O Gigante tem um trunfo na manga para o clássico
É dia de decisão, nação cruzmaltina! Nesta quarta-feira (5), o coração vai bater mais forte. É Vasco da Gama contra o Fluminense, valendo uma vaga preciosa nas quartas de final da Copa do Brasil. E em um jogo de vida ou morte como esse, o Gigante da Colina não aposta apenas na raça dos nossos guerreiros em campo. Temos um trunfo no banco, uma arma secreta com nome e sobrenome: Pedro Emanuel.
Pode parecer que o nosso comandante português, em seu sexto jogo à frente do Vascão, ainda é uma novidade. Mas a verdade, meu amigo vascaíno, é que esse homem é um especialista, um verdadeiro predador quando o assunto é competição mata-mata. E o histórico dele é de botar respeito em qualquer adversário.
Os quatro títulos que Pedro Emanuel levantou em sua carreira vieram exatamente nesse formato: jogos eliminatórios, onde não há espaço para vacilar. É tudo ou nada. E se tem alguém que sabe jogar esse jogo, é o nosso treinador. Essa experiência em confrontos decisivos é o que nos enche de esperança para calar o Maracanã.
A façanha que parou Portugal: o milagre da Académica
Para entender a mentalidade vencedora do nosso comandante, precisamos voltar no tempo. Temporada 2011/12, Portugal. Em seu primeiro trabalho como técnico principal, Pedro Emanuel assumiu a modesta Académica. E o que ele fez? Simplesmente o impensável.
Ele pegou um clube que amargava um jejum de 73 anos sem um único título nacional e o levou à glória na Taça de Portugal. Foi apenas a segunda taça da história do clube de Coimbra, um feito que ecoa até hoje por lá. Isso te lembra alguma coisa? Um gigante adormecido, esperando para despertar? Pois é.
A campanha foi digna de filme. Começou com uma goleada de 4 a 0 sobre o Oriental, mas o capítulo que entrou para a história veio logo depois. A Académica de Pedro Emanuel encarou o todo-poderoso Porto, então campeão português, e aplicou um sonoro e inesquecível 3 a 0. Derrubaram um gigante, na raça e na tática. A caminhada continuou com vitórias sofridas, mostrando a resiliência que a gente tanto preza:
- Oitavas de final: Superou o Leixões por 2 a 1.
- Quartas de final: Venceu o Desportivo das Aves por 1 a 0.
- Semifinais: Bateu a Oliveirense fora por 1 a 0 e segurou um empate heroico por 2 a 2 em casa.
Na grande final, no lendário Estádio Nacional do Jamor, o adversário era outro gigante, o Sporting. Mas o time de Pedro Emanuel não se intimidou. Com um gol relâmpago de Marinho, logo aos quatro minutos de jogo, a Académica se fechou, lutou como nunca e garantiu o título histórico com uma vitória por 1 a 0. É esse espírito de Davi contra Golias que queremos ver no nosso Vascão!
Rei das Copas: a dobradinha no Chipre
E quem pensa que foi sorte de principiante, se engana redondamente. Depois da façanha em Portugal, Pedro Emanuel foi para o Chipre e continuou sua saga de colecionador de taças em mata-mata. No comando do Apollon Limassol, ele mostrou que o seu método funciona.
Na temporada 2015/16, ele levou o time ao título da Taça do Chipre, superando o Omonia na grande final. Mais um troféu eliminatório para a conta, garantindo ao clube não apenas a glória, mas uma vaga em competições europeias. O homem sabe o caminho das pedras.
Para não deixar dúvidas, no início da temporada seguinte, a 2016/17, veio mais uma conquista. Disputando a Supertaça do Chipre contra o APOEL, o campeão nacional, o Apollon de Pedro Emanuel venceu novamente. Dois títulos em sequência, ambos em formato de decisão. Mesmo deixando o clube no meio daquela temporada, ele deixou sua marca: a de um técnico copeiro, especialista em jogos grandes.
A esperança do povo cruzmaltino
Esse histórico não é apenas um monte de estatísticas. É um recado. É a prova de que nosso comandante sabe armar um time para ser letal em 90 minutos. Ele sabe transformar um time desacreditado em uma máquina de vencer decisões. E é exatamente disso que o Vasco da Gama precisa agora.
Contra o Fluminense, não somos os favoritos para a mídia. Mas e daí? Nunca fomos. O Vasco é coisa séria, é time do povo, forjado na adversidade. E ter um líder no banco que já calou estádios, derrubou campeões e encerrou jejuns de décadas nos dá o direito de acreditar. A torcida vascaína, que nunca abandona, vai jogar junto. Que o espírito copeiro de Pedro Emanuel contagie nossos jogadores. Pra cima deles, Vascão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.