EMPATE COM GOSTO DE BATALHA: GIGANTE SEGURA O 0 A 0
Tem empate que tem gosto de derrota. Outros, de vitória. O 0 a 0 do Vascão contra o Fluminense, no primeiro jogo das oitavas da Copa do Brasil, teve gosto de… esperança. Uma esperança que tem nome e sobrenome: Léo Jardim. Nosso paredão fechou o gol, operou milagres e garantiu que a decisão ficasse completamente aberta para o jogo de volta. Foi sofrido, foi na raça, mas o Gigante da Colina mostrou que está mais vivo do que nunca na briga.
A primeira batalha no Maracanã terminou sem gols, mas com muita história pra contar. Agora, é tudo ou nada na próxima quarta-feira (5), às 21h30 (de Brasília), novamente no Maraca. Quem vencer, leva a vaga para as quartas de final. E pode ter certeza, o povo cruzmaltino vai empurrar nosso time até o último segundo.
NOSSO PAREDÃO LÉO JARDIM: O HERÓI DA NOITE!
Se o placar não saiu do zero, o principal responsável veste a camisa 1 do Vasco. Léo Jardim foi, sem exageros, o melhor em campo pelo nosso lado. Em um jogo tenso, onde qualquer erro poderia ser fatal, ele foi a segurança que a gente precisava lá atrás.
O momento que fez o coração de todo vascaíno parar – e depois explodir de alívio – foi no segundo tempo. John Kennedy, atacante deles, saiu cara a cara com nosso goleiro. O grito de gol do rival já estava entalado na garganta, mas Léo se agigantou, esticou-se todo e fez uma defesa monumental, daquelas que valem um ingresso. Não foi a única, ele fez pelo menos duas intervenções cruciais que nos mantiveram no jogo. É isso que a gente espera de um goleiro do Vascão: raça e decisão. Monstro sagrado!
A CHANCE QUE NÃO ENTRA E O “QUASE” QUE DÓI
Ah, o futebol… Enquanto Léo Jardim salvava tudo lá atrás, na frente tivemos a chance de ouro para sair com a vitória. E que chance! A bola do jogo, aquela que poderia mudar tudo, caiu na cabeça de Tchê Tchê. Sozinho, livre, na marca do pênalti, praticamente dentro da pequena área… ele cabeceou para fora.
É de arrancar os cabelos, de se perguntar “por quê?”. Numa partida tão amarrada, um lance desses é fatal. Mas a gente sabe que faz parte. É o sofrimento que nos une. Não vamos crucificar o jogador. Vamos apoiar, porque temos certeza que na próxima oportunidade, ele não vai perdoar. A raiva da hora dá lugar à esperança para o próximo confronto.
QUEM FOI BEM, QUEM FOI MAL: ANÁLISE DOS GUERREIROS
Além do nosso herói Léo Jardim, é preciso analisar o desempenho do time. Infelizmente, nem todos tiveram uma noite inspirada. O colombiano Andrés Gómez, por exemplo, não conseguiu se encontrar no jogo. Segundo os números, ele perdeu a posse de bola por incríveis 18 vezes. Para um clássico decisivo, é um número que liga o alerta. Não foi efetivo nem nos passes, nem nos dribles. Esperamos muito mais dele.
Do lado do Fluminense, o zagueiro Ignácio foi o destaque deles, com 12 contribuições defensivas, o que mostra como foi difícil furar o bloqueio. Já o meia Lucho Acosta, que costuma dar trabalho, esteve apagado e foi substituído no segundo tempo, para nosso alívio.
Para apimentar ainda mais o clima de clássico, o atacante deles, Agustín Canobbio, saiu no intervalo reclamando muito do árbitro Ramon Abatti Abel. De acordo com o jogador, o juiz “fala mal e te olha igual a um maluco”. A pressão está em todos os lados!
TUDO OU NADA NA QUARTA-FEIRA: A GUERRA CONTINUA
O primeiro capítulo terminou. Sem vencedores, sem vencidos. A decisão ficou para o jogo da volta. O Vascão precisa de uma vitória simples para avançar no tempo normal. Qualquer novo empate, por qualquer placar, leva a decisão para a dramática disputa de pênaltis. E aí, meu amigo, é coração na mão e fé em São Januário e no nosso paredão Léo Jardim.
A torcida vascaína, que nunca abandona, tem um papel fundamental. Vamos transformar o Maracanã em nosso Caldeirão na próxima quarta. A vaga é possível, é palpável. Vamos pra cima deles, Gigante!
✅ FICHA TÉCNICA DA BATALHA
- Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final (jogo de ida)
- Jogo: Vasco 0 x 0 Fluminense
- Data e Horário: Sábado, 1º de agosto, às 17h30 (de Brasília)
- Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
- Arbitragem: Ramon Abatti Abel (SC)
- Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Rafael da Silva Alves (RS)
- VAR: Wagner Reway (SC)
- Cartões Amarelos: Andrés Gómez (VAS), Canobbio (FLU), Spinelli (VAS) e Lucho Acosta (FLU)
- Cartões Vermelhos: Nenhum
Escalação do Vasco (Técnico: Pedro Emanuel)
- Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan e Cuiabano; Jair, Tchê Tchê e Ramon Rique (Rojas); Adson (Nuno Moreira), Andrés Gómez e David (Spinelli).
Escalação do Fluminense (Técnico: Luis Z…)
A fonte não forneceu a escalação completa do adversário.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.