É GUERRA EM SÃO JANUÁRIO!
Chegou a hora, nação cruzmaltina! Nesta quarta-feira (29), às 19h, o nosso Caldeirão de São Januário vai ferver. Não é apenas um jogo, é uma decisão. É a partida que vale a vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana contra o Independiente Medellín. Depois do empate amargo por 2 a 2 lá na Colômbia, a conta é simples: vencer ou vencer. Um novo empate leva a decisão para o drama dos pênaltis, e ninguém aqui quer passar por esse sofrimento.
E para botar mais pimenta nessa decisão, o comentarista Jailson Vilas Boas, da ESPN, fez uma análise precisa do que o Gigante da Colina precisa fazer para sair com a classificação. O recado é direto e serve de alerta para o time e para nós, torcedores: é um jogo de ‘erro zero’.
AQUELE 2 A 2 QUE FICOU ENTGASGADO
Quem assistiu ao primeiro jogo sabe do que Jailson está falando. O Vascão não se acovardou na casa do adversário. Pelo contrário, mostrou personalidade, controlou boa parte do jogo e teve a bola nos pés. O resultado de 2 a 2 fora de casa, em teoria, não é ruim. Mas a sensação que ficou para todo vascaíno foi a de que poderíamos ter voltado com uma vitória na bagagem.
“O Vasco fez um bom primeiro jogo. Empatou fora de casa, que é um resultado importante em uma eliminatória sul-americana, mas poderia até ter vencido”, cravou o comentarista. O problema, como sempre parece nos assombrar, foram os detalhes. “Controlou boa parte das ações, teve posse de bola, mas acabou sendo castigado por erros que resultaram nos dois gols do Independiente Medellín”, completou Jailson. É a velha história: a gente joga, mas vacila em momentos cruciais. Chega disso, Vascão!
A FÓRMULA DE PEDRO EMANUEL: RAMON HIG E MEIO REFORÇADO?
Então, como evitar esses vacilos e garantir a vaga? O comentarista da ESPN aponta um caminho que pode ser a chave para o sucesso do Almirante. A solução pode estar na repetição de uma fórmula que deu certo recentemente, na vitória sobre o Mirassol.
A grande expectativa, segundo Jailson Vilas Boas, é se o técnico Pedro Emanuel manterá a aposta em um meio-campo mais parrudo, com três volantes, e a presença do jovem Ramon Hig entre os onze iniciais. Essa formação, na visão do analista, deu um novo equilíbrio ao time.
“Fica a expectativa para saber se ele vai repetir essa formação, com três jogadores no meio. Foi assim que, na minha visão, o Vasco apresentou um rendimento melhor. É uma alternativa que pode dar mais equilíbrio para um confronto tão decisivo”, analisou. Será que o nosso comandante vai ouvir a voz da razão (e do bom futebol) e mandar a campo um time mais protegido e pronto para a batalha que será esse jogo?
A PRESSÃO DO CALDEIRÃO: NOSSA ARMA E NOSSO RISCO
Jogar em São Januário é o nosso maior trunfo. A torcida vascaína, essa gente que nunca abandona, vai empurrar os 90 minutos. Mas essa força também pode se virar contra nós se o time não corresponder. Jailson Vilas Boas foi cirúrgico ao tocar nesse ponto sensível.
“É um jogo de erro zero. Se o Vasco não conseguir abrir o placar cedo ou cometer algum vacilo, a pressão da torcida pode aumentar bastante”, alertou o comentarista. É a mais pura verdade. A ansiedade está à flor da pele. Existe uma cobrança gigantesca pela primeira vitória do técnico Pedro Emanuel e, claro, pela classificação que é nossa obrigação.
Ainda assim, o sentimento é de confiança. O próprio analista acredita no potencial do nosso elenco. “Ainda assim, acredito que o Vasco tem time para avançar”, finalizou. E nós também acreditamos! Temos time, temos camisa e temos a torcida mais apaixonada do mundo. É fazer o simples, jogar com a raça vascaína que conhecemos e não cometer os erros que nos custaram caro na Colômbia. A vaga é nossa! Pra cima deles, Gigante!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.