CAIU A MÁSCARA! A frase polêmica de Renato e o desgaste no vestiário que derrubaram o técnico do Vasco

Não foi só o campo! Declaração polêmica sobre colombianos e atritos com elenco selaram o fim da linha para Renato Gaúcho no Vasco. Entenda a crise.

Renato Gaúcho no comando do Vasco: foram apenas 18 jogos, com 7 vitórias e 6 derrotas (Foto: Matheus Lima/Vasco)

O Fim da Linha para Renato Gaúcho

Acabou. A terceira passagem de Renato Gaúcho pelo Vasco da Gama chegou ao fim nesta quinta-feira (18), e a sensação que fica para o povo cruzmaltino é um misto de alívio e preocupação. Não foi uma demissão qualquer, daquelas que a gente lamenta por um trabalho promissor interrompido. Foi o ponto final de uma história que já nasceu torta e que se desfez por uma combinação de resultados ruins, decisões teimosas e, o mais grave, um desgaste interno que ficou insustentável.

A saída, acertada em comum acordo e sem multa para nenhuma das partes, foi facilitada pela pausa no calendário para a Copa do Mundo. Mas não se engane: a bomba já estava prestes a explodir em São Januário. Os números frios já contavam parte da história, mas foram as palavras do próprio treinador que cavaram sua cova.

Uma Campanha Curta e Decepcionante

Vamos aos fatos, porque contra eles não há argumento. Renato comandou o Gigante da Colina em apenas 18 partidas. O retrospecto? Sete vitórias, cinco empates e seis derrotas. Um aproveitamento que flerta com a mediocridade e que em momento algum nos deu a segurança que tanto precisamos.

Para se ter uma ideia do quão passageira foi essa era, o trabalho de Renato se tornou o menos longevo entre os técnicos efetivos do Vascão desde a passagem relâmpago do português Álvaro Pacheco, que, coitado, durou apenas quatro jogos em 2024. É mais uma cicatriz em um clube que não consegue ter paz no comando técnico.

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A Promessa do Brasileiro e o Abandono das Copas

Quando chegou em março, a missão era clara: afastar o Vasco do fantasma do rebaixamento. Em sua apresentação, Renato foi enfático, tratando o Campeonato Brasileiro como a única coisa que importava. Nas palavras dele:

“Não quer dizer que não vamos correr atrás da Copa do Brasil e da Sul-Americana, mas o Brasileiro te rebaixa. […] O Vasco, no passado, brigou até o último jogo para não cair. Querem passar por tudo o que o Vasco passou no passado? Quanto mais rápido fizermos os pontos, melhor.”

No início, a estratégia pareceu funcionar. Tivemos uma sequência de cinco partidas de invencibilidade no Brasileirão, com três vitórias e dois empates, que nos fez sonhar até com um G-8. Mas foi fogo de palha. A oscilação, essa velha conhecida da nossa torcida, voltou com força, e logo estávamos olhando para o retrovisor, com a zona da confusão se aproximando perigosamente de novo.

Onde o caldo entornou de vez foi na Sul-Americana. A decisão de escalar equipes alternativas, tratando a competição continental como um treino de luxo, foi um tapa na cara da torcida. O ápice do descaso foi no jogo contra o Olimpia, no Paraguai. Uma vitória nos garantiria a liderança do grupo e a vaga direta nas oitavas. O que ele fez? Deixou os titulares treinando no Rio. O resultado? Derrota, segundo lugar no grupo e a obrigação de disputar um playoff traiçoeiro contra um time vindo da Libertadores. Mais jogos, mais desgaste, menos chance de título. Uma decisão indefensável.

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A Gota d’Água: A Declaração que Ruiu o Vestiário

Se a gestão de grupo fora de campo já era questionável, uma declaração específica selou o destino de Renato Gaúcho. Após uma atuação criticada do nosso jogador Marino Hinestroza, o treinador foi aos microfones e, em vez de proteger seu atleta, jogou gasolina no incêndio. A fala sobre os jogadores colombianos foi desastrosa e expôs uma ferida no elenco.

“Temos quatro colombianos no grupo, eu procuro sempre corrigir eles. E eles têm muitos erros. […] Não é da noite para o dia que eu vou corrigir os caras 100%. Quando eu estava no Grêmio e me ofereciam jogadores colombianos e equatorianos, eu gosto deles, mas eu só dava o aval para trazerem quando estavam adaptados ao futebol brasileiro. O jogador colombiano e equatoriano precisa de muito tempo para se adaptar ao futebol…”

Leia de novo. Um treinador expondo publicamente uma suposta dificuldade de um grupo de atletas de uma nacionalidade específica. Isso não é gestão, é implosão. Como um jogador entra em campo para lutar por um técnico que o diminui dessa forma? Foi o estopim. O desgaste com o elenco, que já existia, tornou-se irreversível. A partir dali, a saída era questão de tempo.

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E Agora, Gigante?

A saída de Renato Gaúcho não é a solução de todos os nossos problemas, mas era um passo necessário. Um ciclo que termina sem deixar saudade alguma. Agora, a diretoria corre contra o tempo para encontrar um novo comandante que entenda o peso da camisa do Vasco, que respeite nossos atletas e que, acima de tudo, tenha a ambição que a nossa torcida exige. A luta continua. O Vasco é gigante e vai se reerguer, como sempre fez. Nós, os que nunca abandonaram, estaremos aqui para apoiar. Porque Vasco é coisa séria.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.