PEDRO EMANUEL BOTA A BOCA NO TROMBONE APÓS EMPATE: ‘O CALDO PRECISA ENGROSSAR!’

Inacreditável! Vascão amassa o Olimpia, finaliza 21 vezes, mas não sai do 0 a 0. A paciência acabou e o técnico Pedro Emanuel mandou o recado à diretoria!

Spinelli e David em Vasco x Olimpia — Foto: André Durão/ge

São Januário, 21 finalizações e o mesmo drama de sempre: a bola não entra!

Meu amigo vascaíno, que noite para testar o coração do torcedor. Foram exatas 21 finalizações. Vinte e uma! E o placar em São Januário? Um teimoso, irritante e desesperador 0 a 0 contra o Olimpia. Saímos do nosso Caldeirão com um empate que tem gosto de derrota amarga na Copa Sul-Americana, e a certeza de que a vida no Paraguai será um inferno.

O que vimos em campo foi um monólogo do Gigante da Colina. Com 68% de posse de bola, o Vascão amassou um time paraguaio que veio claramente para não jogar futebol. O Olimpia deu apenas dois chutes o jogo inteiro. DOIS! Enquanto isso, nós martelamos, criamos, empurramos, mas na hora do último toque… a incompetência falou mais alto.

Sim, o goleiro deles, o tal de Olveira, fez algumas boas defesas. Mas não vamos nos enganar. O maior adversário do Vasco, mais uma vez, foi o próprio Vasco. A ineficiência do nosso ataque é um problema crônico, uma ferida aberta que sangra a cada partida e que escancara: precisamos de reforços para ONTEM!

Ataque de nervos: David e Spinelli personificam a frustração da torcida

É impossível falar do jogo sem citar os lances que fizeram cada um de nós levar as mãos à cabeça. O técnico Pedro Emanuel, coitado, deve estar arrancando os cabelos. Ele tem uma dor de cabeça gigantesca para montar um setor ofensivo que funcione.

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A escolha por David como homem de referência simplesmente não deu certo. Mais uma atuação apagada, coroada com uma cabeçada no começo do segundo tempo, livre, que ele conseguiu mandar para fora. É o tipo de chance que um centroavante de verdade não perdoa.

Para piorar, Spinelli entrou e conseguiu ser ainda mais frustrante. Nos acréscimos, a bola sobrou limpa para ele dentro da área. A torcida já se levantava para gritar gol. E o que ele fez? Finalizou de canela. DE CANELA! É um lance que beira o constrangedor para um jogador profissional.

Esse drama ofensivo é um retrato da nossa temporada. Ainda estamos órfãos do trio de 2025, Vegetti, Rayan e Coutinho, que juntos marcaram 58 dos 94 gols do time no ano passado. Para completar o cenário de terror, Brenner, que vinha ganhando espaço, sofreu uma lesão grave e ficará de molho. E Colidio, nosso primeiro reforço, é um bom jogador, mas não tem o faro de gol como sua principal arma. A esperança existe, mas a solução não parece ser ele.

‘O caldo precisa engrossar!’: Pedro Emanuel manda o recado direto para Pedrinho

Pelo menos uma coisa foi dita. Cansado de ver seu time criar e não marcar, o técnico Pedro Emanuel foi direto e reto na entrevista coletiva. Sem meias palavras, ele mandou o recado para quem precisa ouvir, o nosso presidente Pedrinho.

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“Eu falei ao presidente Pedrinho que o caldo precisa engrossar. E todos no clube concordamos. Isso não quer dizer que quem está aqui não tem qualidade. Felizmente alguns jogadores voltaram a demonstrar qualidade, mas precisamos de ajuda. Jogadores com características diferentes para complementar nossa equipe”, disparou o comandante português.

É exatamente isso que a torcida vascaína quer ouvir! Chega de tapar o sol com a peneira. O elenco é curto, as opções são limitadas e a qualidade na frente é duvidosa. O recado do treinador é um grito de socorro que a diretoria tem a OBRIGAÇÃO de atender. O mercado é difícil, mas a inércia será fatal.

O fantasma do Z-4 e uma ‘final’ no domingo

A ineficiência ofensiva não é só uma frustração, ela tem consequências práticas e alarmantes. Dos oito jogos sob o comando de Pedro Emanuel, o ataque do Vascão passou em branco em quatro. Metade! Não há sistema defensivo que aguente.

O resultado é a nossa posição vergonhosa na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. E para deixar tudo mais dramático, no próximo domingo temos uma verdadeira final. Um jogo de seis pontos contra o Santos, que está empatado em pontos conosco no Z-4.

Será mais uma chance para o ataque dar uma resposta, para o time desencantar no Brasileirão sob novo comando e para não decepcionar a torcida que, mesmo com tudo isso, vai lotar São Januário em 2026. A paciência, porém, está no limite. Ou o “caldo engrossa” com reforços de verdade, ou o final deste ano será tão dramático quanto as chances que perdemos hoje.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.