É pra testar o coração do torcedor! Mais uma vez, no roteiro mais vascaíno possível, o Gigante da Colina foi buscar um resultado que parecia perdido. Em um jogo de altos e baixos, o Vascão arrancou um empate em 2 a 2 contra o Independiente Medellín, na Colômbia, pelo jogo de ida dos playoffs da Copa Sul-Americana. Quando a derrota já era dada como certa, Claudio Spinelli, aos 85 minutos, mostrou o que é ter raça vascaína e mandou a bola para o fundo do gol, deixando tudo igual e trazendo a decisão para o nosso Caldeirão.
A partida foi um verdadeiro alerta. Um desempenho que nos deixa com a pulga atrás da orelha, mas que, no fim das contas, nos enche de esperança. Porque ser Vasco é isso: é acreditar até o último segundo. E foi nesse último suspiro que o Cruzmaltino, com um cruzamento açucarado de Cuiabano, encontrou seu herói improvável na noite.
Um primeiro tempo para se lamentar
Quem viu o início do jogo, viu um Vasco superior. O time do povo tinha a bola, criava as melhores oportunidades e nosso paredão Léo Jardim era um mero espectador. A gente dominava, controlava o jogo fora de casa. Mas, como já virou um costume doloroso, o Vascão vacilou no detalhe.
Em uma jogada de transição rápida dos colombianos, a defesa cochilou. Mena virou o jogo, Loboa fez um corta-luz inteligente e Martegani apareceu totalmente livre nas costas do nosso Puma Rodríguez. O cruzamento encontrou Montaño, que, também sozinho na área, só teve o trabalho de empurrar para as redes. É de doer na alma. Ser melhor em campo e ir para o intervalo perdendo por 1 a 0 é o tipo de coisa que só acontece com o Gigante.
Montanha-russa de emoções na etapa final
A volta para o segundo tempo foi elétrica! Logo no primeiro minuto, o Almirante mostrou que estava vivo. Andrés Gómez achou Cuiabano voando pela esquerda, ele foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Na ânsia de cortar, o zagueiro deles, Joaquín Varela, se atrapalhou todo e marcou contra! 1 a 1! O grito de gol veio com alívio, a esperança se renovou.
Mas a alegria do torcedor vascaíno dura pouco, não é mesmo? Depois do gol, inexplicavelmente, o time recuou. Deu campo para o Independiente Medellín, que cresceu no jogo e começou a pressionar. E o castigo veio da forma mais cruel: em um lance confuso na nossa área, a bola desviou em Cuesta e matou o Léo Jardim. Outro gol contra, mas dessa vez para eles. O 2 a 1 no placar parecia uma punhalada no peito de cada um de nós.
A raça vascaína que nunca morre
A derrota parecia ser o destino. O tempo passava, o desânimo batia. Mas este time tem o DNA do Vasco, a camisa pesa uma tonelada! Aos 85 minutos, quando muitos já desligavam a TV, a mágica aconteceu. Robert Renan, com a frieza de um veterano, fez um lançamento espetacular para Cuiabano.
O nosso lateral, o nome do jogo, invadiu a área como um ponta e cruzou na medida. Lá estava ele, Claudio Spinelli, para finalizar de primeira, sem chance para o goleiro! Um golaço! Um gol de raça, de quem não desiste nunca! O 2 a 2 no apagar das luzes não foi só um empate, foi uma declaração: a vaga será decidida no nosso território.
Agora é no Caldeirão! A decisão é em casa!
O resultado fora de casa, nessas circunstâncias, foi valioso. Agora, a batalha final será na nossa casa, no nosso templo sagrado. A segunda partida contra o Independiente Medellín acontece na próxima quarta-feira, dia 29, em São Januário. Quem vencer, avança para as oitavas de final para encarar o Olimpia.
A convocação está feita, povo cruzmaltino! Precisamos transformar São Januário em um verdadeiro inferno para eles. O time precisa do nosso apoio, da nossa voz, da energia que só a torcida do Vasco sabe transmitir. O desempenho pode ter deixado dúvidas, mas o poder de reação nos deu a certeza de que, juntos, somos imbatíveis em nossa casa. Vamos subir, Vascão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.