GUERRA EM 3 FRENTES! Vascão sem técnico encara 5 jogos em 15 dias e precisa fazer escolha de Sofia

Gigante da Colina tem sequência brutal a partir de 16 de julho. Brasileirão, Sula e Copa do Brasil. Sem técnico, qual será a prioridade do Vascão?

Thiago Mendes durante treino do Vasco (Foto: Matheus Lima/Vasco)

Preparem o coração, torcida vascaína!

Anotem na agenda e fortaleçam o espírito: a partir do próximo dia 16 de julho, começa a prova de fogo do nosso Vascão em 2024. Esqueça a tranquilidade, porque o que vem pela frente é uma maratona digna de heróis. Serão cinco partidas em um intervalo sufocante de apenas uma quinzena. Isso mesmo, cinco batalhas que podem definir o nosso destino no ano. E o pior? Faremos isso, por enquanto, sem um comandante no banco.

A sequência é brutal e não escolhe competição. O Gigante da Colina terá que se desdobrar entre as trincheiras do Campeonato Brasileiro, os mata-matas da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil. É o tipo de calendário que separa os homens dos meninos, mas que para o Vasco, na situação atual, soa quase como uma punição.

Uma quinzena para salvar a temporada

A maratona que se avizinha é um verdadeiro teste de resistência para o nosso elenco, que todos sabemos ser curto. A cada três dias, um novo desafio, uma nova final. A pressão é imensa e o planejamento será crucial. E pensar que a situação poderia ser ainda mais intensa.

Originalmente, além desses cinco compromissos, teríamos um duelo contra a Chapecoense, fora de casa, pelo Brasileirão. Contudo, devido aos playoffs da Copa Sul-Americana, a CBF terá que encontrar uma nova data para essa partida. Um pequeno respiro, mas que apenas adia um problema.

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As competições em jogo são:

  • Campeonato Brasileiro: Nossa luta diária, a obrigação de fugir da zona da vergonha.
  • Copa Sul-Americana: A chance de um título continental, um sonho que mexe com o imaginário do povo cruzmaltino.
  • Copa do Brasil: O caminho mais curto (e milionário) para a Libertadores, mas repleto de gigantes pelo caminho.

A escolha de Sofia: Prioridade é fugir do rebaixamento

Não vamos nos enganar. Por mais que o coração de torcedor queira ver o Almirante brigando por todos os títulos, a realidade se impõe. A permanência na Série A do Campeonato Brasileiro continua sendo, e deve ser, a prioridade máxima. A ferida do rebaixamento é recente e profunda demais para corrermos qualquer risco.

Essa estratégia não é nova. Durante a passagem do técnico Renato Gaúcho, ficou claro que os esforços seriam concentrados na competição de pontos corridos. Vimos o time poupar jogadores e usar escalações alternativas nos mata-matas, tudo em nome de somar pontos preciosos para escapar da situação delicada na tabela. A verdade é que, infelizmente, nossa situação não mudou. Continuamos perigosamente próximos da zona de rebaixamento.

A avaliação interna do clube, mesmo com a mudança de comando que ainda não veio, dificilmente será alterada. Com um elenco enxuto, é praticamente impossível manter o mesmo nível de intensidade e qualidade em três frentes simultâneas. A conta não fecha.

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E o comandante? Um navio sem capitão na tempestade

Como se a maratona de jogos e a briga contra o Z4 não fossem suficientes, o Vasco entrará neste período decisivo sem um treinador efetivo. O clube segue no mercado, numa busca que já nos trouxe frustrações recentes. As negociações com Franclim Carvalho, do Botafogo, e Fernando Seabra, do Coritiba, não avançaram.

É desesperador pensar que teremos que fazer uma escolha estratégica tão importante – qual competição priorizar – sem a figura de um líder, de um estrategista no comando. Quem irá decidir quem joga e quem descansa? Quem vai montar o quebra-cabeça para cada batalha? A incerteza paira sobre São Januário como uma nuvem negra.

Enquanto a diretoria busca um nome, o tempo corre. E a sequência de jogos não vai esperar. Precisamos de uma definição para ontem, pois entrar numa guerra de três frentes sem um general é pedir para ser derrotado.

Sula e Copa do Brasil: Sonho possível ou ilusão perigosa?

É claro que as copas são importantes. Além da glória esportiva, o avanço nas competições eliminatórias representa uma injeção financeira fundamental para os cofres combalidos do clube. Cada fase superada na Copa do Brasil e na Sul-Americana é dinheiro novo entrando, o que ajuda a pagar salários e a pensar em reforços.

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Mas a que custo? Vale a pena arriscar a permanência na elite, que é a nossa principal fonte de receita e visibilidade, por um sonho que, com o elenco atual, pode se mostrar distante? É uma pergunta difícil e dolorosa. Abandonar uma copa é duro, mas cair para a Série B é o fim do mundo.

A torcida vascaína, que nunca abandona, estará lá, apoiando em cada jogo, seja qual for a competição. Mas a razão precisa falar mais alto que a emoção na sala da diretoria. A quinzena que começa em 16 de julho não é apenas uma sequência de jogos. É o momento que vai ditar se teremos um resto de ano de luta e esperança, ou de desespero e sofrimento. Que as escolhas certas sejam feitas. Pelo Vasco, tudo.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.