A CONTA NÃO FECHA! Sozinho, Vegetti fez quase o mesmo que todo o ataque do Vasco em 2026

A matemática da saudade! Sozinho, Pablo Vegetti produziu em 2025 quase o mesmo que todo o ataque milionário do Vasco em 2026. A conta não fecha!

Spinelli se lamenta durante jogo entre Vasco e Bragantino pelo Brasileirão (Foto: Peter Ilicciev/Agencia Enquadrar/Folhapress)

A Saudade do Pirata e a Seca de Gols

Tem coisas que só acontecem com o Vasco da Gama, e a matemática do nosso ataque em 2026 é uma delas. É de doer o coração do torcedor cruzmaltino olhar para os números e sentir a falta de um matador de verdade. A reformulação do nosso setor ofensivo, que deveria trazer alegrias, virou um pesadelo de gols perdidos e saudade. E essa saudade tem nome e sobrenome: Pablo Vegetti.

A comparação é brutal e expõe a ferida do Gigante. Sozinho, o nosso Pirata, até 4 de agosto de 2025, havia marcado 21 gols em 38 jogos como titular, segundo dados do Sofascore. No total daquela temporada, foram 27 bolas na rede. Agora, segure-se na cadeira: todo o nosso elenco de atacantes em 2026, somado, balançou as redes apenas 22 vezes. Sim, você leu direito. Um homem, Pablo Vegetti, produziu praticamente o mesmo que um setor inteiro um ano depois. É de chorar.

O Desmanche de um Ataque que Funcionava

Não dá pra falar do presente sem lembrar como chegamos a este fundo do poço. A diretoria viu (ou deixou) o nosso poder de fogo escorrer pelos dedos. Primeiro, o próprio Vegetti, nosso artilheiro implacável com seus 27 gols em 2025, foi negociado com o Cerro Porteño, do Paraguai. Uma perda que, hoje, se mostra irreparável.

Como se não bastasse, perdemos a juventude e o talento de Rayan, cria nossa, que marcou 20 gols na mesma temporada e foi vendido ao Bournemouth, da Inglaterra. Para completar o desastre, o maestro Philippe Coutinho, que contribuiu com 11 gols, rescindiu seu contrato amigavelmente. Em um piscar de olhos, o Vascão perdeu seus três principais protagonistas ofensivos. O resultado? Um ataque anêmico e uma torcida órfã de gols.

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Apostas que (Ainda) Não Vingaram

Para tentar tapar o buraco deixado por esses gigantes, a diretoria foi ao mercado. O primeiro grande investimento foi em Brenner, comprado da Udinese por uma bolada de 5 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões na época). A contratação foi um pedido do então técnico Fernando Diniz, mas a troca no comando parece ter atrapalhado os planos.

O camisa 20, até agora, não justificou um centavo do investimento. Em 26 partidas, uma eternidade para um centroavante, Brenner marcou míseros três gols, deu uma assistência e, para piorar, desperdiçou dois pênaltis. A paciência do povo cruzmaltino está no limite.

Outro que chegou foi o argentino Claudio Spinelli, vindo do Independiente del Valle. Apesar de ser o artilheiro do time na temporada, seus números não empolgam: são apenas seis gols em 25 jogos. Ele até mostra alguma vontade, mas alterna bons momentos com atuações apagadas, sem nunca se firmar como o homem-gol que tanto precisamos.

A soma de tudo isso é um ataque com apenas 22 gols, sendo que só 11 deles foram de centroavantes. É a receita perfeita para o sofrimento que estamos vivendo, especialmente com clássicos pesados pela frente, como o duelo contra o Fluminense pela Copa do Brasil.

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Olho no Mercado: A Busca Desesperada por um Matador

Diante do fracasso evidente, parece que a diretoria finalmente acordou. O clube voltou ao mercado em busca de soluções, e o nome da vez é Facundo Colidio, atacante do River Plate. Ele é um jogador versátil, que pode atuar tanto centralizado quanto pelos lados, o que poderia dar mais opções ao nosso comando técnico.

A informação que corre nos bastidores é que o Vasco não vai parar por aí e a tendência é que o clube contrate mais dois jogadores para o ataque. Será que agora vai? Será que finalmente teremos alguém capaz de chamar a responsabilidade e fazer o que se espera de um atacante do Gigante da Colina: colocar a bola para dentro?

A torcida vascaína, que nunca abandona, segue na arquibancada e no sofá, sofrendo e apoiando. Mas não aguentamos mais essa seca. Precisamos de gols. Precisamos de um novo Pirata. A esperança é a última que morre, mas ela está sendo testada ao extremo. Que os próximos capítulos dessa novela tenham um final feliz, pelo bem do nosso Vascão.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.