Uma noite de redenção na Sul-Americana!
Que noite, vascaíno! Que atuação! Depois de tanto sofrimento, de tanta angústia, o Gigante da Colina finalmente nos deu uma alegria à altura da nossa história. A vitória por 4 a 1 sobre o Olimpia, em plena quinta-feira, não foi apenas uma classificação para as quartas de final da Sul-Americana. Foi uma lavada de alma, um grito de que o Vasco é coisa séria! E ninguém resumiu melhor esse sentimento do que o nosso comandante, Pedro Emanuel.
Após o apito final, o técnico não escondeu o orgulho e a emoção. Em suas palavras, o que vimos em campo foi nada menos que uma “exibição de encher o olho”. É isso que a gente quer ouvir! É esse o Vascão que amamos: guerreiro, determinado e que honra a Cruz de Malta no peito. A classificação veio como um presente mais do que especial, um dia antes do nosso Almirante completar 128 anos de glórias.
“Amanhã o clube faz 128 anos de existência e era isso que queríamos oferecer para todos. Hoje é um dia para sermos apoiados por tudo que os jogadores se dedicaram. Hoje fizemos uma exibição de encher o olho”, cravou o treinador, com a voz de quem sabe o peso da nossa camisa.
A Reação de um Gigante que Não se Entrega
Nem tudo começou fácil, como é de costume na nossa trajetória. O Olimpia abriu o placar com um golaço de Matus, e por um instante, o fantasma do jogo contra o Santos pareceu assombrar a equipe. Mas desta vez foi diferente. Desta vez, o time não se abalou. Mostrou uma força mental que a torcida vascaína tanto pedia.
Pedro Emanuel destacou exatamente essa evolução. “Hoje funcionou uma equipe. Uma equipe que entra bem no jogo, teve a primeira oportunidade para fazer o gol, com o Andrés, não faz, leva um golaço, estava em um ambiente difícil. A equipe foi muito competente e tivemos a capacidade que não tivemos no último jogo, que foi não entrar em desespero depois de levar um gol”, analisou o comandante.
E que competência! Ainda no primeiro tempo, a virada veio com a raça vascaína de sempre. Primeiro com Thiago Mendes, depois com David, incendiando o jogo e mostrando quem mandava na partida. Foi a prova de que este grupo tem brio e não aceita a derrota facilmente.
Ataque Desencanta e Manda Recado aos Críticos
Se a defesa e o meio-campo mostraram resiliência, o que dizer do nosso ataque? Após um período de seca e muitas críticas, nossos homens de frente deram um show. Adson marcou o terceiro, trazendo tranquilidade, e Spinelli fechou a conta, sacramentando a goleada na etapa final. Quatro gols! Uma noite para lavar a alma e calar os corneteiros.
“Nosso ataque estava precisando de uma noite como essa. Criamos muito e fizemos quatro gols. Depois que fizemos o terceiro gol passamos a controlar o jogo. Senti que o Olimpia jogou a toalha no chão pela grande partida que fizemos”, disse Pedro Emanuel, reconhecendo a importância da atuação ofensiva.
O treinador também abordou a pressão sobre os atacantes. Com a sabedoria de quem vive o futebol, ele pediu equilíbrio. “Não somos os melhores quando fazemos quatro nem os piores quando levamos três. Tem o equilíbrio em todos os momentos”, ponderou. Ele reconheceu que as críticas afetam os jogadores, mas a resposta tem que ser no campo, com trabalho e dedicação. E que resposta eles deram!
Um Grupo Unido e o Exemplo de Léo Jardim
A vitória não foi obra de um ou dois jogadores, mas de um coletivo forte e unido. Pedro Emanuel fez questão de ressaltar isso, citando o goleiro Léo Jardim como um grande exemplo. O nosso paredão, que também foi alvo de críticas injustas recentemente, teve uma atuação segura e mostrou porque é o titular do Gigante.
“Muita gente criticou o Léo (Jardim), é responder como ele respondeu hoje. Somos um grupo unido, todos celebraram hoje, tenho um enorme orgulho de trabalhar nesse grupo. Tem pressão. Isso faz parte da nossa vida. Só assim seremos melhores”, completou o técnico, reforçando a união do elenco.
Essa é a mentalidade que nos levará de volta ao topo. Um grupo onde um luta pelo outro, onde a crítica externa serve de combustível e onde a resposta é dada com bola na rede e vitórias incontestáveis. A noite foi de festa, de orgulho e, acima de tudo, de esperança. Que venham as quartas de final. O Gigante da Colina está mais vivo do que nunca e pronto para a guerra!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.