JAIR JOGA POR TODOS! Mas David e Hinestroza afundam o Vascão em empate amargo contra o Bahia!

Em noite de luta e frustração contra o Bahia, Jair brilhou como um leão, mas as falhas de David e Hinestroza custaram a vitória ao Gigante.

Jogadores do Vasco contra o Bahia — Foto: Márcio José/AGIF

Um Gigante de duas caras: a raça e a decepção

Tem noite que o torcedor vascaíno sai de campo com o coração dividido. Foi assim contra o Bahia, pela 22ª rodada do Brasileirão. De um lado, o orgulho de ver um time que luta, que se entrega e que não se abala nem com as piores marés. Do outro, a frustração de ver a vitória escapar por detalhes, por erros individuais que doem na alma. O empate não foi de se jogar fora, dadas as circunstâncias, mas fica aquele gosto de que dava pra mais. E muito disso se explica quando olhamos nome por nome.

Vimos um time com a cara do Vasco, competitivo e organizado mesmo perdendo peças importantes. O técnico Pedro Emanuel teve que se virar nos trinta, já sem Nuno Moreira e Andrés Gómez, e ainda viu Cuesta e Brenner saírem machucados. Mesmo assim, o padrão se manteve. Isso é raça vascaína. Mas, infelizmente, nem toda a raça do mundo compensa atuações que simplesmente não podem acontecer com a nossa camisa.

Jair: O Leão do Meio-Campo que Jogou por Onze

Se todo jogador do Vasco tivesse a entrega de Jair, a história seria outra. Que partida monstruosa do nosso volante! Onipresente, ele foi o verdadeiro dono do meio-campo. Desarmou, construiu, apareceu na frente e ainda salvou lá atrás com um corte providencial antes que a bola chegasse em Willian José. Foi a alma do time.

Jair correu até a última gota de suor, sendo substituído no final visivelmente exausto. É esse tipo de jogador que a gente quer ver vestindo nosso manto sagrado. Um guerreiro que entende o peso da Cruz de Malta no peito. Ao lado dele, Tchê Tchê também fez um jogo muito consistente, sendo um pilar tanto na defesa quanto no ataque, e ainda tomou um amarelo que só o juiz entendeu. O meio-campo, com esses caras, foi o coração pulsante do Gigante.

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A Muralha Ferida: Defesa Segura, mas Paga Caro

Nossa defesa não foi vazada, e isso é um mérito gigantesco. Léo Jardim, nosso paredão, quase não foi exigido, tirando um susto monumental num recuo de bola de Robert Renan que fez o coração de todo vascaíno parar por um segundo. Mas o zagueiro, no geral, teve uma boa atuação, inclusive com um lançamento primoroso para David no lance de um dos gols anulados.

O grande destaque negativo aqui foi a lesão. Cuesta, nosso xerife, vinha fazendo uma partida impecável. Cortou uma bola de Luciano Juba que tinha endereço certo e era primordial na organização da zaga. Infelizmente, sentiu dores nesse lance e teve que sair no intervalo. Uma perda imensa. Barros, que entrou, fez um jogo regular, mas também deu sua ‘pixotada’ no fim, felizmente sem maiores consequências. A zaga segurou o rojão, mas saiu ferida da batalha.

Pelas laterais, uma história de altos e baixos. O lado direito com Léo Mendes funcionou bem no início, com boas triangulações. Mas ele caiu de produção e, pior, tomou um amarelo que o tira do próximo jogo. Uma ausência sentida. Cuiabano, que entrou no fim, deu a sustentação necessária.

O Ataque que Não Aconteceu: David e Hinestroza, a Dupla do ‘Quase’

E aqui, torcedor, é onde a porca torce o rabo. É inadmissível o que aconteceu no nosso ataque. David foi o retrato da frustração. Teve a proeza de estar impedido em DOIS lances que terminaram em gol para o Vasco. Um de Adson e outro dele mesmo. Anular dois gols por culpa do mesmo jogador é de doer. Ele até se esforçou, fez pivôs, mas na hora H, na hora de ser decisivo, falhou miseravelmente.

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E o que falar de Hinestroza? Entrou e não entrou. Teve a chance de ouro nas mãos, dada por Pedro Emanuel, e simplesmente não abraçou a oportunidade. Mostrou uma coisinha ou outra com a bola no pé, mas foi muito, muito pouco. Para vestir a camisa do Vascão, precisa de muito mais. Brenner, que começou o jogo, saiu lesionado depois de um primeiro tempo interessante, onde pressionou e criou boas jogadas. Adson também foi um dos melhores, correndo o campo todo e sendo fundamental na recomposição, mas teve seu gol anulado pelo impedimento do companheiro.

Pedro Emanuel, o Equilibrista: Empate com Sabor de Luta

No fim das contas, temos que tirar o chapéu para Pedro Emanuel. Perder dois jogadores por lesão durante a partida, somados aos desfalques que já tinha, e ainda assim manter o time competitivo e organizado não é para qualquer um. O time lutou, mostrou padrão e não se entregou.

O empate, friamente, não é um desastre. Mas para o povo cruzmaltino, que vive e respira o Vasco, fica a certeza de que a vitória esteve em nossas mãos. Se não fosse por atuações individuais tão abaixo da crítica, estaríamos comemorando três pontos. Que sirva de lição. A raça de Jair e a organização da equipe são o caminho, mas precisamos de 11 guerreiros em campo. Sempre.

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.