DO INFERNO AO CÉU! França e Nuno salvam o Vascão após falha BIZARRA de Fuzato!

Que noite, vascaíno! O Gigante flertou com o desastre após uma falha grotesca de Fuzato, mas mostrou sua força. A virada veio com raça e um herói improvável!

Barros e Spinelli disputam bola pelo alto com a defesa do Audax — Foto: EFE/ Elvis González

Um começo de pesadelo no Chile

Ah, meu amigo vascaíno, tem que ser sofrido, não é mesmo? Mal o juiz apitou o início do jogo contra o Audax Italiano, pela Sul-Americana, e o coração do torcedor do Gigante da Colina já foi testado. Aos cinco minutos, o roteiro do terror: Saldivia recua uma bola para o nosso goleiro Fuzato e… o inacreditável acontece. Uma falha horrorosa, um erro de tempo de bola que fez a gente em casa colocar a mão na cabeça. A bola morreu no fundo da nossa própria rede. Gol contra. Um balde de água fria que congelaria até o deserto do Atacama.

E o pior é que não foi um raio em céu azul. Pouco antes, Fuzato já tinha cometido um erro idêntico que, por um milagre, não terminou em gol. A insegurança tomou conta do nosso paredão, e a torcida vascaína, que nunca abandona, já previa uma noite longa e dolorosa. Parecia que o plano de Marcelo Salles, substituindo o suspenso Renato, tinha ido para o espaço antes mesmo de começar.

A defesa bate cabeça e quase entrega o ouro

O primeiro tempo foi um show de horrores defensivo. Não era só Fuzato que parecia estar em outra sintonia. Saldivia, coitado, vai carregar a estatística do gol contra, mas a culpa não foi dele. Ainda assim, fez uma partida muito ruim, insegura, e ainda furou uma bola dentro da área que quase nos custou o segundo gol. Para completar a noite infeliz, tomou um amarelo por uma entrada imprudente no fim.

Ao seu lado, Barros também não se encontrava, batendo cabeça com o companheiro e deixando avenidas para os ataques do time chileno. E o que dizer de Piton? Defensivamente, um desastre. Acumulou erros e quase entregou um gol de bandeja ao tentar sair jogando de forma displicente. O sistema defensivo do Vascão era um queijo suíço, e o povo cruzmaltino sofria a cada investida do Audax.

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A virada com a cara do Vasco: Raça e estrela

No intervalo, as coisas precisavam mudar. E mudaram. Salles mexeu no time, e a alma do Gigante da Colina pareceu voltar a campo. Saíram JP e Tchê Tchê, que fizeram partidas discretíssimas, quase nulas, e entraram jogadores com mais fome de bola. Foi a faísca que precisávamos.

Marino entrou no lugar de Tchê Tchê e deu outra cara ao nosso meio-campo. Mais consistência na marcação, mais participação no ataque. A expulsão de Ortiz, do Audax, claro que ajudou, mas a postura do Vascão já era outra. Era a postura de um time que não aceita a derrota.

A reação começou a ser desenhada pelos pés de Piton. Sim, ele mesmo, que errou tanto na defesa, fez uma jogada espetacular, arrancando do nosso campo de defesa e servindo Spinelli, que foi derrubado na área. Pênalti! O próprio Spinelli, que andava sumido no jogo, pegou a bola com personalidade, deslocou o goleiro e empatou. Justiça seja feita: ele sofreu o pênalti e ainda cavou o cartão vermelho para o zagueiro rival. Decisivo.

Heróis da noite: Nuno e o primeiro gol de França!

Com um a mais e o empate no placar, o Almirante foi pra cima. E aí brilharam as estrelas da noite. Nuno, o português, que já tinha sido o mais lúcido no caos do primeiro tempo, mesmo com alguns erros, mostrou por que é peça importante. Foi dele a assistência para o gol da virada. É o terceiro jogo seguido que ele participa de um gol. Regularidade é o nome disso!

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E quem recebeu o passe? Ele, Matheus França! O garoto que entrou no segundo tempo para mudar a história do jogo. Finalmente desencantou! Com um belo gol, colocou o Vascão na frente e correu para o abraço. Antes disso, ele já tinha obrigado o goleiro Ahumada a fazer uma defesaça em um chute de fora da área. França entrou incendiando o jogo pela esquerda, infernizando a defesa chilena e mostrando que tem estrela.

No fim, ainda deu tempo de Fuzato se redimir com duas boas defesas, uma delas cara a cara com Guajardo, mostrando que, apesar da falha trágica, tem poder de recuperação. Sofremos até o último minuto, mesmo com um a mais, porque ser Vasco é isso. Mas a vitória veio. Uma vitória com a cara do Vasco: sofrida, na raça, na superação. Saímos do inferno para celebrar uma virada que lava a alma da torcida vascaína. Que sirva de lição e de impulso. Vamos, Vascão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.