DEFESA DE PAPEL! Vasco tem números de rebaixado e erro de Diniz volta a assombrar

A vergonha no Beira-Rio foi só a ponta do iceberg. Com números de time rebaixado e falhas individuais, a defesa do Vasco liga o alerta máximo em São Januário.

Pedro dribla Cuesta e marca | Flamengo x Vasco — Foto: André Durão

A Goleada que Escancara a Ferida

A derrota por 4 a 1 para o Internacional no último domingo, lá no Beira-Rio, doeu. Doeu na alma de cada vascaíno que ainda sonhava com dias melhores. Mas, mais do que a derrota, o que ficou foi a certeza de que temos um problema gravíssimo, um alarme que não para de apitar em São Januário: nosso sistema defensivo é uma peneira.

Não é corneta, não é perseguição. São os fatos, e eles são cruéis. A equipe comandada por Renato Gaúcho chegou à assustadora marca de 25 gols sofridos em apenas 16 jogos disputados no Campeonato Brasileiro. Faça as contas: é uma média de 1,5 gol sofrido por partida. Com uma defesa assim, meus amigos, não se chega a lugar nenhum. É matemática pura, a matemática do fracasso.

Números que Envergonham o Gigante

Quando a gente olha a tabela, a situação fica ainda mais feia. Os números da nossa defesa nos colocam lado a lado com quem briga para não cair, e isso é inadmissível para o Gigante da Colina. Nossa zaga é uma das piores de todo o campeonato, um convite aberto aos atacantes adversários.

Para se ter uma ideia do buraco em que estamos metidos, a Chapecoense, lanterna da competição, foi vazada 30 vezes. O Remo, outro que pena na parte de baixo, sofreu 27. Estamos nesse bolo, brigando para ver quem tem a porta mais aberta. É um desempenho de Z-4, e quem diz isso não sou eu, são as estatísticas. Dos outros times na zona da degola, o Mirassol sofreu 23 gols e o Corinthians, 18. Sim, até o Corinthians tem uma defesa mais sólida que a nossa.

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Acha pouco? Em 16 partidas no Brasileirão, o Vasco só conseguiu sair de campo sem ser vazado UMA ÚNICA VEZ. Foi na magra, mas suada, vitória por 1 a 0 contra o Athletico Paranaense, há duas semanas. Uma única tarde de paz em meio a um mar de gols sofridos.

Quem é o Culpado? Saldivia e Cuesta na Mira

Apontar o dedo é fácil, mas as falhas individuais estão saltando aos olhos. A zaga, que deveria ser o pilar de segurança, virou o epicentro da crise. E nomes que chegaram com alguma expectativa estão decepcionando feio.

Alan Saldivia, que começou como titular com Renato Gaúcho, teve uma queda de produção vertiginosa. A partida contra o Paysandu, pela Copa do Brasil, foi um show de horrores particular, que o fez perder a vaga no time. Era a chance de Cuesta, que assumiu a titularidade contra o Inter. E o que aconteceu? O zagueiro falhou em dois dos quatro gols que levamos e ainda conseguiu ser expulso. Um desastre completo.

É uma sequência de erros que parece não ter fim. Quando um não falha, o outro entrega. A camisa do Vascão parece pesar uma tonelada para os nossos defensores, e a torcida, que nunca abandona, paga o preço assistindo a esse espetáculo de insegurança a cada rodada.

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Um Erro de Planejamento que Custa Caro

O problema, no entanto, é mais profundo do que as falhas individuais. Existe um erro claro de planejamento que vem lá de trás. Internamente, a diretoria parece ter acordado para a realidade. Já se fala que a prioridade na próxima janela é um zagueiro com imposição física, bom no jogo aéreo e que saiba dar um “chutão para o mato” quando preciso. Ou seja, tudo o que não temos.

O mais revoltante é saber que essa lacuna já era conhecida. A diretoria já queria um “xerife” com esse perfil na última janela. Mas aí entra em cena o ex-treinador, Fernando Diniz, que insistiu na contratação de Saldivia. A diretoria, sabe-se lá por quê, acatou. O resultado? Temos um elenco com zagueiros destros de características muito parecidas: bons com a bola no pé, mas que não impõem respeito físico a ninguém.

Agora, a cúpula vascaína corre atrás do prejuízo. Depois de um investimento de mais de R$ 100 milhões na primeira janela, o clube sabe que não pode mais errar. É preciso dar um “tiro certo”. Nomes estão sendo mapeados, mas ainda não há uma prioridade definida. Enquanto isso, o tempo passa e os gols contra nós não param de sair.

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Enquanto a diretoria “mapeia” e planeja, a realidade em campo é dura. A torcida vascaína não aguenta mais ver o time entrar em campo com uma defesa que parece feita de papel. Precisamos de raça, de um líder, de alguém que entenda o peso dessa camisa. A paciência está acabando. É hora de agir, Vascão! O campeonato não espera.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.