NO SUFOCO! Puma vai de vilão a desastre, Cuesta faz gol contra e Spinelli vira herói na Sula!

Em noite de erros bizarros de Puma e um gol contra de Cuesta, um herói improvável salva o Vascão. Veja a análise completa do empate sofrido na Sula!

Jogadores do Vasco antes da partida contra o Independiente Medellín — Foto: Jaime Saldarriaga/AFP

Um empate com sabor de… Vasco. Só pode ser.

Ah, meu amigo vascaíno. Se te dissessem que o jogo teria um gol contra bizarro, falhas defensivas que dão calafrios e um herói saindo do banco aos 85 minutos pra salvar tudo, você acreditaria? É claro que sim. Porque isso é Vasco. E na noite desta quarta, na batalha contra o Independiente Medellín pela Sul-Americana, o roteiro foi exatamente esse. Um 2 a 2 sofrido, arrancado na raça, que deixa a decisão para o nosso Caldeirão. Mas, meu Deus, como foi difícil.

Não dá pra sair sorrindo. Não depois do que vimos em campo. O time até mostrou coisas boas, mas os erros individuais, ah, esses erros… eles nos assombram. E hoje, alguns jogadores pareciam estar com a camisa do adversário por baixo do nosso manto sagrado. Vamos botar o dedo na ferida, porque aqui é papo de torcedor pra torcedor. Sem passar pano.

Os Vilões da Noite: Quem Quase Entregou a Paçoca?

Vamos começar pelo mais óbvio. A atuação de Puma Rodríguez foi uma das coisas mais dolorosas de se ver com a camisa do Vascão em muito tempo. No primeiro gol deles, o cara foi driblado com uma finta de corpo do tal de Loboa que parecia cena de videogame no modo amador. A avenida que se abriu na nossa defesa foi um presente. E não parou por aí. No ataque, errou passes que meu sobrinho de 8 anos não erra. Uma noite para esquecer. Ou melhor, para não esquecer e garantir que não se repita.

E como desgraça pouca é bobagem, tivemos mais um capítulo da saga “Cuesta e o gol contra”. O zagueiro, que até fazia uma partida razoável, conseguiu a proeza de desviar a bola de canela para dentro do nosso próprio gol. De novo. É uma infelicidade que já está virando rotina, e isso é preocupante demais. A zaga, como um todo, foi um show de horrores. Maicon também esteve mal, inseguro, perdendo na corrida e falhando na cobertura. Foi um setor inteiro batendo cabeça.

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O Herói Improvável e o Protagonista Inesperado

Quando a coisa apertou, quando o desespero já tomava conta da nação cruzmaltina, eis que surge a estrela de quem poucos esperavam. Spinelli. Ele tinha entrado, tentado um chute bizarro de longe que mal saiu do chão, e a gente já pensava “pronto, mais um que não vai dar em nada”. Mas o futebol, meus amigos, é maravilhoso. No apagar das luzes, ele estava lá, no lugar certo e na hora certa, para empurrar a bola pra rede e nos dar o empate. Um gol que não lava a alma, mas que nos mantém vivos. Obrigado, Spinelli. Você salvou a pátria.

E o que dizer de Cuiabano? O lateral foi o resumo do jogo do Vasco: participou dos QUATRO gols da partida. No primeiro gol deles, perdeu a bola no ataque. No segundo, deixou um buraco na defesa. Uma catástrofe. Mas aí, no ataque, ele cruzou para o gol contra de Varela e, no fim, deu a assistência açucarada para o gol salvador de Spinelli. É o caos em forma de jogador. Um dia ele te derruba, no outro ele te levanta. Haja coração!

Raio-X do Gigante: Análise dos Nossos Guerreiros

Uma análise fria, jogador por jogador, pra gente entender o tamanho do problema e quem ainda mostrou alguma raça vascaína em campo.

  • Léo Jardim: Ficou vendido nos gols. No primeiro, não conseguiu fechar o passe; no segundo, não teve o que fazer. No resto do tempo, foi pouco exigido.
  • Puma Rodríguez: Desastre. Foi driblado de forma humilhante no primeiro gol e errou tudo que tentou. Partida para ser esquecida.
  • Maicon: Mais um que esteve mal. Errou passes na defesa, pareceu inseguro e perdeu na corrida para Esneyder Mena no segundo gol colombiano. Só apareceu no fim com o passe que originou o gol de empate.
  • Cuesta: O homem do gol contra de canela. Fazia um jogo ok até a infelicidade que já virou marca registrada. Preocupante.
  • Cuiabano: O cara 4G: participou dos 4 gols. Falhou nos dois do Medellín, mas participou dos dois do Vasco. Uma montanha-russa de emoções.
  • Galdames: Lento e mal na cobertura dos dois gols. Não conseguiu dar ritmo à saída de bola. Outro que ficou devendo.
  • Ramon Rique: Parece fora de sintonia. Errou o tempo de bola e passes que não se pode errar com essa camisa. A pausa da Copa não lhe fez bem.
  • Adson: Teve uma das melhores chances, mas na hora de finalizar, optou por uma trivela displicente. Ajudou muito pouco na marcação.
  • Brenner: Começou bem, se movimentando e criando, mas cansou. Não teve companhia no ataque para finalizar as jogadas que criou.
  • Paulo Henrique: Entrou bem, deu mais qualidade ao meio, mas na hora de cruzar uma bola importante, mandou na arquibancada. Precisa caprichar mais.
  • Rojas e Hinestroza: Entraram e parece que o time piorou. Rojas errou um passe inexplicável. Hinestroza tomou decisões erradas. Entradas muito ruins do nosso técnico.
  • Spinelli: O salvador. Entrou, errou um chute, mas não desistiu. Apareceu como um centroavante nato para empatar e nos dar esperança. Herói da noite!

Agora é no nosso Caldeirão!

O técnico Pedro Emanuel montou um time que, no papel, era superior e até começou melhor. Mas o que adianta ter a bola se a defesa é uma peneira? As substituições de Rojas e Hinestroza foram péssimas, e só não saímos com uma derrota na conta por pura sorte e pela estrela de Spinelli. Fica a lição.

Agora, a batalha é em casa. Em São Januário, o nosso Caldeirão, a história é outra. Com o apoio do povo cruzmaltino, que nunca abandona, vamos ter que jogar o dobro, com a raça que essa camisa exige. Chega de sofrimento. Chega de erros bobos. É hora de mostrar quem é o Gigante da Colina. Pra cima deles, Vascão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.