O GOLPE VEIO DA EUROPA: NOSSO CRIA NA MIRA DA IMPRENSA
Nação Cruzmaltina, a gente sabe que nome de cria do Vascão rodando o mundo é motivo de orgulho. E quando esse nome é Philippe Coutinho, o coração bate mais forte. Mas nem sempre as notícias são as que a gente quer ouvir. Nesta sexta-feira, o jornal espanhol “Diario AS” jogou um balde de água fria na nossa saudade, ao listar nosso menino entre os grandes jogadores sul-americanos que estão sem clube.
O problema não foi a lista em si, afinal, estar ao lado de gigantes é sempre um reconhecimento. O golpe foi o veredito, a análise fria e cortante dos espanhóis. Para eles, aquele Coutinho mágico, o garoto que saiu de São Januário para dominar a Terra da Rainha, simplesmente… acabou. A publicação foi taxativa ao afirmar que o brasileiro que “encantou toda a Inglaterra” na sua época de Liverpool já não existe mais. É de doer na alma ler uma coisa dessas sobre um talento que vimos nascer.
AQUELE MENINO VALIA R$ 877 MILHÕES
O jornal europeu não poupou detalhes ao relembrar a trajetória do meia. Eles sabem do que falam. Recordaram a passagem inicial pela Inter de Milão, mas foi na Inglaterra que o mundo conheceu o verdadeiro potencial do nosso garoto. O período no Liverpool foi descrito como o auge absoluto, o momento em que ele era um dos melhores do planeta na sua posição.
E foi esse desempenho absurdo que fez o Barcelona abrir os cofres de uma maneira assustadora em 2018. O “Diario AS” fez questão de lembrar o valor: 135 milhões de euros. Na cotação de hoje, isso dá a bagatela de R$ 877 milhões. É dinheiro que não acaba mais, um valor que mostra o tamanho do jogador que ele foi naquele momento. Um cria do Gigante da Colina, valendo quase um bilhão de reais. Orgulho define!
A QUEDA, O RETORNO E A SAÍDA DE SÃO JANUÁRIO
Mas, como nem tudo na vida de vascaíno são flores, a matéria também detalhou a fase difícil. Depois do Barcelona, vieram os empréstimos, a passagem pelo Bayern de Munique e pelo Aston Villa, onde nunca mais reencontrou aquele brilho constante. A carreira deu uma guinada que ninguém esperava.
A reportagem espanhola também citou a passagem pelo futebol do Catar e, claro, o seu retorno para casa, para o Vasco. Foi aqui, no nosso Caldeirão, que a história teve um capítulo recente e amargo. O jornal relembrou que o vínculo com o Almirante foi encerrado em fevereiro deste ano. O motivo? Segundo eles, Coutinho alegou “desgaste mental” por conta das críticas que recebeu. Uma situação complexa, que mostra como a pressão no nosso Vascão é diferente de qualquer lugar do mundo.
UMA LISTA DE GIGANTES SEM RUMO
Para não dizer que a corneta foi só para o nosso lado, o “Diario AS” mostrou que Coutinho está em boa companhia nessa situação de incerteza. A lista de sul-americanos disponíveis no mercado é de respeito e deixa qualquer torcedor sonhando.
Um dos nomes é James Rodríguez, aquele colombiano que brilhou na Copa de 2014 e foi parar no Real Madrid. O jornal lembrou sua passagem apagada pelo rival São Paulo, onde ficou apenas uma temporada. Outro brasileiro na lista é o volante Fabinho. O periódico destacou sua trajetória desde o Real Madrid Castilla, a consolidação no Monaco e o auge no Liverpool de Jürgen Klopp, onde empilhou seis taças. Mesmo depois de três temporadas na Arábia Saudita, pelo Al-Ittihad, ele agora também está livre.
E a lista não para por aí. Nomes como Alexis Sánchez, Edinson Cavani e Mauro Icardi, todos com passagens marcantes pelos maiores clubes da Europa, também figuram como atletas sem contrato. É uma prateleira de luxo, mas que mostra como o futebol é implacável.
E AGORA, COUTINHO?
Ler uma análise tão dura vinda de fora dói, mas também nos faz refletir. Aquele garoto que saiu daqui para ser um dos jogadores mais caros da história do futebol mundial hoje procura um novo caminho. A torcida vascaína, que sempre o acolheu, fica com o coração na mão.
Será que o “Diario AS” está certo? Ou será que ainda existe lenha para queimar e a magia pode ressurgir onde menos se espera? Uma coisa é certa: talento ele tem de sobra. O que o futuro reserva para o nosso cria, só o tempo dirá. Mas a gente, que nunca abandona, fica aqui na torcida para que ele dê a volta por cima e cale os críticos mais uma vez. Afinal, a raça vascaína também é sobre se reerguer.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.