A LUTA DO GIGANTE AGORA É NOS TRIBUNAIS
Acabou a paciência. Quando a gente acha que a briga é só dentro das quatro linhas, a vida real vem e mostra que a batalha do Vasco da Gama é em todas as frentes. Nesta quarta-feira, a Vasco SAF mostrou que não vai ficar de braços cruzados e partiu para o contra-ataque: protocolou um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O nome é complicado, mas o objetivo é simples e direto: derrubar a decisão que está travando a nossa vida financeira.
A Justiça tinha condicionado a análise de qualquer novo endividamento acima de R$ 5,9 milhões, incluindo um empréstimo DIP vital de R$ 150 milhões, à apresentação de um tal relatório de auditoria. O Vascão, com a urgência que a situação exige, pediu pressa na análise do recurso. Não dá mais para esperar. A sobrevivência do clube está em jogo.
CAIXA NO VERMELHO: A LUTA CONTRA O TEMPO
Para quem não entendeu o tamanho do problema, os números são assustadores e mostram por que a diretoria está se movendo com tanta força. O Almirante precisa de um fôlego financeiro, e não é pouco. Segundo as projeções que o próprio clube apresentou no processo, a necessidade de grana para ontem é de aproximadamente R$ 83 milhões até o dia 31 de agosto.
E a conta só aumenta. Se nada for feito, esse buraco pode chegar a R$ 150 milhões até 31 de outubro. Para dar uma ideia do drama, no documento protocolado, o Cruzmaltino informou que, no dia 19 de agosto, tinha apenas 12 dias restantes para conseguir pagar as contas projetadas para o fim do mês. É uma corrida contra o relógio, e cada dia de bloqueio é um prego a mais no caixão financeiro que tentam nos empurrar.
QUEM PEDIU A AUDITORIA? VASCO APONTA PARA A 777
Aqui a história fica ainda mais com cara de novela. No recurso, a SAF argumenta algo que todo vascaíno precisa saber: a tal auditoria, que está servindo de desculpa para travar nosso dinheiro, foi um pedido da 777 Partners, e não da Vasco SAF! São coisas diferentes, com objetivos diferentes.
O Vasco defende que uma coisa é a fiscalização, outra é a gestão financeira do dia a dia. Não se pode parar o clube enquanto se discute outra questão. A Justiça até determinou que a 777 pague integralmente pelos serviços da empresa de auditoria, a ICTS Global. Mas, na prática, qualquer demora ou briga sobre quem paga essa conta acaba respingando em nós, fiéis do Gigante, pois impede a SAF de buscar o financiamento que nos manterá de pé.
NÃO SOMOS AMADORES! CONTAS JÁ FORAM PRESTADAS
Outro ponto que o Vascão fez questão de esfregar na cara de quem duvida da nossa seriedade. A SAF deixou claro no documento que não é a primeira vez que busca recursos assim. Já foram feitos dois financiamentos DIP anteriores, e em ambas as ocasiões, o clube prestou contas de cada centavo recebido. Ou seja, já existem mecanismos para fiscalizar o uso do dinheiro.
Então, por que essa trava agora? O que justifica impedir a análise de um novo empréstimo até o fim de uma auditoria que nem foi pedida pela SAF? É o que o nosso departamento jurídico está questionando. Chega de tratarem o Vasco como se fosse um clube qualquer. Temos história, temos uma torcida apaixonada e merecemos respeito e, principalmente, o direito de nos administrarmos sem amarras absurdas.
Agora, resta à torcida vascaína fazer o que sempre faz: apoiar e torcer. Torcer para que a Justiça entenda a urgência e a seriedade da situação. Esse dinheiro não é luxo, é oxigênio. É o que garante que o Gigante da Colina continue respirando e lutando. Vamos pra cima, Vascão, dentro e fora de campo!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.