FREIO DE MÃO PUXADO! Admar Lopes abre o jogo e explica por que o Vasco está parado na janela

A janela abriu, mas o cofre segue fechado! Diretor Admar Lopes revela que o Vasco espera o 'ok' da venda da SAF para ir ao mercado. Entenda a agonia do torcedor.

Pedrinho durante coletiva do Vasco (Foto: Matheus Lima/Vasco)

A janela abriu, mas a paciência acabou

É isso, nação cruzmaltina. Aquele período do ano que mexe com o coração de todo torcedor chegou. A janela de transferências do segundo semestre de 2026 abriu nesta segunda-feira (20), e com ela, a nossa esperança de ver o elenco do Gigante da Colina ser reforçado para as batalhas que virão. Mas, como é de praxe na nossa sofrida e gloriosa história recente, a realidade bateu na porta com a delicadeza de um zagueiro dos anos 80.

Enquanto os rivais se movimentam, o Vasco… assiste. A sensação é de estar na vitrine de uma loja de doces, com fome, mas com os bolsos vazios e as mãos amarradas. E o motivo para essa paralisia tem nome e sobrenome: a venda da SAF para o empresário Marcos Lamacchia. O futuro do clube está em jogo, mas o presente nos deixa em um limbo angustiante.

A única novidade: um reforço que não era prioridade

Até agora, a única cara nova oficializada em São Januário é a do lateral-esquerdo Paulinho, vindo do América-MG. Não me entenda mal, todo jogador que chega para vestir o manto sagrado merece nosso apoio. Mas a própria diretoria trata a chegada como uma “oportunidade de mercado”, o que, na língua do futebol, significa “estava barato e demos um jeito”.

O mais irônico é que Paulinho, que já tinha um pré-contrato assinado desde fevereiro, chega para uma das posições menos carentes do elenco. Já contamos com Cuiabano, o titular Lucas Piton e o jovem Avellar, da base. Enquanto isso, as verdadeiras feridas abertas no nosso time seguem sem curativo.

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As urgências que o Vasco ignora (por enquanto)

Qualquer vascaíno que tenha assistido a mais de dois jogos sabe onde o calo aperta. A diretoria e a comissão técnica definiram as prioridades, mas elas continuam no papel. Precisamos, para ontem, de um zagueiro destro para formar uma muralha com Robert Renan. A zaga bate cabeça e a torcida reza a cada bola alçada na área.

O meio-campo clama por um volante de verdade, um cão de guarda que dê liberdade para os nossos criativos. E no ataque? A busca por um ponta e um centroavante para resolver nossa falta de gols parece uma saga sem fim. A boa notícia, se é que podemos chamar assim, é que a contratação do meio-campista Nelson Deossa, do Real Betis, está “bem encaminhada”. A expectativa é que o martelo seja batido ainda nesta semana, mas com o Vasco, aprendemos a comemorar só depois do anúncio oficial e da foto com a camisa.

Admar Lopes joga a real: “Esperando o OK” da SAF

Diante da impaciência do povo cruzmaltino, o diretor de futebol Admar Lopes foi a público na última segunda-feira (13), no CT Moacyr Barbosa, para dar uma satisfação. E a explicação, em resumo, foi: calma, galera. O dinheiro pode chegar.

Segundo Lopes, a lentidão no mercado é uma estratégia deliberada, uma ordem vinda de cima. O Conselho de Administração orientou o departamento de futebol a não ser “agressivo” no início da janela, pois a situação financeira do clube pode mudar drasticamente com o avanço da venda da SAF para Lamacchia.

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Nas palavras do próprio diretor, a situação é de espera. E ele foi bem claro ao pedir paciência, mesmo sabendo que essa é uma palavra que já não aguentamos ouvir:

“O que foi passado pelo conselho de administração é, claro, melhorar a equipe estrategicamente. Não seríamos tão agressivos nesse começo de janela porque as coisas poderiam mudar com o passar do tempo. Estou à espera de que haja um ‘ok’, mas, de qualquer maneira, não significa que nos próximos dias e semanas possa acontecer uma novidade. Não significa que o Vasco, de uma hora para outra, vai virar milionário e comprar jogador de 20, 30 milhões de euros, mas sim haver uma readequação. A janela é longa.”

A janela é longa, mas a nossa paciência não

A sinceridade de Admar Lopes é um alento, mas também um balde de água fria. Ele nos diz para esperar por um “ok” que não tem data para chegar. Ele nos avisa que, mesmo com a venda da SAF, não viraremos milionários da noite para o dia, comprando jogadores de “20, 30 milhões de euros”. Haverá uma “readequação”.

E a frase final, “a janela é longa”, soa quase como uma provocação para quem vê o tempo passar e o time precisando de reforços para ontem. A janela, que vai até 11 de setembro, pode ser longa para os dirigentes, mas para nós, na arquibancada e na frente da TV, cada jogo sem as peças certas é uma eternidade de sofrimento.

A situação é delicada. Entendemos a prudência administrativa, mas o futebol não espera. O Gigante está em modo de espera, refém de uma negociação que pode salvar o nosso futuro, mas que está comprometendo o nosso presente. Resta a nós, fiéis do Almirante, seguir apoiando e cobrar para que esse “ok” chegue logo. Porque o Vasco é coisa séria e não pode mais esperar.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.