A Zaga do Vascão Virou uma Peneira: E Agora, Renato?
Ah, meu amigo vascaíno… Tem dias que ser torcedor do Gigante da Colina é um teste para cardíaco. A gente canta, apoia, lota o Caldeirão, mas quando a bola rola, o coração vai na boca. E ultimamente, o motivo da nossa agonia tem nome e sobrenome: a nossa zaga. O técnico Renato Gaúcho que o diga. O homem parece um malabarista tentando equilibrar pratos quebrados, com Saldivia e Cuesta disputando quem comete a falha mais bisonha para ser o parceiro de Robert Renan.
É uma dor de cabeça que não passa nem com reza braba. A verdade nua e crua é que nenhum dos dois conseguiu passar a confiança que a camisa do Vasco exige. Um entrega o gol, o outro é expulso. E no meio disso tudo, a torcida, que nunca abandona, sofre a cada ataque adversário. Vamos entender esse drama que parece não ter fim.
O Drama de Saldivia: De Queridinho a Vilão?
Quem não lembra? Saldivia chegou com status, um pedido do antigo técnico Fernando Diniz. A torcida depositou esperança no uruguaio. No começo da era Renato Gaúcho, ele até engatou uma sequência, aproveitando uma lesão de Cuesta no joelho direito. Parecia que, enfim, teríamos um xerife.
Parecia. A fase boa durou pouco. As atuações recentes de Saldivia colocaram um enorme ponto de interrogação sobre sua titularidade. As falhas começaram a se acumular, e não foram falhas pequenas, mas daquelas que decidem jogo. O lance contra o Corinthians foi o retrato do desastre: na derrota em plena Neo Química Arena, ele deu todo o espaço do mundo para Matheus Bidu marcar. Um erro primário, que custou caro.
A consequência? A torcida não perdoou. Na avaliação dos internautas do ge, ele foi eleito o pior em campo. Foi a gota d’água. Depois daquele jogo, o uruguaio amargou o banco no Brasileirão. E como se não bastasse, os números jogam contra ele: o zagueiro já tem TRÊS gols contra na temporada. É mole ou quer mais? É uma estatística que assombra qualquer defensor e que só aumenta a pressão sobre seus ombros.
Cuesta e a Chance de Ouro Desperdiçada
Com Saldivia em baixa, a porta se abriu para Cuesta. O colombiano, que começou a temporada como titular, teve a chance de ouro para recuperar seu espaço e mostrar serviço para Renato. Recebeu as primeiras oportunidades na Sul-Americana e, com o companheiro de posição falhando, voltou a ter chances no Brasileirão.
E o que ele fez? Deixou uma impressão ainda pior. A partida contra o Internacional foi um filme de terror. O Vascão foi goleado por 4 a 1, e Cuesta teve participação de gala… para o adversário. No primeiro gol de Carbonero, ele falhou feio no tempo de bola, um erro inadmissível para um zagueiro profissional. Para coroar a atuação desastrosa, ainda foi expulso no fim do jogo.
O resultado disso foi uma nota que entrou para a história negativa do clube nesta temporada: um humilhante 0,5 nas avaliações do ge, a pior nota de um jogador do Vasco no ano. Contra o Olimpia, na última quarta-feira, ele até fez um gol, mas não se engane. Defensivamente, foi um desastre, perdendo inúmeros duelos pelo alto, justamente a principal função de um zagueiro. O gol não apaga a insegurança que ele transmite.
O Quebra-Cabeça de Renato e a Volta do ‘Menos Pior’
E agora, a batata quente está nas mãos de Renato Gaúcho. De um lado, um zagueiro que coleciona gols contra e falhas de posicionamento. Do outro, um que falha no tempo de bola e toma cartão vermelho. É a escolha de Sofia versão cruzmaltina. A zaga, que deveria ser o pilar de um time, virou nosso maior ponto fraco.
A tendência, acredite se quiser, é que Saldivia volte ao time titular contra o Bragantino, no próximo domingo. Parece uma escolha baseada no critério do ‘menos pior’ no momento, uma tentativa desesperada de encontrar alguma estabilidade. Enquanto isso, temos o jovem Robert Renan, que precisa de um parceiro confiável, e Lucas Freitas no banco, que assiste a tudo de camarote sem receber muitas chances.
A situação é tão crítica que a diretoria já se mexeu. A prioridade para a janela de transferências do meio do ano é clara: contratar um zagueiro que chegue para vestir a camisa e resolver o problema. Um jogador com status de titular absoluto, que bote ordem na casa e acabe com esse sofrimento.
Até lá, povo cruzmaltino, teremos que aguentar. Domingo tem mais uma batalha. Que a força de São Januário inspire nossos jogadores e que, por um milagre, nossa defesa passe um jogo sem nos dar um susto mortal. A camisa do Gigante é pesada, e está na hora de Saldivia e Cuesta entenderem isso. Raça, Vascão!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.