Um pedido ousado da torcida que nunca abandona!
É, meu amigo vascaíno. Só quem é Cruzmaltino entende a montanha-russa de emoções que é torcer para o Vasco da Gama. Nesta quarta-feira, em pleno Caldeirão de São Januário, vivemos mais um capítulo dessa saga. Classificação para as oitavas da Copa do Brasil? Sim. Com um empate em 2 a 2 contra o Paysandu? Também. Com tranquilidade? Jamais! E no meio de tudo isso, um nome brilhou e causou: Thiago Mendes.
O nosso volante, que vive uma fase espetacular, foi do céu ao inferno em questão de minutos. Marcou um golaço, o seu quinto na temporada, igualando o ano mais artilheiro de sua carreira. Mas, no segundo tempo, num lance de cabeça quente, foi expulso por agressão. Fim da história? Que nada! A torcida do Gigante, em sua infinita e sofrida sabedoria, olhou para tudo isso e fez um pedido inusitado nas redes sociais: Thiago Mendes na Seleção Brasileira para a Copa do Mundo! Loucura? Talvez. Mas quem não arrisca não petisca, e a gente sabe que raça vascaína ele tem de sobra.
Um jogo com a cara do Vascão: do paraíso ao purgatório
A noite em São Januário parecia que seria de festa tranquila. O time de Renato Gaúcho começou bem, controlando a partida contra o Papão. A torcida, que compareceu em peso, viu o Gigante da Colina abrir o placar em uma bela jogada. Marino, incansável pela direita, invadiu a área e sofreu o pênalti. Na bola, o paraguaio Johan Rojas, com a frieza dos escolhidos, deslocou o goleiro e correu para o abraço. Seu primeiro gol com o manto sagrado! A Colina explodiu!
Pouco depois, a festa continuou. Novamente com participação de Marino, a bola chegou em Thiago Mendes. E ele não perdoou. Um chutaço para estufar as redes e ampliar o placar. 2 a 0. Era a tranquilidade que tanto sonhamos, o cheiro da classificação sem sustos. Mas nós somos Vasco, e a tranquilidade não mora aqui.
Ainda no primeiro tempo, no último lance, um balde de água fria. Marcinho achou Thayllon, que invadiu nossa área e finalizou para descontar. O gol doeu, mas ainda estávamos na frente.
O fantasma que nos assombra e a classificação no sufoco
O segundo tempo mal começou e o pesadelo se materializou. Logo no primeiro minuto, um cruzamento despretensioso de Thayllon encontrou a canela de Saldivia. O zagueiro, na tentativa de cortar, acabou mandando contra o próprio patrimônio. Gol contra. 2 a 2. O silêncio e o lamento tomaram conta do estádio. Era o roteiro clássico do sofrimento vascaíno se repetindo.
Para piorar o que já era dramático, veio a expulsão de Thiago Mendes. O herói do primeiro tempo, o homem que a torcida pedia na Seleção, deixou o time com um a menos por uma agressão. A partir daí, foi segurar o resultado na raça, no grito da torcida, no coração. O time até teve chances de marcar o terceiro, mas o capricho, como disse a crônica do jogo, não estava em dia.
O apito final trouxe um misto de alívio e frustração. Alívio pela vaga nas oitavas. Frustração por uma atuação que foi de dominante a desesperadora. As vaias de parte da torcida após o jogo são o reflexo disso. Não é falta de apoio, é cobrança. Porque a gente sabe que esse time pode mais, muito mais.
E agora, Gigante?
A classificação veio, que é o que importa na Copa do Brasil. Mas a lição fica. Não podemos mais vacilar e ceder empates que estão praticamente ganhos. Renato Gaúcho tem trabalho pela frente para corrigir essa falta de concentração.
E quanto a Thiago Mendes? Que a expulsão sirva de lição. Mas que o golaço e a fase artilheira sirvam de inspiração. Se ele resolveria na Seleção Brasileira, não sabemos. Mas que ele tem sido uma peça fundamental nesse nosso time, isso ninguém pode negar. Seguimos na luta, sempre acreditando. Porque ser Vasco é isso: sofrer, lutar e nunca, jamais, desistir.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.