Coração na mão: A vaga pode ser decidida nos pênaltis
O primeiro jogo foi um 0 a 0 amarrado, sofrido, como tem sido a vida do torcedor vascaíno. Agora, para a partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, o cenário é claro: um novo empate contra o Fluminense e a decisão vai para a marca da cal. E é aí que o coração do povo cruzmaltino começa a bater mais forte, a ansiedade aperta e a pergunta que não quer calar ecoa em São Januário: quem vai bater?
Se em outros tempos a gente tinha confiança, hoje a situação é de pura apreensão. O Vascão, que no ano passado se classificou justamente nos pênaltis na semifinal da mesma competição, hoje vive um drama para encontrar seus cobradores. A barca foi grande e levou junto a nossa tranquilidade.
A debandada dos especialistas
A memória do torcedor é boa, principalmente para o que nos deu alegria. Como esquecer a sequência de cobranças que nos levou adiante? O problema é que o time que nos deu aquela felicidade foi desmanchado. Olhar para a lista de batedores daquela semifinal é como folhear um álbum de saudades e preocupações.
Os três primeiros a converter naquela disputa simplesmente não estão mais no clube. Uma sangria de especialistas que deixa qualquer um de cabelo em pé. A lista de quem se foi é pesada:
- Vegetti: Nosso artilheiro, sinônimo de bola na rede.
- Coutinho: O cria que voltou e já se foi, mas que tinha a frieza necessária.
- Rayan: Outro jovem com personalidade, que não tremia na hora H.
E não para por aí. Victor Luís, que também assumiu a responsabilidade em momentos importantes em 2024 e 2025, é outro que já deixou o elenco. Quatro batedores de confiança que hoje fazem falta. Resta a pergunta: como uma reformulação pode levar embora tanta segurança em um fundamento tão decisivo?
Quem sobrou para contar história?
No meio desse deserto de opções, um nome ainda resiste daquela formação: Puma Rodríguez. O lateral uruguaio, que hoje amarga a reserva, segue como uma das principais opções. Mas o histórico recente do nosso Puma liga o sinal de alerta. A fonte original informa que ele cobrou três vezes em 2026, convertendo duas. A memória que fica, porém, é a do erro contra o Madureira, no Campeonato Carioca.
Ainda no estadual, vimos Coutinho (ele de novo!) marcar contra o Botafogo. Naquela disputa de quartas de final contra o Volta Redonda, uma lista de guerreiros colocou a bola pra dentro: Rojas, Tchê Tchê, David, Spinelli e o próprio Puma. Mostra que temos jogadores com coragem, mas a falta de um batedor oficial, aquele cara que a gente sabe que vai guardar, é nítida.
O fantasma de Brenner e as opções na mesa
Falar de pênalti contra o Fluminense traz à tona um fantasma recente e doloroso. Brenner, um dos reforços para a temporada, teve nos pés a bola que poderia nos colocar na final do Carioca. Era o segundo tempo, o jogo se arrastando, e a chance de ouro apareceu. Ele foi para a bola e… desperdiçou. Aquele erro custou caro. Custou a classificação. Fomos eliminados para o nosso rival ali mesmo, naquele jogo.
A ferida ainda está aberta. Como confiar a mesma responsabilidade ao jogador que carrega esse peso? É uma decisão que a comissão técnica terá que tomar com muita sabedoria. Além dele, quem mais pode chamar a responsa?
O elenco ainda conta com nomes que já tiveram sucesso na marca da cal. Lucas Piton, outro que hoje é reserva, é visto como um batedor tradicional. Robert Renan, em sua estreia pelo Gigante da Colina no ano passado, guardou o seu contra o Botafogo pela Copa do Brasil. E temos Jair, o motorzinho do meio-campo, que desde 2023 também encara a batida. São opções, mas não certezas. O momento é de união, de encontrar um herói. Que na hora da decisão, a camisa mais pesada do futebol mundial fale mais alto e que um de nossos guerreiros assuma o protagonismo para nos levar à próxima fase. Porque ser Vasco é isso: sofrer, lutar e, no fim, acreditar sempre na vitória.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.