RENATO GAÚCHO SE DEFENDE E MANDA A REAL NO VASCO: ‘CAMPANHA MUITO BOA’

Sob vaias, Renato Gaúcho defende seu trabalho com números e manda a real sobre o Z4: 'É uma campanha muito boa'. Entenda a polêmica do técnico do Vascão.

O Caldeirão Ferveu: Vaias e a Defesa do Comandante

O apito final em São Januário neste domingo (31) foi um soco no estômago do torcedor vascaíno. A derrota para o Atlético-MG pela 18ª rodada do Brasileirão não só nos empurrou de volta para a lama do rebaixamento, como também foi o estopim para uma das maiores vaias da temporada. E o alvo principal tinha nome e sobrenome: Renato Gaúcho. Mas quem esperava um técnico abatido, encontrou um comandante pronto para a briga, defendendo seu trabalho com unhas, dentes e números.

Na coletiva de imprensa, enquanto a corneta da torcida ainda ecoava na Colina Histórica, Renato não se escondeu. Pelo contrário, ele pegou o microfone e fez questão de colocar os pingos nos is, apresentando uma visão que, para muitos, soou polêmica: sob seu comando, a campanha é positiva.

Os Números de Renato: ‘Campanha Muito Boa?’

O treinador foi direto ao ponto. Ele lembrou que sua jornada no Gigante da Colina começou na vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, no dia 12 de março, e desde então, os resultados seriam outros. “Eu não vou falar a mesma coisa, mas basicamente comigo esse grupo ganhou 19 dos 42 pontos que disputou. É uma campanha muito boa”, disparou Renato.

A declaração, claro, gera um debate imediato na arquibancada e nas redes sociais. Como pode ser uma “campanha muito boa” se estamos na 17ª colocação, com 20 pontos, abrindo a temida zona da degola? A matemática do técnico é fria: ele pegou o bonde andando e, segundo ele, fez sua parte. Mas futebol, Vascão, não é só matemática. É sobre a posição na tabela, e a nossa é desesperadora.

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Nadar Contra a Maré no Z4 do Brasileirão

Renato Gaúcho sabe que a situação é crítica e usou uma metáfora que todo vascaíno entende bem. “Desde que cheguei é nadar contra a maré e, mesmo assim, fizemos 19 pontos”, afirmou, reconhecendo a herança de um início de campeonato desastroso.

Ele também analisou o equilíbrio traiçoeiro da parte de baixo da tabela. “Está na zona de rebaixamento com 20 pontos, mas tem três/quatro clubes com 21 pontos, tem clubes com 22, tem clube em nono lugar com três pontos a mais do que a gente. Está muito embolado”, explicou. Para o treinador, duas vitórias podem nos levar ao céu, assim como duas derrotas nos afundam ainda mais no inferno. A parte mais dolorosa? Teremos que amargar essa posição durante todo o recesso de quase dois meses para a Copa.

A Falta de Dinheiro e a Conversa com Pedrinho

Quando o assunto é reforços, Renato não assume a responsabilidade sozinho. Pressionado sobre a necessidade de novas peças, ele foi claro: “Essas perguntas tem que fazer para o presidente do clube (Pedrinho)”. O técnico revelou que o diálogo com a presidência é constante e transparente, citando uma longa reunião de duas horas com o nosso ídolo e presidente.

“Eu passo pra ele, passo para o Admar o meu pensamento (…) Eu também entendo a situação do clube, do momento que você também não consegue se mexer muito por causa da falta do dinheiro. E o presidente está correndo atrás quanto a isso”, confidenciou. É o retrato de um Vasco que luta dentro de campo e também fora dele, contra as limitações financeiras que nos assombram há tanto tempo.

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Análise do Jogo: Entrega, Azar e Falta de Pontaria

Sobre a derrota para o Galo, Renato Gaúcho garantiu que não foi por falta de luta. “O jogo a gente começou bem, não faltou entrega da equipe”, disse. Segundo ele, o Vascão criou oportunidades no início, mas pecou na finalização. O castigo, como sempre, veio em um lance fatal.

“Numa bola parada nós tomamos o gol. E aí sabe como é a pressão”, lamentou. Ele descreveu o roteiro que já conhecemos de cor: o time se expõe, vai para o tudo ou nada, cria chances, mas a bola teima em não entrar. “O Atlético também teve poucas oportunidades, mas nas poucas oportunidades, ele fez o gol. Nós tivemos algumas oportunidades, e infelizmente nós não aproveitamos”. É a cruel eficiência do adversário contra a nossa já crônica falta de pontaria. Dói, mas é a verdade.

E Agora, Gigante?

A coletiva de Renato Gaúcho deixa um gosto agridoce. Por um lado, um técnico que assume a bronca e defende seu trabalho com dados. Por outro, a realidade de uma tabela que não mente e uma torcida que já não aguenta mais sofrer. Os números podem até dar alguma razão ao comandante, mas o que o povo cruzmaltino quer ver é o time fora do Z4. Agora, com a longa pausa, resta a nós, fiéis do Gigante, a angústia da espera. Será que os argumentos de Renato se sustentarão na volta do campeonato? Só o tempo e a raça vascaína em campo poderão dizer.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.