AGORA É COM ELE! Renato Gaúcho volta para comandar o Vasco em jogo de vida ou morte na Sula

Renato Gaúcho volta de suspensão para comandar o Vasco em jogo de vida ou morte na Sul-Americana. Entenda o que o Gigante precisa para se classificar!

A vitória que lava a alma e o desabafo que a gente precisava

A noite em São Januário tinha um peso diferente. Depois da pancada contra o Red Bull Bragantino, a torcida vascaína, mesmo em número reduzido, estava com o coração na mão. Mas o Gigante da Colina respondeu em campo. Um 3 a 0 pra cima do Barracas Central, sem sustos, que garantiu o Vascão nos playoffs da CONMEBOL Sul-Americana. Um alívio. Mas o verdadeiro show, meus amigos, veio depois do apito final.

Na sala de imprensa, um Renato Gaúcho com a faca nos dentes. Questionado sobre seu ‘sumiço’ após a derrota no fim de semana, o homem não fugiu da raia. Pelo contrário. Ele mandou o recado que ecoou por São Januário e por todo o Brasil. Foi a fala de um comandante que comprou a briga do Vasco.

O mistério do silêncio: por que Renato não falou domingo?

A primeira pergunta foi na lata: por que não deu entrevista após a derrota por 3 a 0 para o Bragantino? Cogitou pedir demissão? A resposta começou a mostrar o clima no vestiário.

“Eu estava vindo para a entrevista (…) mesmo com a garganta muito ruim, principalmente após a derrota”, começou o técnico. E aí veio a revelação: “Os jogadores que não me deixaram vir, juntamente com o Admar (Lopes), eu queria vir, não me deixaram de maneira alguma”.

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Pausa para análise, torcedor. Isso é GIGANTE. Mostra um grupo fechado. Na derrota, a dor é de todos, e os jogadores protegeram seu líder. “Me senti feliz de um lado porque eu acho que, quando perde, perde todo mundo, quando ganha, ganha todo mundo”, completou Renato. É esse espírito de corpo que vai tirar o Vascão dessa situação.

‘A conta não é minha’: Renato defende a campanha

Renato não parou por aí. Ele puxou os números para se defender e, mais importante, para defender o grupo. Ele sabe que a cobrança é forte, mas pediu memória ao povo cruzmaltino.

“Se você for ver, a minha média no Brasileiro com este grupo é muito boa, muito boa mesma, principalmente sem ter tempo para treinar”, cravou. E ele tem razão. “O Vasco está pagando uma conta dos primeiros quatro jogos, onde ganhou um ponto. A campanha é muito boa, três competições, sem ter tempo para treinar, peguei o clube em último com um ponto”.

Ele fez questão de dividir os louros, como um verdadeiro líder: “Não estou trazendo os méritos para mim, não, os méritos são do meu grupo, todos eles, quem entra em campo são os jogadores”. É essa humildade e reconhecimento que faz um grupo jogar pelo técnico. A gente sabe o sufoco que é jogar de três em três dias, sem tempo pra ajustar o time. A conta do início do campeonato é alta, e estamos pagando até agora.

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‘SE EU FOSSE COVARDE, NEM TERIA VINDO’: O DESABAFO DO COMANDANTE

Foi então que o professor, cansado das críticas e dos sussurros, soltou o verbo. Foi a frase da noite, a frase que todo vascaíno precisava ouvir. A frase que define o que é ser Vasco e o que é preciso para comandar o Almirante.

“Se alguém pensar um dia que o Renato é ou foi covarde, tem que estudar melhor a vida dele, que ele está muito para baixo. Eu nunca fui e nunca vou ser covarde, bem pelo contrário”, disparou, com a convicção de quem sabe o peso que carrega.

E então, a frase de ouro, a que deveria estar estampada no muro de São Januário: “Se eu fosse covarde, nem teria vindo para o Vasco. Eu sou sujeto homem, em todos os aspectos, todas as situações”.

FALOU E DISSE! É isso. Vir para o Vasco na situação que estava, com um ponto no Brasileirão, na lanterna, não é para qualquer um. Não é para covardes. É para quem tem peito, para quem tem coragem. É para quem é “sujeto homem”. O recado foi dado para a torcida, para a imprensa e para quem mais quisesse ouvir. Acabou a palhaçada.

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E agora, Gigante?

Com a vitória, garantimos a vaga nos playoffs. Infelizmente, não deu pra pegar a liderança do Grupo G. O Olimpia venceu o Audax Italiano por 3 a 1 e passou direto para as oitavas com 13 pontos, contra os nossos 10. Agora, teremos que jogar duas partidas a mais contra um dos times que caíram da Libertadores. Mais uma batalha, mais uma chance de mostrar nossa força.

Mas antes da parada para a Copa do Mundo, temos um último compromisso. E é pedreira. O foco agora é total no Brasileirão.

  • Próximo jogo: Vasco da Gama x Atlético-MG
  • Data: 31/05
  • Horário: 16h (de Brasília)
  • Local: Nosso Caldeirão, São Januário

É hora de lotar nossa casa, apoiar o time e mostrar que o desabafo do nosso comandante foi o nosso também. A raça vascaína vai prevalecer. Vamos subir, Vascão!