O ANO DO ANIMAL! Os 6 gols, a humilhação no Fla e o recorde que fez de Edmundo o Rei do Brasil em 97

Em 1997, um homem virou lenda. Edmundo não só foi artilheiro, ele DESTRUIU recordes e humilhou rivais para dar o título ao Vascão. Relembre o ano do Animal!

Existem jogadores, e existe Edmundo

Todo torcedor do Vasco da Gama sabe: vestir a nossa camisa não é pra qualquer um. É preciso ter raça, personalidade e, acima de tudo, entender o peso da Cruz de Malta no peito. Poucos jogadores na história do futebol brasileiro personificaram isso como Edmundo Alves de Souza Neto. O apelido? “O Animal”. E nunca um apelido foi tão perfeito.

Nascido em Niterói, ali do outro lado da ponte, Edmundo era a tempestade perfeita. Genialidade com a bola nos pés, um temperamento explosivo que deixava os zagueiros em pânico e uma fome de gol insaciável. Em qualquer outro lugar, talvez ele fosse apenas um grande jogador. Em São Januário, ele se tornou uma lenda, um deus do futebol com quem a torcida vascaína criou uma conexão que nem o tempo apaga.

Foram cinco passagens pelo Gigante da Colina. Cinco retornos ao lugar que ele sempre soube que era sua casa. A relação nunca foi uma linha reta, teve suas curvas e seus dramas, mas a intensidade sempre esteve lá. Quando Edmundo estava em campo, o Vascão jogava diferente. O time girava em torno dele, e nós, da arquibancada, sabíamos que a qualquer momento a genialidade explodiria.

O Início de um Fenômeno em São Januário

A história começou pra valer em 1992. Recém-promovido ao profissional, o garoto já mostrava que não era mais um. A estreia no Brasileirão, contra o Corinthians no Pacaembu, foi o cartão de visitas. Não marcou gol, mas a personalidade e a atitude em campo já diziam tudo. A explosão era questão de tempo.

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E que tempo! Naquele mesmo ano, o Animal mostrou a que veio. Foram impressionantes 24 gols em 32 jogos. Uma média absurda para um jovem que mal tinha começado a carreira. O resultado? O Vasco da Gama foi campeão Carioca invicto e Edmundo, claro, recebeu sua primeira convocação para a Seleção Brasileira. O recado estava dado: o Gigante havia revelado um atacante fora de série.

A saída para o Palmeiras em 1993 doeu, mas sabíamos no fundo do coração que ele voltaria. Era um “até logo”. O destino do Animal estava entrelaçado com a Cruz de Malta.

1997: O Ano em que o Brasil se Curvou ao Animal

Se em 1996 o seu retorno já foi motivo de festa, o ano de 1997 foi a apoteose. Foi a temporada em que Edmundo deixou de ser um grande jogador para se tornar um fenômeno histórico, uma força da natureza. O que ele fez no Campeonato Brasileiro daquele ano é algo que deveria ser estudado.

Os números são de videogame: artilheiro isolado com 29 gols em 28 jogos. Uma média superior a um gol por partida! Edmundo não apenas marcava gols, ele destruía defesas, quebrava recordes e ganhava jogos sozinho. Ele era o jogador mais temido do país, e era nosso.

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Dois momentos daquela campanha viraram folclore, capítulos imortais da história do Vascão. O primeiro, contra o União São João: Edmundo marcou SEIS gols em uma única partida. Um recorde absoluto no Brasileirão que permanece até hoje. Uma atuação de outro planeta.

O segundo é pura poesia cruzmaltina. Semifinal do Brasileiro. O rival? O de sempre, o Flamengo. Em um jogo que valia a alma, Edmundo foi gigante. Marcou três gols na goleada de 4 a 1 que não apenas nos colocou na final, mas que lavou a alma de cada vascaíno. Foi uma humilhação histórica, daquelas que contamos para nossos filhos e netos. Naquele dia, o Animal devorou o urubu.

Ao fim da temporada, o título brasileiro veio para coroar a campanha. Edmundo, claro, foi eleito o Bola de Ouro pela revista Placar. Foi, para muitos, a maior performance individual de um jogador na história moderna do nosso clube.

Um Legado de Gols e Idolatria Eterna

Somando todas as suas passagens, os números frios mostram a grandeza: 244 jogos e 138 gols com a camisa do Vasco. Ele está cravado na lista dos maiores artilheiros da nossa história. Só na década de 90, foram 90 gols, mostrando a dominância que ele impôs.

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Mas Edmundo é muito mais do que números. Ele é o símbolo de uma era. É a personificação do que é ser Vasco: lutar, provocar, não ter medo de ninguém e, no fim, mostrar em campo quem é o Gigante. Ele entendia a rivalidade, ele vivia o clube. Por isso, a idolatria é eterna.

Mesmo com todas as polêmicas e o jeito explosivo, a torcida sempre esteve ao seu lado, porque víamos nele a mesma paixão que sentimos na arquibancada. Edmundo em campo era a certeza de que o Vasco é coisa séria. E por isso, ele será para sempre O ANIMAL de São Januário.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.