É, torcedor vascaíno, quando a gente acha que a tempestade vai passar, a Justiça manda mais um dilúvio. Nesta quarta-feira, recebemos mais um soco no estômago: o pedido do nosso clube para reconsiderar a intervenção na SAF foi REJEITADO. E o pior: nosso presidente e ídolo, Pedrinho, continua afastado do comando da Sociedade Anônima do Futebol que ele foi eleito para gerir.
A decisão veio da juíza Simone Gastesi Chevrand, que assumiu essa batata quente depois que outros magistrados pularam fora. Parece que ninguém quer carregar o peso de decidir o futuro do Gigante da Colina. Com a canetada, a intervenção judicial, aquela medida que tirou o chão da nossa diretoria, foi mantida. É de doer na alma.
Para o lugar de Samantha Mendes Longo, que sabiamente renunciou ao cargo de interventora, a juíza nomeou um novo nome para essa confusão: o advogado Athos de Andrade Figueira Neves. Mais um estranho no ninho, com o destino do nosso Vascão nas mãos. Enquanto isso, um agravo apresentado pelo clube ainda espera para ser julgado. Uma pequena luz de esperança num túnel que parece não ter fim.
Um Novo ‘General’ na Batalha do Vasco
Quem é Athos de Andrade Figueira Neves? Sinceramente, pouco importa o currículo. Para a torcida vascaína, ele é mais uma peça num tabuleiro que a gente não queria estar jogando. Ele chega com a missão de ser o interventor, o fiscal, o homem da Justiça dentro da nossa casa.
A saída de Samantha Mendes Longo já mostrava o tamanho do vespeiro. Assumir a intervenção no Vasco não é para amadores. É preciso entender que aqui não é só uma empresa, é uma nação de milhões de apaixonados que vivem e respiram essa cruz de malta no peito.
Agora, cabe a esse novo interventor entender a complexidade e a urgência da situação. A torcida, que nunca abandona, estará de olho em cada passo. Não vamos aceitar manobras que prejudiquem ainda mais o nosso já sofrido clube.
A Missão (Impossível?) do Interventor
No documento da decisão, a juíza Simone Gastesi Chevrand deu uma missão clara ao novo interventor. E aqui, a coisa fica interessante. Segundo ela, Athos Neves deve trabalhar em duas frentes:
- Tentar conduzir a gestão para ‘devolver à administração do CRVG aqueles que para isto foram eleitos’. Ou seja, um caminho para a volta de Pedrinho e sua equipe.
- Caso isso não seja possível, ele deve ‘adotar providências voltadas à convocação subsequente de assembleia deliberativa de nova gestão’.
Traduzindo do ‘juridiquês’ para o bom português do torcedor: ou ele arruma a casa para devolver a chave ao dono eleito (Pedrinho), ou ele tem que chamar todo mundo pra escolher um novo síndico pro prédio. A juíza ainda mencionou que não descarta o retorno gradual de membros do antigo conselho. É uma salada de frutas jurídica que só aumenta nossa agonia.
E a Venda da SAF, Como Fica?
Aqui está o ponto que mais preocupa a todos nós. Com o clube nessa instabilidade, como planejar o futuro? Como atrair investidores sérios? A decisão da juíza afirma que a intervenção ‘não impõe qualquer obstáculo às negociações para venda das ações da Vasco SAF’.
Na teoria, parece lindo. Mas na prática, a gente sabe que não é bem assim. Que investidor, em sã consciência, coloca centenas de milhões de reais num clube que está sob intervenção judicial? É como tentar vender um apartamento no meio de uma briga de vizinhos que foi parar na polícia. Simplesmente não funciona.
A própria notícia do ‘Lance!’ menciona em outro link que a intervenção trava a venda para o empresário Marcos Lamacchia, que exige a antiga SAF, a comandada por Pedrinho, para negociar. Ou seja, a decisão da juíza diz uma coisa, mas a realidade do mercado diz outra. A instabilidade afasta dinheiro, afasta planejamento, afasta a paz que tanto precisamos.
O Futebol no Meio do Furacão
Para tentar acalmar os ânimos, a magistrada fez questão de ressaltar que a medida ‘não afeta a atividade esportiva do clube’. Segundo ela, os executivos seguem tocando o futebol, negociando jogadores, buscando técnico e cuidando da rotina. Mas será que é possível separar as coisas de forma tão simples?
Como um jogador entra em campo focado, sabendo que o clube vive uma guerra nos bastidores? Como um técnico (que ainda estamos procurando) aceita um projeto sem saber quem será seu chefe amanhã? É uma ilusão achar que o caos administrativo não vaza para dentro das quatro linhas. A gente sabe, por experiência própria, que quando a cabeça do clube não está bem, o corpo (o time) padece.
Essa intervenção tem ‘prazo definido e caráter transitório’, diz a Justiça. Mas para nós, cada dia nessa situação é uma eternidade. Queremos nosso clube de volta. Queremos o presidente que elegemos no poder. Queremos paz para trabalhar e reerguer o Gigante. A luta continua, vascaínos. E como sempre, seremos a resistência.