O GIGANTE ACORDOU! FIM DA LONGA NOITE!
Acabou, torcedor vascaíno! Acabou a agonia! Depois de 14 longos, sofridos e intermináveis anos, o Vascão está de volta às quartas de final de uma competição internacional. A classificação heroica contra o Olimpia, nesta quinta-feira (20), em plena Copa Sul-Americana, não foi apenas uma vitória. Foi uma libertação. Um grito entalado na garganta de milhões de fiéis do Gigante que nunca abandonaram, mesmo quando a esperança parecia distante.
Ver o nosso time do povo novamente entre os oito melhores do continente é um sentimento que quase tínhamos esquecido. É a prova de que a nossa camisa pesa, de que a nossa história impõe respeito. O jejum foi quebrado. O Almirante voltou a navegar em águas que lhe pertencem por direito. A noite foi longa, mas o sol voltou a brilhar na Colina.
A ÚLTIMA DANÇA: A DOLOROSA LEMBRANÇA DE 2012
Para entender a dimensão da conquista de hoje, precisamos voltar no tempo. A última vez que o Cruzmaltino sentiu o cheiro de uma fase tão aguda em um torneio continental foi na Libertadores de 2012. Quatorze anos. Parece uma vida inteira, não é mesmo?
Naquele ano, a ferida foi profunda. Enfrentamos o Corinthians e a eliminação veio da forma mais cruel. Um empate sem gols, 0 a 0, em um São Januário pulsando, onde a bola teimou em não entrar. E depois, a derrota por 1 a 0 no Pacaembu, em um jogo que ainda assombra a memória de muito vascaíno. Foi ali que o nosso caminho internacional foi interrompido de forma abrupta, iniciando essa travessia no deserto que só terminou agora.
O QUASE GLORIOSO 2011: O GOSTO AMARGO NA BOCA
Um ano antes daquela eliminação dolorosa, em 2011, chegamos ainda mais perto da glória. Na Copa Sul-Americana, o time que encantava o Brasil chegou às semifinais. O sonho era real, palpável. O adversário era a temida Universidad de Chile, uma máquina de jogar bola na época.
Em São Januário, um empate por 1 a 1 deixou tudo aberto. A decisão foi no Chile, e lá, a superioridade do adversário se impôs. Uma derrota por 2 a 0 nos tirou da final. Ficou aquele gosto amargo, a sensação do “e se?”. Foi a última vez que o Vasco esteve tão próximo de um título continental, um fantasma que nos perseguiu por mais de uma década.
Desde então, foram anos de campanhas tímidas, eliminações precoces e, muitas vezes, a ausência completa do nosso nome nas grandes noites de Libertadores e Sul-Americana. A camisa que desbravou a América parecia adormecida. Até hoje.
E AGORA, VASCO? O CAMINHO É PARA CIMA!
Com o fantasma do jejum exorcizado, o Gigante da Colina agora olha para frente. Já estamos nas quartas de final e o nosso próximo adversário sairá do confronto entre dois gigantes do continente: River Plate, da Argentina, e Independiente Santa Fe, da Colômbia. Venha quem vier, uma coisa é certa: o Vasco não vai entrar em campo para ser coadjuvante.
A postura do time contra o Olimpia, como destacaram jogadores importantes após a partida, foi de quem sabe o peso da cruz de malta no peito. É com essa raça vascaína, com essa cabeça no lugar, que vamos para a guerra. Não há favoritismo, não há jogo fácil. Mas há um Vasco renovado, com fome de glória e ciente de sua responsabilidade.
UM PARALELO COM A COPA DO BRASIL: SINAIS DA VOLTA POR CIMA
Essa volta por cima no cenário internacional não é um fato isolado. Neste mesmo ano de 2024, o Cruzmaltino já deu sinais de que os tempos sombrios estavam ficando para trás. Na Copa do Brasil, quebramos outro tabu incômodo: voltamos a disputar uma semifinal depois de 13 anos sem sequer chegar às quartas de final.
A campanha foi memorável e nos encheu de orgulho. A eliminação veio para o forte time do Atlético-MG, mas a jornada mostrou que o Vasco estava, sim, se reconstruindo. Agora, com a classificação na Sul-Americana, a sensação se confirma. O Gigante não está apenas acordado. Ele está de pé e pronto para brigar. Que o povo cruzmaltino se prepare, porque o nosso lugar é no topo. Vasco é coisa séria!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.