RENATO BANCADO! Diretoria ignora vexame, mantém técnico e revolta a torcida do Vasco

Após derrota humilhante para o Bragantino, diretoria do Vasco banca Renato Gaúcho, que some da coletiva e briga com a torcida. E agora, Gigante?

Renato Gaúcho observa derrota do Vasco para o Bragantino — Foto: André Durão

O Estopim da Vergonha: ‘Eu?’

A noite de domingo (24) em São Januário tinha tudo para ser mais uma daquelas em que a torcida vascaína empurraria o time. Mas o que se viu foi um show de horrores, um pesadelo em pleno Caldeirão. A derrota por 3 a 0 para o Bragantino já doeria por si só, mas a atitude de Renato Gaúcho, o comandante do barco, transformou a dor em revolta. Após o terceiro gol do adversário, a paciência do povo cruzmaltino, que já era curta, acabou de vez.

Das arquibancadas, vieram os xingamentos e uma chuva de copos. Alguns atingiram o técnico. E a reação dele? A mais inacreditável possível. Em vez de entender a fúria de quem ama o clube, Renato olhou para a torcida, gesticulou e, com uma ironia fina e cortante, questionou: ‘Eu?’. Como se ele, o treinador de um time que acabara de ser humilhado em casa, não tivesse nenhuma responsabilidade no cartório. A cena, flagrada pela reportagem do Lance!, é o retrato de um comandante que parece ter se desconectado da realidade do Vasco da Gama.

O Capitão Abandona o Barco

Se o deboche já não fosse suficiente, o que veio a seguir foi ainda pior. Após sua performance de ‘quem, eu?’, Renato Gaúcho simplesmente se dirigiu ao banco de reservas. Isso mesmo. Ele abandonou a área técnica, deixando o time à deriva nos minutos finais. O auxiliar Alexandre Mendes foi quem ficou à beira do campo, tentando comandar um time já destroçado.

A atitude, claro, não passou despercebida. Das mesmas arquibancadas que ele ironizou, o coro mudou. O xingamento deu lugar a uma palavra que ecoou forte em São Januário: ‘covarde’. Um grito de repúdio não apenas pelo resultado, mas pela postura de quem deveria ser o líder em um momento de crise. A fuga do campo foi completada com a fuga dos microfones. Renato Gaúcho não apareceu na entrevista coletiva, jogando a responsabilidade para o diretor de futebol, Admar Lopes, e para o capitão Thiago Mendes, que tiveram de dar a cara a tapa.

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A Conta Chegou: Vascão na Beira do Abismo

A péssima atuação e a postura do treinador são apenas a cereja no bolo de um momento tenebroso. Com a derrota acachapante, o Vasco da Gama despencou na tabela. Agora, ocupamos a 16ª posição, com míseros 20 pontos, apenas uma baforada de distância da maldita zona de rebaixamento que tanto nos assombra.

Enquanto o Gigante da Colina flerta perigosamente com o Z4, o Bragantino, que nos atropelou em casa, salta para a 5ª colocação, com 26 pontos. A diferença de desempenho e de ambição entre os dois times em campo foi gritante e dolorosa. O sinal de alerta não está mais só ligado, ele está piscando em vermelho neon, com uma sirene ensurdecedora. A atuação foi vergonhosa, e o resultado nos joga de volta para o fundo do poço.

Decisão na Sul-Americana é Obrigação!

Em meio ao caos, não há tempo para lamentar. Ou melhor, não deveria haver. O Vasco precisa se reerguer imediatamente, pois o calendário não perdoa. Já na próxima quarta-feira (27), temos uma batalha decisiva pela frente. O Cruzmaltino encara o Barracas Central, novamente em São Januário, em partida crucial pela Copa Sul-Americana.

O jogo, marcado para as 19h, virou mais do que uma obrigação. É a chance de lavar a alma, de dar uma resposta mínima para essa torcida que nunca abandona, mesmo quando é debochada pelo próprio técnico. Uma vitória é o único resultado aceitável para tentar estancar a sangria e evitar que a crise se transforme em uma tragédia completa. Resta saber com que espírito o time e, principalmente, o treinador entrarão em campo. A paciência do torcedor vascaíno já se esgotou. Agora, é raça ou o caos.