RESPOSTA DE GIGANTE! Vascão esmaga Olimpia por 4 a 1 e nos dá o presente de 128 anos!

Presente de 128 anos! Em noite de gala de Thiago Mendes, Vascão reage à crise, atropela o Olimpia por 4 a 1 e mantém vivo o sonho do título na Sul-Americana!

Thiago Mendes, do Vasco, comemora gol contra o Olimpia, pela Copa Sul-Americana. — Foto: DANIEL DUARTE / AFP

Um presente de aniversário para lavar a alma!

Que alívio, nação cruzmaltina! Depois de um fim de semana de cão com aquela derrota dolorida para o Santos, o coração do torcedor estava apertado. A desconfiança batia na porta. Mas em campo, no hostil Defensores del Chaco, o que vimos foi a mais pura essência do Vasco da Gama: raça, superação e uma resposta à altura do nosso tamanho. Uma goleada por 4 a 1 sobre o Olimpia na Copa Sul-Americana, um verdadeiro presente na véspera dos 128 anos do nosso Gigante.

Nesta sexta-feira, o vascaíno não acorda apenas mais velho, acorda mais orgulhoso. Acorda com a alma lavada e a esperança renovada de que um título internacional, algo que não vemos neste século, é um sonho mais vivo do que nunca. Esquecemos a crise por uma noite e sonhamos com a América. Isso é Vasco!

O Caldeirão Paraguaio que Virou Nosso Quintal

A torcida do Olimpia fez uma festa bonita, o estádio estava lotado, e tudo indicava uma noite de sofrimento no Paraguai. Eles acharam que iam nos intimidar. Mal sabiam eles que nosso time, comandado por Pedro Emanuel, entrou com o sangue nos olhos. Desde o início, o Vascão tomou conta do jogo.

Logo aos seis minutos, Andrés Gómez teve a chance de ouro de abrir o placar, cara a cara, mas desperdiçou. Ali, um time menor talvez sentisse o golpe. Mas não o nosso. Nem mesmo o golaço de Matus, um chute que temos que admitir que foi bonito, abalou a estrutura da nossa equipe. O panorama não mudou. O Gigante da Colina sabia que era superior e foi para cima sem medo.

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Thiago Mendes: O Maestro da Virada Épica

Se precisávamos de um herói, ele atendeu ao chamado. Thiago Mendes foi, de longe, o melhor em campo. Um monstro! Correu, marcou, armou e, o mais importante, fez o gol que iniciou a nossa virada. Foi ele quem colocou a bola na rede e disse: ‘aqui não, hoje a noite é nossa!’.

Ainda no primeiro tempo, o oportunismo de David selou a virada. Fomos para o intervalo com a vantagem, mostrando que a disparidade técnica que já era clara no jogo de ida em São Januário — aquele das 21 finalizações e nenhuma bola na rede — finalmente se converteria em gols. Faltava só acertar o pé, e desta vez, acertamos.

A Paz com as Redes: Uma Goleada para Calar os Críticos

O próprio técnico Pedro Emanuel reconheceu após o jogo: o time precisava urgentemente ‘selar a paz com as redes’. E como precisava! Eram quatro jogos sem marcar um mísero gol nos últimos cinco compromissos. Uma seca que estava nos matando de agonia e nos afundando no Brasileirão.

No segundo tempo, com a vantagem no placar, o Vascão jogou com a inteligência que se espera de um time copeiro. Deixamos o Olimpia vir para cima e fomos letais nos contra-ataques. Adson e Spinelli, com frieza, transformaram a vitória em goleada. E a verdade é que poderia ter sido mais! Perdemos outras chances claras, mas quem vai reclamar depois de um 4 a 1 fora de casa?

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A História Nos Chama: 1998, 2011 e Agora?

E tem mais, torcedor! Sabe o que essa classificação significa? Um sinal dos deuses do futebol. É apenas a terceira vez na história que o nosso Vascão avança para as quartas de final de uma competição da Conmebol e da Copa do Brasil no mesmo ano. E sabe quando foram as outras duas vezes?

  • 1998
  • 2011

Em ambos os anos, um caneco veio para São Januário! A história está nos dando um sinal. O lado copeiro, que por vezes parece adormecido, está mais vivo do que nunca. É para se iludir? Com certeza! Somos vascaínos, vivemos de fé e de acreditar no impossível.

O Gás que Precisávamos para a Batalha Real

Vamos ser sinceros: a Sul-Americana é um sonho, mas nossa realidade é a luta ferrenha no Campeonato Brasileiro. A vitória sobre o Olimpia não vale apenas a classificação. Vale a retomada da confiança, a prova de que o trabalho de Pedro Emanuel tem pontos positivos e, principalmente, o gás que precisávamos para a missão suicida do próximo domingo: enfrentar o líder Palmeiras, fora de casa.

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A corda ainda está no nosso pescoço na tabela do Brasileirão. Pontuar em São Paulo é mais que obrigação, é questão de sobrevivência. Mas depois de uma atuação como a de ontem, quem ousa duvidar da força deste time? Que a energia dessa goleada nos impulsione para mais uma batalha. Porque ser Vasco é isso: sofrer, lutar e nunca, jamais, abandonar. Pra cima deles, Gigante!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.