dura no domingo e, na quarta-feira seguinte, ter que juntar os cacos para uma decisão continental. O que aconteceu no Paraguai, no entanto, transcende a lógica. Foi uma resposta de Gigante. Uma goleada de 4 a 1 sobre o Olimpia, em pleno Defensores del Chaco lotado, que não apenas nos classifica para as quartas de final da Sul-Americana, mas que serve como um recado: o Vasco está vivo e vai lutar até o fim.

Depois do apito final, o nosso comandante, Pedro Emanuel, com a voz embargada de quem sentiu a pressão junto com a gente, deu o papo reto. Ele resumiu o sentimento de cada um de nós, fiéis do Gigante, que nunca abandonaram. A atuação ofensiva, a virada épica, tudo isso era algo que o grupo e a torcida precisavam desesperadamente.

A palavra do Comandante: ‘Estávamos precisando disso’

Em sua coletiva, Pedro Emanuel não escondeu o alívio e o orgulho. Ele explicou que a chave para a vitória foi a força do coletivo, a mente forte de um time que poderia ter desmoronado após sair atrás no placar com um golaço de Matus. Mas este Vascão foi diferente.

“Hoje, funcionou uma equipe”, disse o técnico. “Uma equipe que entra bem no jogo, teve a primeira oportunidade para fazer o gol, com o Andrés, não faz, leva um golaço, estava em um ambiente difícil. A equipe foi muito competente e tivemos a capacidade que não tivemos no último jogo, que foi não entrar em desespero depois de levar um gol”, analisou Emanuel, mostrando a evolução mental do elenco.

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Ele admitiu uma pequena instabilidade, mas a reação foi imediata. A virada veio com autoridade. E o ataque, tão criticado, finalmente brilhou. “O ataque teve envolvência, estávamos precisando disso”, confessou o treinador. Os gols de Thiago Mendes, David, Adson e Spinelli não foram apenas números no placar, foram gritos de desabafo de um setor que vinha sendo cobrado.

Do inferno contra o Santos à redenção no Paraguai

É impossível analisar essa vitória sem lembrar do pesadelo do último domingo. A derrota por 3 a 0 para o Santos, um confronto direto que nos afundou na vice-lanterna do Brasileirão, foi um golpe duríssimo. A pressão era gigantesca. Muitos já davam como certa a eliminação na Sul-Americana. Mas o futebol, meus amigos, é a casa do impossível.

Pedro Emanuel fez questão de tocar nesse ponto. Ele revelou que, mesmo na derrota dolorosa, via sinais de evolução. “Nem quando perdemos contra o Santos, um resultado muito castigador, nós percebemos que estamos no caminho certo. O resultado foi penalizador, mas a produção foi boa”, afirmou. A diferença, segundo ele, foi a tranquilidade para converter as chances criadas.

A redenção veio em forma de uma atuação de gala. “Isso me deixa de coração cheio porque nossa equipe precisava de uma noite como essa. Nós vínhamos sendo competitivo mas nem sempre incisivos quando precisávamos marcar”, desabafou o comandante. Essa frase é um soco na mesa. É o reconhecimento de que o grupo sentiu as críticas, sentiu a dor da torcida, e respondeu em campo da melhor maneira possível.

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Um time que calou um estádio e honrou a camisa

Jogar no Defensores del Chaco nunca é fácil. A torcida paraguaia empurra, pressiona. E sair perdendo logo no início poderia ser o roteiro de mais uma tragédia. Mas o que vimos foi a mais pura raça vascaína. O time não se acovardou. Pelo contrário, usou a adversidade como combustível.

“O jogo tem pouco história porque tivemos coragem, personalidade e qualidade”, resumiu Emanuel. Ele foi além, afirmando que sentiu o Olimpia “jogar a toalha” após o terceiro gol do Gigante da Colina. Isso mostra o tamanho do nosso feito. Não foi uma vitória qualquer, foi um atropelo que impôs respeito.

O técnico também mandou um recado sobre as críticas, citando o exemplo de Léo Jardim, que foi alvo de questionamentos e respondeu com uma grande partida. “Muita gente criticou o Léo (Jardim), é responder como ele respondeu hoje”, disse. É assim que funciona no Vasco: a resposta vem no campo, com trabalho e dedicação.

E agora? O Gigante sonha mais alto na América!

Com a classificação garantida, o Almirante agora espera seu adversário nas quartas de final. A vaga sairá do confronto entre River Plate e Santa Fe. Os times empataram em 0 a 0 na Colômbia e decidem tudo na próxima quarta-feira, no Monumental de Núñez, na Argentina. Seja quem for, uma coisa é certa: vai ter que suar sangue para passar pelo Vasco.

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As partidas das quartas de final estão marcadas para as semanas dos dias 9 e 16 de setembro. Fazia tempo que o povo cruzmaltino não sentia esse gostinho de avançar com autoridade em uma competição continental. Essa vitória é o fruto de um grupo que, segundo o próprio técnico, “tem levado muita pancada” mas continua unido e acreditando.

Essa noite no Paraguai não apaga nossas dificuldades no Brasileirão, sabemos disso. A luta contra o rebaixamento continua sendo a nossa maior urgência. Mas uma vitória como essa dá moral, mostra o caminho e prova que temos um time com alma e capacidade de reação. Hoje, o torcedor vascaíno pode e deve sorrir. Nós merecemos. Avante, Gigante! A torcida que nunca abandona está com vocês!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.