PIKACHU IMORTAL! Relembre a virada épica do Vasco sobre o Galo em 2018

São Januário, 2018. O Galo vencia, o tempo acabava, mas Yago Pikachu tinha outros planos. Uma virada que só o Vasco proporciona. Relembre!

Um Domingo que Entrou para a História

Tem dias em que ser vascaíno é um teste de fé. E na tarde daquele domingo, 15 de abril de 2018, a torcida do Gigante da Colina foi testada até o último segundo. Estreia de Brasileirão, São Januário pulsando, e um Atlético-MG cheio de marra, com um elenco recheado de gringos e comandado pelo então jovem técnico Thiago Larghi. Do nosso lado, o professor Zé Ricardo tentando arrumar a casa. O que se viu foi um roteiro digno de filme, com um final que lavou a alma do povo cruzmaltino.

Aquele Vasco 2 x 1 Atlético-MG não foi um jogo qualquer. Foi a prova de que em nosso Caldeirão, a lógica não tem vez. Foi a demonstração de que a camisa do Vascão pesa uma tonelada e que desistir nunca é uma opção. Para quem não lembra ou quer reviver essa emoção, aperte os cintos. Vamos voltar no tempo.

O Balde de Água Fria e a Paciência da Torcida

O jogo começou tenso, estudado. O time mineiro, muito bem postado, parecia imune à pressão que vinha das arquibancadas. Thiago Larghi montou uma retranca inteligente, com Elias e Gustavo Blanco fechando os espaços no meio e anulando as ações do nosso jovem Evander e do volante Wellington. A gente empurrava, mas a bola não chegava.

E como desgraça de vascaíno parece que vem a cavalo, aos 13 minutos do primeiro tempo, o castigo. O venezuelano Rómulo Otero, conhecido por seu chute venenoso, recebeu de Gustavo Blanco e soltou uma bomba, sem chance alguma para o nosso gigante Martín Silva. 1 a 0 para eles. O silêncio momentâneo em São Januário era ensurdecedor.

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O resto do primeiro tempo foi um sofrimento. O Vascão com a bola no pé, mas rodando de um lado para o outro, sem conseguir furar o bloqueio. A zaga deles, com Gabriel França e um tal de Bremer, tirava tudo pelo alto, e nosso centroavante colombiano, Duvier Riascos, mal tocava na bola. Para piorar, eles ainda ameaçavam nos contra-ataques com Luan e o veterano Ricardo Oliveira. Fim do primeiro tempo e a impaciência já tomava conta de parte da torcida.

A Mão do Técnico e a Raça Vascaína em Campo

Veio o segundo tempo, e com ele, a esperança. Zé Ricardo, pressionado, mostrou que conhecia o elenco que tinha nas mãos. Ele precisava de velocidade, de ousadia, de alguém que bagunçasse a defesa adversária. E as mudanças foram cirúrgicas, mudando completamente a cara do Almirante.

Zé promoveu uma verdadeira revolução tática. Olhem só as trocas que mudaram o destino da partida:

  • Saiu: Rafael Galhardo (lateral) / Entrou: Rildo (velocista)
  • Saiu: Wellington (volante) / Entrou: Thiago Galhardo (meia)
  • Saiu: Duvier Riascos (atacante) / Entrou: Andrés Ríos (atacante)

O time se lançou ao ataque de forma avassaladora. Com Leandro Desábato segurando as pontas lá atrás, o lateral Henrique e o nosso motorzinho Yago Pikachu ganharam liberdade para apoiar o ataque sem parar. O Vasco encurralou o Atlético-MG em seu próprio campo. Era ataque contra defesa.

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Virada nos Acréscimos: Só Acredita Quem é Vasco!

Vendo o time dele ser amassado, Thiago Larghi tentou de tudo. Colocou o volante Yago Severin no lugar do sumido Cazares, botou Erik e Roger Guedes para tentar um contra-ataque, mas não adiantava. O Gigante da Colina queria a vitória e o Caldeirão de São Januário começou a ferver de verdade.

O goleiro Victor, deles, começou a fazer milagres. Nossos zagueiros, Paulão e Werley, viraram atacantes, subindo em todas as bolas. O tempo passava, o desespero batia, mas a torcida não parava de cantar. E então, nos minutos finais, quando muitos já jogavam a toalha, a mágica aconteceu.

Em uma pressão absurda, a virada veio. Primeiro, com um gol que incendiou o estádio. E para coroar a tarde, nos acréscimos dos acréscimos, pênalti para o Vasco! O homem da bola? Yago Pikachu. Com uma frieza de quem nasceu para decidir, ele caminhou para a bola e deslocou o goleiro. Gol! Vasco 2 a 1! A explosão de alegria em São Januário foi algo indescritível, uma catarse coletiva que só quem estava lá sabe explicar.

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Aquela vitória não valeu apenas três pontos. Ela ditou o tom do que é ser Vasco: sofrer, lutar, acreditar e, no fim, comemorar uma vitória com o sabor único que só o Gigante da Colina pode proporcionar. Vasco é coisa séria!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.