O choro é livre no Maracanã!
Que noite, torcida vascaína! Que noite! Há coisas que só o futebol proporciona, e ver o desespero estampado no rosto do rival não tem preço. Na noite desta quarta-feira, o Gigante da Colina foi ao Maracanã, calou a torcida tricolor e carimbou a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil com uma autoridade que há muito não se via. E o melhor de tudo? Enquanto celebramos nossos heróis, eles caçam um culpado: o próprio técnico, Luís Zubeldía. É de chorar… de rir!
O placar de 3 a 1 foi um massacre tático e técnico. Depois de um 0 a 0 amarrado no jogo de ida, o Vascão mostrou quem manda. E nas redes sociais, a torcida do Fluminense não perdoou. Para eles, a conta da eliminação caiu inteirinha no colo do treinador argentino. De nossa parte, só podemos mandar um sincero ‘parabéns’ e um ‘muito obrigado’, professor Zubeldía!
Um Vascão de raça e um rival perdido em campo
Desde o primeiro minuto, ficou claro que só um time queria jogar futebol. A estratégia do nosso técnico Pedro Emanuel foi simplesmente perfeita. Uma pressão alta, sufocante, que não deixava o time deles respirar. A saída de bola tricolor virou um pesadelo para eles e uma fonte de oportunidades para nós.
Não demorou para o Gigante mostrar suas garras. Thiago Mendes, duas vezes, e Andrés Gómez chegaram perto de abrir o placar, mostrando que o gol era questão de tempo. E ele veio. Ah, como veio! Dos pés de Brenner, que fez valer a famosa e implacável ‘Lei do Ex’. Um chutaço de longe, que ainda contou com um desvio providencial para encobrir o goleiro Fábio e morrer no fundo da rede. Um gol com a assinatura da justiça!
Enquanto o Vascão empilhava chances, o que fazia o Fluminense? Absolutamente nada. O time deles foi uma nulidade completa no primeiro tempo. Para se ter uma ideia da nossa superioridade, o primeiro chute deles no alvo só aconteceu aos 45 minutos, com John Kennedy, para uma defesa mais do que tranquila do nosso paredão Léo Jardim. Foi um passeio.
Brenner: O gigante voltou a sorrir!
Se a noite foi de festa, o mestre de cerimônias foi Brenner. O atacante, que vinha sendo cobrado, mostrou a que veio e calou os críticos com uma atuação de gala. O primeiro gol já havia sido uma pintura, mas o segundo foi a prova da raça vascaína.
No segundo tempo, o rival até tentou esboçar uma reação, principalmente com Canobbio, mas quem tem estrela brilha. Andrés Gómez, outro monstro em campo, fez uma jogadaça pela direita e cruzou rasteiro. Como um verdadeiro centroavante, Brenner se antecipou ao zagueiro Ignácio e tocou para o gol. Era o segundo dele, o segundo do Vascão. O Maracanã era nosso!
Esse gol teve um sabor especial. O nosso camisa 9 não balançava as redes há quase quatro meses! O último gol havia sido no dia 14 de abril, contra o Audax Italiano. Que essa noite sirva para lavar a alma e mostrar que Brenner tem, sim, a camisa do Vascão para honrar!
Caixão fechado e vaga garantida!
Com 2 a 0 no placar, o desespero tomou conta do lado de lá. Eles foram para o tudo ou nada, e a gente sabe como essa história termina. Aos 32 minutos, em um lance isolado, Martinelli aproveitou um cruzamento do lateral Hulk e diminuiu. Por um momento, tentaram criar uma pressão, mas este Vasco é diferente. Este Vasco é guerreiro.
Nossa defesa se portou como uma muralha, e o time soube sofrer quando preciso. A recompensa veio no último lance, para coroar a classificação com chave de ouro. Com o rival todo no ataque, o contra-ataque foi mortal. E coube a Puma Rodríguez, o nosso uruguaio raçudo, fechar o caixão. 3 a 1. Fim de papo. Vaga no bolso.
Enquanto a nossa torcida canta e vibra, a deles procura respostas. Encontraram em Zubeldía o bode expiatório perfeito. Para nós, vascaínos, fica a certeza de uma noite histórica, de uma vitória com a cara do Vasco e a esperança renovada. Seguimos firmes na Copa do Brasil. Porque o Vasco é coisa séria!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.