Uma Escolha que Pode Custar o Semestre
Sabe aquele ditado de “dar um passo para trás para dar dois para frente”? Pois é, nação cruzmaltina, parece que o nosso Vasco da Gama tentou, mas tropeçou no próprio cadarço e caiu de cara no chão. A derrota por 3 a 1 para o Olimpia, no Paraguai, não foi só mais uma noite sofrida. Foi a consequência direta de uma escolha arriscada, talvez arrogante, que pode complicar nosso calendário de forma desnecessária.
O Gigante da Colina entrou em campo no Defensores del Chaco como líder do Grupo G da Sul-Americana. Uma vitória simples, contra um time que se mostrou fraco, e a gente praticamente carimbava o passaporte direto para as oitavas de final. Isso significaria eliminar TRÊS jogos do nosso calendário: a última rodada contra o Barracas Central e os dois confrontos do playoff contra um time vindo da Libertadores. Mas não. A comissão técnica preferiu outro caminho.
O Plano de Renato Gaúcho: Priorizar o Brasileirão?
A decisão veio de cima: poupar geral. Com a desculpa de focar no Brasileirão para chegar bem na parada da Copa do Mundo, Renato Gaúcho mandou a campo um time completamente desfigurado. Das peças principais, apenas o goleiro Léo Jardim e o zagueiro Cuesta foram para o sacrifício. O resto? Uma garotada inexperiente e sem entrosamento algum.
Enquanto isso, o Olimpia, mesmo com suas limitações, encarou o jogo como a final de um campeonato. O resultado foi o esperado: o Vascão foi encurralado desde o primeiro minuto. A lógica, infelizmente, prevaleceu. E agora, a partida de domingo contra o RB Bragantino em São Januário ganhou um peso ainda maior.
O Jogo: Um Gol Achado e Três Sofridos na Bola Aérea
Por um milagre, ou melhor, pela cabeça do nosso zagueiro Cuesta, nós até saímos na frente. No final do primeiro tempo, após cobrança de escanteio de Nuno Moreira, o argentino subiu mais que todo mundo e mandou para as redes. Parecia que o plano maluco ia dar certo.
Doce ilusão. A mesma bola aérea que nos deu o gol foi nossa kryptonita a noite inteira. O Olimpia, sem a menor criatividade para jogar pelo meio, apostou tudo em chuveirinhos na área. E deu certo. Os três gols deles nasceram assim: um de escanteio e dois em cruzamentos que a nossa defesa reserva só assistiu. Uma falha grotesca e repetitiva que custou a virada.
A Chance Desperdiçada de Matar o Jogo
O mais revoltante, povo cruzmaltino, é que mesmo com um time remendado, tivemos a faca e o queijo na mão para matar a partida. No início do segundo tempo, com 1 a 0 no placar, o Olimpia se lançou para frente de forma desorganizada e nos deu pelo menos dois contra-ataques claríssimos.
Em ambos, a bola caiu nos pés de Marino Hinestroza. E em ambos, o jogador desperdiçou as chances de forma inacreditável. Faltou capricho, faltou tranquilidade, faltou decidir. E quem não faz, leva. O futebol não perdoa.
Expulsão e o Fim do Sonho
Para piorar o cenário de pesadelo, o jovem João Vítor, que já não fazia uma boa partida, foi expulso de forma infantil ao acertar uma solada no órgão genital de um adversário. Com um a menos, o que já era difícil virou impossível. O time se fechou para tentar segurar um empate heroico, mas a pressão e a fragilidade defensiva falaram mais alto.
Fica a pergunta: valeu a pena? Poupamos titulares 11 dias antes de uma parada de quase DOIS MESES. Enquanto isso, nosso próximo adversário, o RB Bragantino, foi com força máxima para a Argentina, encarou o River Plate no Monumental de Núñez e arrancou um empate em 1 a 1. Eles não tiveram medo. Nós tivemos. Faltou ambição ao Gigante. E essa conta, meus amigos, pode chegar lá na frente, com juros e correção monetária.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.