QUATRO NOMES NA MIRA! Vasco busca zagueiro ‘xerife’ e esbarra em dificuldades; veja a lista

Com Deossa encaminhado, o Gigante agora corre para achar um zagueiro. Quatro nomes foram sondados, mas a grana (ainda) é curta. Veja a lista e a situação de cada um!

Murilo comemora gol do Palmeiras contra o Sporting Cristal — Foto: Marcos Ribolli

A esperança durou pouco, torcedor…

Mal deu tempo de sonhar. A estreia de Pedro Emanuel no comando do Gigante da Colina veio com o gosto amargo que já conhecemos bem: derrota. O placar de 1 a 0 para o Vitória, nesta quinta-feira (16), no Barradão, não foi só mais um resultado ruim. Foi a fotografia de um time que encerra o primeiro turno do Campeonato Brasileiro exatamente onde a gente mais temia: na lama do Z-4.

O resultado pela 19ª rodada nos jogou para a 17ª colocação. E, mais do que isso, escancarou para o novo comandante português o tamanho do abacaxi que ele tem pra descascar. Os problemas, meu amigo vascaíno, estão por todos os lados do campo.

Uma defesa que é um convite ao desastre

Vamos começar pelo que mais dói: a nossa defesa. Com o gol sofrido lá em Salvador, o Vascão atingiu a marca assustadora de 30 gols sofridos em 19 partidas. Isso mesmo, trinta! A conta nos coloca como a quarta pior defesa de todo o campeonato. É quase uma peneira.

Mas não é só um problema de esquema tático. A fase é tão ruim que as falhas individuais estão virando rotina. Segundo os dados do Sofascore, ninguém no Brasileirão cometeu mais erros que resultaram em gols do adversário do que o nosso time. São OITO erros capitais. Oitavo e mais recente, aliás, aconteceu na estreia de Pedro Emanuel.

Publicidade

Quem estava lá viu: Barros, que deveria ser um homem de confiança, tentou sair jogando, entregou a paçoca de presente e viu Renê, do Vitória, não perdoar. Um erro infantil que custou o jogo e resumiu o nosso primeiro turno. Como vamos subir assim?

E o ataque? Simplesmente desapareceu!

Se você pensa que o problema é só lá atrás, se prepare. O nosso ataque, que até tem números razoáveis na teoria, resolveu tirar férias. Somos o 12º melhor ataque da competição, com 22 gols marcados, mas na prática, o time desaprendeu a balançar as redes.

O jejum é desesperador. Já são três rodadas completas sem um grito de gol sequer. Três jogos, três derrotas, zero gols marcados. A sequência da vergonha é essa aqui:

  • Derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG
  • Derrota por 3 a 0 para o Red Bull Bragantino
  • Derrota por 1 a 0 para o Vitória

Contra o time baiano, a história se repetiu. O Vasco até ficou mais com a bola no segundo tempo, rodou, rodou… e não chegou a lugar nenhum. Volume de jogo que não se transforma em chance clara de gol é posse de bola inútil. O goleiro deles, Lucas Arcanjo, deve ter sido um mero espectador. Não demos um susto sequer.

Publicidade

A missão quase impossível de Pedro Emanuel

O que mais preocupa é a falta de reação. O próprio Pedro Emanuel admitiu em sua análise que o gol sofrido ‘nos abateu’. O time sentiu o golpe e não teve forças para se levantar. Faltou raça, faltou brio, faltou Vasco.

Agora, o treinador português tem uma missão gigantesca nas mãos. Sem tempo para treinar, com o calendário apertado que só o futebol brasileiro proporciona e com a pressão de uma torcida que não aguenta mais sofrer, ele precisa fazer milagre.

Reorganizar a defesa, encontrar o caminho do gol e, principalmente, recuperar a alma de um time que parece perdido em campo. A tarefa é hercúlea. A única certeza é que nós, o povo cruzmaltino, estaremos aqui, sofrendo e apoiando. Mas a paciência, essa sim, está cada vez mais perto do fim. O segundo turno precisa ser o da ressurreição do Gigante. É obrigação!