O que está acontecendo com Marino Hinestroza?
Nação Cruzmaltina, vamos falar sério. Sabe aquele investimento que a gente olha e coça a cabeça, tentando entender o que deu errado? Pois é, esse hoje tem nome e sobrenome: Marino Hinestroza. O atacante colombiano, contratado por uma bolada de R$ 30 milhões no início do ano, simplesmente não aconteceu com a nossa camisa. E o buraco, meus amigos, é bem mais embaixo do que uma simples má fase.
Com apenas 23 anos e um contrato longo, até o fim de 2029, o jogador já desperta o interesse de outros clubes sul-americanos. A diretoria do Vascão, por enquanto, segura as pontas e diz que não planeja se desfazer do atleta. Mas a verdade é que a situação é insustentável e os bastidores estão pegando fogo. A relação com a torcida, que já não era boa após as cobranças na porta do CT no fim de maio, é só a ponta do iceberg. O verdadeiro problema tem nome: Renato Gaúcho.
A Gota d’Água: A Polêmica Declaração de Renato
Vamos voltar a fita para abril. Depois de uma derrota dolorida para o Botafogo por 2 a 1, Renato Gaúcho foi para a coletiva de imprensa e, ao ser perguntado sobre o desempenho de Hinestroza, soltou uma daquelas que gera crise em qualquer vestiário. O técnico falou abertamente sobre a dificuldade de adaptação de jogadores colombianos e equatorianos ao futebol brasileiro.
Pior: ele disse que, em seus trabalhos, só dava o aval para contratar atletas dessas nacionalidades se o cara já tivesse rodado por outros clubes aqui no Brasil. Agora, imagine como essa fala soou para o nosso quarteto colombiano: Hinestroza, Andrés Gómez, Cuesta e Johan Rojas. Segundo apuração do ge, a declaração caiu como uma bomba no elenco, que tem uma ótima relação com os gringos. Foi um desgaste feio, que azedou o clima de vez.
Não foi um caso isolado. Outras declarações do nosso atual treinador ao longo de sua passagem também geraram incômodos internos. Parece que a gestão de pessoas não é o forte do comandante, e quem paga o pato é o Gigante da Colina.
R$ 30 Milhões e Nenhuma Participação em Gol: O Drama em Números
Os números não mentem, e os de Hinestroza são cruéis. Em 18 partidas com o manto sagrado, o colombiano não marcou um gol sequer. Pior, não deu NENHUMA assistência. É um desempenho nulo para um ponta que custou o preço de um craque. A consequência direta é a perda de espaço na briga pela titularidade na ponta direita.
Essa falta de resultado em campo, somada à pressão externa, minou a confiança do jogador. É um ciclo vicioso: sem confiança, não joga bem; sem jogar bem, a pressão aumenta. E nós, torcedores, ficamos aqui, vendo um patrimônio de R$ 30 milhões se desvalorizar no banco de reservas.
Erro de Gestão? A Chegada Atropelada do Colombiano
Para piorar o cenário, a gestão da chegada do atleta foi, para dizer o mínimo, desastrosa. Entende-se que Marino foi mal gerido desde o primeiro dia. Ele desembarcou no Rio de Janeiro visivelmente fora de forma física após um longo período de férias. Para completar, teve dificuldades com as metodologias de treinamento de Fernando Diniz, no início de 2026.
A diretoria, na ânsia de mostrar o reforço, atropelou o processo. O anúncio oficial foi feito em 27 de janeiro. Apenas seis dias depois, em 2 de fevereiro, ele já estava em campo. Uma decisão precipitada, que foi contra o que o departamento médico entendia como ideal. O jogador simplesmente não tinha condições de jogo.
E esse filme a gente já viu. Aconteceu o mesmo com o atacante Brenner. Ambos foram jogados aos leões, sem ritmo e vindo de longas férias. É o tipo de erro amador que um clube do tamanho do Vasco não pode cometer.
O Peso da Cruz de Malta e a Sombra de Rayan
Além de todos os problemas físicos e de relacionamento, havia uma carga psicológica enorme nos ombros de Hinestroza. Ele chegou com o peso de ser o substituto imediato de Rayan, nosso cria e craque do time. A expectativa, tanto da torcida quanto do próprio colombiano, era de que ele se tornasse um protagonista rapidamente.
A realidade foi um choque. Sem ritmo, com a confiança em baixa e sofrendo com a sombra de um ídolo recente, ele não conseguiu render. Agora, o futuro é uma incógnita. Clubes de fora olham com interesse, talvez vendo uma oportunidade de mercado. Enquanto isso, o Vasco da Gama tem um ativo milionário em crise.
E aí, torcedor vascaíno? A culpa por esse fiasco é de quem? Do jogador que não rendeu, do técnico que não soube lidar com o atleta, ou da diretoria que errou no planejamento? Ainda há esperança de ver Marino Hinestroza brilhar no Caldeirão? O Gigante precisa de respostas, e rápido.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.