Vitória com gosto de batalha e revolta em São Januário
A torcida vascaína que foi a São Januário saiu com a vitória magra de 1 a 0 sobre o Vitória, pela Copa do Brasil, mas o sentimento no ar era de fúria. E não era pra menos. Depois do apito final, o nosso diretor de futebol, Admar Lopes, botou a boca no trombone e fez o que todo cruzmaltino queria: denunciou a arbitragem desastrosa que quase nos custou a partida.
Em um pronunciamento forte, de quem não aguenta mais ver o Gigante da Colina ser operado na cara dura, Lopes não mediu palavras. A vitória foi na raça, no grito, com um a menos desde o início do jogo. Foi contra tudo e contra todos, como de costume.
“Erro Grotesco”: A fúria de Admar Lopes com a arbitragem
O alvo principal da ira do nosso diretor foi o dono do apito. Admar Lopes foi direto ao ponto, expondo a incompetência e o histórico do árbitro em jogos do Vascão. A paciência do povo cruzmaltino acabou, e a diretoria finalmente falou por nós.
Nas palavras do próprio Admar Lopes: “Fazer um pequeno comunicado sobre o árbitro que apitou aqui. Ele já tem um histórico de péssimas atuações ao longo da carreira e em jogos do Vasco. O lance da expulsão do Cauan (Barros) foi um erro grotesco.”
E não parou por aí. Ele lembrou de outro lance capital, convenientemente ignorado pela arbitragem. “Há também uma falta do Spinelli na área, que seria um pênalti a favor do Vasco. E eu só peço reflexão por parte dos responsáveis da CBF pela arbitragem para que não escalem esse árbitro para jogos decisivos e importantes para o Vasco”, completou o diretor, em um recado claro para quem comanda o futebol brasileiro.
Caos no intervalo e vestiário: Polícia aponta armas para o Vasco
A indignação não ficou só nas palavras. A situação foi tão absurda que o caos se instalou ainda no intervalo. Segundo a reportagem, Admar Lopes, ao lado de Felipe e Bruno Lazaroni, foi para o gramado cobrar o árbitro na descida para o vestiário. A cena foi de filme: tiveram que ser contidos por policiais que faziam a escolta.
Mas o pior ainda estava por vir. A confusão se estendeu para os vestiários, onde, em um ato inacreditável e vergonhoso, a Polícia Militar e o BEPE teriam chegado a apontar armas para funcionários do Vasco. É isso mesmo que você leu. Em nossa casa, fomos tratados como criminosos por protestar contra um erro flagrante. Até quando vamos ter que aturar isso?
Entenda o lance da polêmica: A expulsão de Barros
Para quem não viu, a revolta tem nome e sobrenome. Aos 14 minutos do primeiro tempo, o volante Barros foi expulso. Na jogada, ele foi pressionado por Renato Kayzer, errou na saída e a bola tocou em sua mão, impedindo o ataque adversário.
O árbitro, a princípio, não fez nada. Foram necessários três longos minutos de consulta ao VAR para que ele fosse ao monitor e, enfim, mostrasse o cartão vermelho. Barros era o último homem, mas a revolta do Vasco tem um motivo claro: antes do toque de mão do nosso jogador, a bola bateu no braço de Kayzer. A arbitragem, claro, ignorou esse “pequeno” detalhe e deu sequência à jogada que culminou na nossa punição.
Jogamos praticamente a partida inteira com um a menos por conta de um lance, no mínimo, duvidoso e mal interpretado. Mesmo assim, o Gigante mostrou sua força, segurou a pressão e achou o gol da vitória. Uma vitória que vale muito mais que a vantagem no placar; vale como um grito de resistência.
Contra tudo e contra todos em Salvador
Admar Lopes reforçou o pedido por “isenção” na arbitragem para o jogo de volta, em Salvador. É o mínimo que se espera, mas vindo da CBF, a gente já fica com um pé atrás. O que vimos em São Januário foi uma tentativa clara de nos prejudicar.
Não conseguiram. O Vasco é coisa séria, é time do povo, e essa camisa pesa. Vencemos na bola e na garra. Agora, a decisão é fora de casa, e já sabemos o que nos espera. Mas o recado está dado: não vamos nos calar. Vamos para Salvador lutar por essa classificação, contra tudo e contra todos, como sempre foi a nossa história.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.