VAZOU O CONTRATO! Nike não pagará valor fixo ao Vasco e royalties geram polêmica; veja os números!

Sem um centavo de valor fixo, o novo contrato do Vasco com a Nike depende da força da torcida para dar lucro. Entenda os detalhes polêmicos do acordo vazado!

Camisa Vasco, Nike — Foto: Matheus Lima/Vasco

Sem grana fixa no bolso: A aposta arriscada do Gigante

É isso mesmo que você leu, torcedor vascaíno. O novo e badalado acordo com a Nike, que vestirá o Almirante a partir de 2026, tem detalhes que fazem qualquer um coçar a cabeça. Segundo informações apuradas pelo portal ge, que teve acesso ao contrato, o Vascão não receberá NENHUM valor fixo da gigante americana. Zero. Nadinha.

A notícia caiu como uma bomba em São Januário. Em vez de um pagamento garantido, como é comum no mercado, nosso futuro financeiro com a fornecedora dependerá exclusivamente da venda de produtos e de bônus por performance. Ou seja: a responsabilidade de fazer esse contrato ser lucrativo foi jogada, mais uma vez, nas costas da torcida.

O acordo, assinado em 9 de maio de 2025 e válido até 2032, coloca o Vasco numa situação de risco. Se a gente não comprar, o clube não ganha. É uma aposta alta na força do povo cruzmaltino.

Quanto o Vasco ganha por camisa vendida? A tabela da discórdia

A remuneração principal virá dos royalties, que é uma porcentagem sobre cada produto vendido. E aqui, a coisa fica ainda mais complicada. A tabela é progressiva, o que significa que quanto mais vendemos, maior a nossa fatia. Mas a comparação com outras propostas acende um alerta.

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Confira os valores exatos que o Gigante da Colina vai receber, segundo o contrato vazado:

  • Até 200.000 peças vendidas: 12% de royalties
  • De 200.001 a 300.000 peças: 14% de royalties
  • De 300.001 a 500.000 peças: 16% de royalties
  • Acima de 500.000 peças vendidas: 18% de royalties

O problema? O ge apurou que as concorrentes ofereciam royalties entre 18% e 20% já numa projeção de 400 mil peças. Com a Nike, só chegaremos aos 18% se a torcida vascaína, sozinha, comprar mais de MEIO MILHÃO de itens. É um desafio e tanto.

Bônus por título: A ‘mixaria’ para as meninas e a esperança nos homens

A outra fonte de renda são os bônus por conquistas. Se o time masculino brilhar em campo, uma grana entra nos cofres. Mas, para ser sincero, os valores não são de encher os olhos para um clube com a nossa grandeza.

Veja os valores de premiação para o futebol profissional masculino:

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  • Campeonato Carioca 1ª Divisão: R$ 100.000
  • Copa do Brasil: R$ 500.000
  • Campeonato Brasileiro Série A: R$ 1.000.000
  • Copa Sul-Americana: R$ 750.000
  • Copa Libertadores: R$ 1.500.000
  • Mundial de Clubes: R$ 2.000.000

Agora, o que chama a atenção de forma negativa é a premiação destinada ao nosso futebol feminino. Em caso de título do Carioca da 1ª divisão, a única previsão de bônus é de apenas R$ 50 mil. É um valor que não condiz com a luta e a importância das nossas guerreiras.

Guerra interna: Acordo com a Nike rachou a diretoria

Como se não bastasse a polêmica dos números, a reportagem do ge revela que a escolha pela Nike causou uma verdadeira divisão nos bastidores do Vascão. Uma parte da diretoria de Pedrinho defendia a marca americana pelo status e posicionamento de mercado que ela oferece.

Contudo, outra corrente, envolvendo gente da SAF e do clube associativo, batia o pé pela proposta da Puma. O motivo? A oferta da marca alemã era considerada financeiramente superior. Ou seja, colocaria mais dinheiro no nosso bolso.

O que os outros ofereceram? Puma tinha oferta melhor e foi para o rival

A briga interna fica ainda mais dolorosa quando olhamos os números das concorrentes. A Puma, que tinha a melhor proposta financeira, acabou fechando com o Fluminense depois que o Vasco optou pela Nike.

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Em termos de luvas (aquele dinheiro inicial pago na assinatura), a diferença era gritante. Segundo o ge, a Mizuno ofereceu R$ 300 mil, a Kappa R$ 500 mil, a Diadora R$ 1 milhão e a própria Puma, R$ 500 mil. O contrato com a Nike, lembre-se, não prevê valor fixo. A aposta foi 100% na marca e na venda.

No fim das contas, a diretoria fez uma escolha. Uma escolha que abre mão de dinheiro garantido em troca de um status e de uma aposta na força da nossa torcida. Procurado pelo ge, o Vasco não quis comentar o assunto. Agora, cabe a nós, fiéis do Gigante, decidirmos se essa aposta vai valer a pena. A camisa é linda, mas o preço da paixão nunca foi tão literal.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.