A política do Vascão ferve mais que o Caldeirão em dia de clássico!
Parece que a paz em São Januário é um sonho distante, torcedor. Quando a gente pensa que os problemas estão só dentro das quatro linhas, os bastidores do nosso Gigante da Colina pegam fogo e mostram que a crise é muito mais profunda. A notícia da vez é um verdadeiro terremoto político: nosso presidente e ídolo, Pedrinho, rompeu de vez com o vice-presidente geral, Renato Brito. A confiança acabou, e uma verdadeira ‘faxina’ foi iniciada na diretoria.
A situação, que já não era boa, azedou completamente na última semana. Depois de quatro diretores serem demitidos, a caneta de Pedrinho pesou ainda mais. Dois desses diretores, Felipe Carregal e Sílvio Almeida, também foram exonerados do Conselho de Governança, Integridade e Compliance (CGIC), um órgão que deveria ser o pilar da seriedade na gestão. O próprio Renato Brito, que era o VP geral, foi totalmente escanteado de suas funções administrativas. É racha, é crise, é o Vasco sendo Vasco até na política.
A ‘faxina’ na diretoria: quem saiu e quem entrou?
Vamos aos nomes para o povo cruzmaltino entender a dimensão do furacão. A guilhotina não poupou ninguém que era visto como dissidente. Além das saídas de Felipe Carregal e Sílvio Almeida do CGIC, o próprio presidente do conselho, Manoel Cordeiro, que já tinha pedido para sair, foi oficialmente exonerado.
Para o seu lugar, quem assume interinamente é Marcelo Macedo, o VP de relacionamento com a SAF, mais conhecido pela torcida como Tangerina. É uma mudança drástica que centraliza ainda mais o poder nas mãos do grupo político que apoia o presidente Pedrinho. A mensagem é clara: quem não está 100% alinhado, está fora do barco.
O ‘Grupo da Discórdia’ e os prints que botaram fogo no parquinho
Mas o que causou essa implosão? A origem do caos tem nome e sobrenome: um grupo de WhatsApp chamado “G5 – CRVG”. Segundo as apurações do ge, esse grupo, que contava com Renato Brito e outros quatro diretores que já foram exonerados, era visto pela cúpula da gestão como um ninho de dissidentes.
A bomba estourou de vez com o vazamento de prints de conversas do grupo. As mensagens teriam sido trocadas logo após o afastamento de Pedrinho pela Justiça, um dos momentos mais conturbados da nossa história recente. Nos prints, publicados inicialmente pelo jornalista Cauê Rodrigues, Renato Brito comentava sobre um relatório que Samantha Longo, a interventora nomeada na época, enviaria ao juizado sobre a situação da nossa SAF.
Para a diretoria de Pedrinho, não teve conversa. O episódio foi visto como um movimento contra o presidente, uma articulação nas sombras. O resultado foi o rompimento total e a perda de qualquer influência de Renato Brito dentro do clube.
‘Me sinto injustiçado’: A defesa do vice-presidente
Procurado pela reportagem do ge, Renato Brito se defendeu e deu sua versão dos fatos. Ele alega que a história não é bem assim e que se sente vítima de uma injustiça. Nas palavras do próprio vice-presidente, a situação é bem diferente.
“O print está descontextualizado, como eu já disse. O grupo existe desde agosto de 2025 e tratava de temas da gestão do CRVG. Meu celular está à disposição, como falei a todos, sobre isso e outros temas. Tudo que discordava, sinalizei ao Presidente (a quem tenho muito apreço e carinho), de forma reservada e institucional. Nunca fui ouvido sobre o tema e me sinto injustiçado, mas sigo à disposição”, afirmou Brito.
Apesar do desabafo e da alegação de que sempre foi leal, a decisão da gestão de Pedrinho já estava tomada. A confiança, uma vez quebrada, parece impossível de ser restaurada nos corredores de São Januário.
E a reforma de São Januário? O sonho do Caldeirão moderno fica pra quando?
No meio de toda essa briga de poder, quem sofre é o sonho da torcida vascaína. Renato Brito era um dos líderes do projeto de reforma de São Januário, e com seu afastamento, o futuro do nosso novo estádio fica ainda mais incerto. A responsabilidade agora passa para um novo conselho, que conta com nomes como Alan Belaciano (presidente da Assembleia Geral), Thiago Nascimento (assessor da presidência) e Gustavo Rabelo (VP de tecnologia).
A verdade nua e crua é que o projeto não teve avanços significativos nos últimos meses. As obras estão paradas, na dependência da venda do potencial construtivo. Enquanto os engravatados brigam, o nosso Caldeirão envelhece, esperando por uma modernização que nunca chega. É de doer o coração.
Para piorar o cenário de incertezas, o orçamento para a revitalização do nosso estádio disparou. O que antes era previsto em R$ 500 milhões, agora já tem uma nova estimativa de R$ 800 milhões. O motivo, segundo apurado, é a correção dos valores da construção civil, já que o projeto original é antigo. Mais dinheiro, mais dependência de burocracia e, agora, uma crise política para atrapalhar ainda mais. Ser vascaíno, meus amigos, é ser forte. Que essa guerra nos bastidores acabe logo e o foco volte a ser o que realmente importa: o Club de Regatas Vasco da Gama.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.