GOLAÇO DE GÓMEZ SALVA O VASCO DO VEXAME, MAS ATUAÇÃO LIGA ALERTA MÁXIMO!

Um golaço de Andrés Gómez salva o Vasco de um vexame em São Januário, mas atuação com falhas bizarras na defesa liga o sinal de alerta no Gigante.

Vasco e Mirassol em São Januário pelo Brasileirão (Foto: Alexandre Maia/MyPhoto Press/Folhapress)

Um Empate com Sabor de Quê?

São Januário viveu uma noite de sentimentos misturados, daquelas que só o torcedor do Vasco entende. O placar de 1 a 1 contra o Mirassol, pela 20ª rodada do Brasileirão, não reflete o drama que foi a partida. Saímos de campo com um ponto, mas com a sensação de que, se não fosse um lampejo de pura genialidade, a história seria de vexame dentro do nosso Caldeirão.

É difícil comemorar um empate em casa. Mas quando você está perdendo por uma falha bisonha e vê um dos seus guerreiros tirar um coelho da cartola, o alívio se mistura com a raiva. Essa é a vida do povo cruzmaltino, uma montanha-russa de emoções a cada 90 minutos.

Um Primeiro Tempo de Sofrimento e Falha Inaceitável

Quem assistiu aos primeiros 45 minutos sentiu na pele a agonia. Um time apático, sem criatividade, que via o Mirassol jogar com uma tranquilidade assustadora dentro da nossa casa. As chances de gol eram raras, o futebol era pobre e a paciência da torcida, como sempre, foi testada ao limite.

E como diz o ditado, para quem não joga, o castigo vem a galope. Em uma cobrança de escanteio que não tinha nada demais, a bola veio na primeira trave e a nossa defesa simplesmente assistiu. Barros e Pumita Rodríguez, em um lance de total desatenção, bateram cabeça e não conseguiram afastar o perigo. A bola sobrou limpa para Igor Formiga, que só teve o trabalho de desviar de leve, o suficiente para matar nosso goleiro Léo Jardim e abrir o placar. Um gol que nasce de um erro primário, inaceitável para quem veste a camisa do Gigante da Colina. No intervalo, os protestos da torcida foram justos e necessários.

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A Luz no Fim do Túnel: Andrés Gómez, o Nome da Esperança!

A segunda etapa começou com o mesmo roteiro de terror. O time não se encontrava, a impaciência em São Januário era palpável e o fantasma da derrota parecia cada vez mais real. Até que a individualidade falou mais alto. Até que um homem decidiu que não ia aceitar a derrota.

Andrés Gómez, o nome da noite. O atacante, que já vinha sendo o mais perigoso, chamou a responsabilidade. Ele partiu para cima, driblou, tentou, errou, mas não desistiu. E foi recompensado. Ele recebeu a bola e, sem pensar duas vezes, soltou uma bomba, um chute indefensável, no ângulo! Um golaço! Um daqueles gols para lavar a alma, para fazer o estádio explodir e para lembrar a todos que o Vasco é coisa séria!

O gol de Gómez não foi apenas o empate. Foi uma injeção de ânimo, uma faísca de esperança que incendiou o time e a torcida. Foi a prova de que, mesmo na dificuldade, a raça vascaína pode fazer a diferença.

A Coragem (ou Loucura?) de Pedro Emanuel

Com o Caldeirão pulsando, o técnico Pedro Emanuel sentiu o momento. Em uma aposta ousada, ele desmontou o meio-campo, deixando apenas um volante de ofício para segurar as pontas. O Vascão foi para o tudo ou nada, pressionando em busca da virada que seria épica.

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A tática, claro, era arriscada. Ao mesmo tempo que criávamos chances lá na frente, dávamos um espaço enorme para os contra-ataques do Mirassol. O jogo ficou aberto, elétrico. Infelizmente, apesar da pressão e das oportunidades nos minutos finais, a bola teimou em não entrar. O apito final decretou o empate que, pelo contexto, acabou sendo um ponto conquistado na marra.

Os Vilões da Noite: Quem Decepcionou a Torcida?

Se Andrés Gómez foi o herói, é justo apontar quem ficou devendo, e muito. A atuação de alguns jogadores foi abaixo da crítica e comprometeu o resultado. Não podemos fechar os olhos para isso.

  • Barros: Não bastasse a falha grotesca no lance do gol, já tinha dado um susto na torcida ao furar uma bola no início do jogo. Uma noite para esquecer.
  • Pumita Rodríguez: Cúmplice direto no gol sofrido, demonstrou uma desatenção que custou caro. Precisa de mais concentração.
  • Cuiabano: Conhecido pelo bom apoio ao ataque, esteve irreconhecível. Errou lances simples e não conseguiu ser a válvula de escape que o time tanto precisava pela esquerda.

Enquanto isso, vale a menção para Denílson, do Mirassol, que foi um verdadeiro “motorzinho” em campo, mostrando a intensidade que faltou a muitos dos nossos jogadores. Fica de lição. Precisamos de mais do que um lampejo de gênio para sair dessa situação. Precisamos de 11 guerreiros em campo, o tempo todo. Que esse ponto sirva de aprendizado.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.