VIDA QUE SEGUE? Renato Gaúcho é flagrado na praia 2 dias após deixar o Vasco

Enquanto a torcida do Gigante vive a incerteza, o ex-técnico já curte a vida em Ipanema. A imagem que deixa o povo cruzmaltino de queixo caído.

Renato Gaúcho na partida entre Vasco e Coritiba (Foto: Matheus Lima/Vasco)

Enquanto o Gigante sofre, a vida continua em Ipanema

Mal deu tempo da torcida vascaína digerir a notícia e o baque da saída de mais um treinador. Enquanto nós, fiéis do Gigante, nos perguntamos qual será o futuro do clube, Renato Gaúcho, agora ex-comandante do Vascão, já aproveitava a vida como se nada tivesse acontecido. Apenas dois dias após sua demissão ser anunciada, o técnico foi flagrado no último sábado (20) curtindo a Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.

A imagem é um soco no estômago de qualquer um que vive e respira o Vasco da Gama. Ver o treinador, de 63 anos, jogando seu tradicional futevôlei ao lado da filha, Carol Portaluppi, de 32, que pegava umas ondas, causa um misto de revolta e resignação. É a prova de que, para muitos, o Vasco é só mais um emprego. Para nós, é uma vida inteira.

Do caos em São Januário à calmaria da areia

A cena parece tirada de um filme de ironia. Na quinta-feira (18), o clube anunciava o fim da terceira passagem do técnico. No sábado, o cenário era de sol, mar e tranquilidade. Enquanto Renato batia sua bolinha na areia, a filha Carol, que no dia anterior havia postado sobre uma prancha quebrada, já estava no mar com uma nova, mostrando que os problemas se resolvem rápido para alguns.

Para nós, o povo cruzmaltino, a prancha continua quebrada. O time está à deriva, sem comando, e com a reapresentação do elenco marcada para a próxima segunda-feira (22). Quem vai comandar o treino? Quem vai planejar a sequência da temporada? Essas são perguntas que ecoam na cabeça de milhões de torcedores que, ao contrário do ex-técnico, não podem simplesmente ir à praia para esquecer.

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Uma saída ‘amigável’ que não convenceu ninguém

A nota oficial divulgada pelo Vasco na noite de quinta-feira tentou passar um ar de normalidade. Falava em “comum acordo”, um termo que no futebol quase sempre significa que a situação ficou insustentável. O clube agradeceu os serviços prestados, como manda o protocolo.

O mais curioso, e talvez o mais sintomático da gestão, é que o contrato não previa multa rescisória. Ou seja, a saída foi fácil, indolor e sem custos para ambas as partes. Uma porta de saída conveniente para quem já não parecia tão comprometido com o projeto de reconstrução do Almirante. Para o Vasco, fica o prejuízo técnico e a necessidade de correr contra o tempo mais uma vez.

Raio-X da terceira passagem: os números não mentem

Renato Gaúcho assumiu o Gigante da Colina em março deste ano, em sua terceira passagem pelo clube que também defendeu como jogador. A expectativa, como sempre, era alta. Mas a realidade foi dura. Foram menos de quatro meses no cargo, um período curtíssimo para qualquer trabalho sério.

Os números frios mostram o desempenho: em 18 partidas, o time acumulou 7 vitórias, 5 empates e 6 derrotas. Um aproveitamento que não empolgou e não deu a segurança que a torcida tanto anseia. Ele já havia nos treinado entre 2005 e 2007 e novamente em 2008, em momentos igualmente turbulentos. Parece que a história gosta de se repetir, e nem sempre para o nosso bem.

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Fica a pergunta: o problema é sempre o técnico ou há algo mais profundo acontecendo nos bastidores de São Januário? A troca constante de comando só mostra a falta de um projeto sólido, de convicção. E quem paga o preço é sempre o torcedor na arquibancada.

E agora, Gigante? Um futuro sem rumo

Com a saída de Renato, o Vasco se vê novamente no mercado, procurando um salvador da pátria. Os jogadores voltam das férias na segunda-feira e encontrarão um clube acéfalo no comando do futebol. É uma situação que beira o amadorismo e que expõe a fragilidade da nossa diretoria.

Enquanto o ex-treinador aproveita seu tempo livre, nós, a torcida que nunca abandona, ficamos com a angústia. A imagem dele na praia não é apenas sobre um profissional de folga. É um símbolo da distância que existe entre os bastidores do futebol e a paixão verdadeira do torcedor. Eles vêm e vão. Nós ficamos. E seguiremos aqui, firmes, esperando que um dia o nosso Vascão volte a ser tratado com a grandeza que merece. Porque, no fim das contas, o Vasco é coisa séria. E nós também.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.