É, nação cruzmaltina, a esperança de ver um craque do calibre de Pierre-Emerick Aubameyang vestindo a nossa camisa sagrada chegou ao fim. O atacante gabonês de 37 anos, que teve seu nome forte nos bastidores de São Januário, já tem casa nova e, para a tristeza de muitos, não será no Caldeirão.
O destino do artilheiro é o Deportivo La Coruña, clube tradicional que acaba de retornar à elite do futebol espanhol. A informação foi cravada pelo jornalista Fabrizio Romano, uma das maiores referências do mercado da bola mundial.
A negociação pode deixar o torcedor vascaíno com aquela pulga atrás da orelha. O clube espanhol desembolsou cerca de 1,5 milhão de euros, o que dá aproximadamente R$ 8,6 milhões. Um valor que, para um jogador desse nível, parece uma pechincha. Aubameyang deve assinar por duas temporadas assim que passar pelos exames médicos.
Mas afinal, por que o Vascão não fechou?
A resposta, meu caro amigo vascaíno, está no bolso. E dói. Embora o nome de Aubameyang tenha sido, sim, analisado pela nossa diretoria, a conversa não foi para frente por um motivo claro: o salário.
O atacante pediu uma fortuna que está completamente fora da realidade financeira do Gigante da Colina. Os vencimentos exigidos eram tão altos que o colocariam entre os jogadores mais bem pagos de todo o continente americano. A diretoria, agindo com a razão e não com o coração, considerou a operação inviável.
Foi uma decisão de pé no chão. O clube entendeu que comprometer o teto salarial de forma tão drástica por um único jogador seria irresponsável. Por isso, as conversas foram encerradas antes mesmo de se tornarem uma proposta oficial. O Vascão optou por focar em alvos que se encaixam melhor no nosso orçamento.
Um craque de altos e baixos
Não há como negar a qualidade de Aubameyang. O cara tem uma carreira de respeito, com passagens marcantes por gigantes europeus. Ele retorna à Espanha, onde já brilhou com a camisa do Barcelona, conquistando o título de LaLiga em 2022, logo após deixar o Arsenal.
No entanto, nem tudo são flores. Sua passagem pelo Chelsea, na Inglaterra, foi bastante discreta, com apenas um gol marcado em 15 jogos pela Premier League. De lá, foi para o Al-Qadsiah, da Arábia Saudita, antes de voltar à França para jogar no Olympique de Marselha.
Pelo time francês, seus números recentes são bons: na última temporada, balançou as redes 13 vezes, incluindo dois gols contra o Newcastle na prestigiada Champions League. Contudo, um episódio de indisciplina fez com que ele perdesse espaço e fosse afastado do elenco. Ele deixa o Olympique com um total de 48 gols em 81 partidas.
A realidade do Gigante é outra
Sonhar não custa nada, e imaginar um atacante como Aubameyang infernizando as defesas adversárias com a Cruz de Malta no peito era um belo sonho. Mas a realidade se impõe. O momento do Vasco é de reconstrução, de passos firmes e seguros para não cometer os mesmos erros do passado.
A diretoria fez o que precisava ser feito, priorizando a saúde financeira do clube em vez de uma aposta de altíssimo risco. Agora, a torcida que nunca abandona segue na expectativa por reforços que cheguem para somar, com raça vascaína e vontade de honrar nosso manto.
O Vascão é coisa séria e maior que qualquer jogador. Que venham os guerreiros certos para as nossas batalhas. A luta continua!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.